Capítulo 2

GAEL

Uma semana depois...

E finalmente chegou o momento de destruir o inimigo. Eu não posso mais esperar por essa vingança. Talvez devesse somente pagar com a mesma moeda, mas isso não aplacaria minha dor. Preciso ir além. Vou tirar tudo de Luís vierano: o prestígio entre a elite russa e, a seguir, sua vida. E o que é melhor, tenho um trunfo. Meu maior inimigo se encontra à beira da morte e é capaz de fazer qualquer coisa para manter vivo seu único bem de valor, sua filha. O que eu não contava é que, no meio dos meus planos, haveria uma inocente.

Ignorar emoções.

Desassociar sentimentos com outras pessoas.

Isso é o que eu faço de melhor.

Por essa razão, mesmo tão novo, sou bom no meu trabalho. Então, por que não está funcionando hoje?

— Você é um monstro. Eu não deveria tê-lo deixado nascer, Gael.

Ouço o som de carro na rua e volto para o momento presente. O som é como um mau agouro. Uma confirmação sinistra das suas palavras.

Dias difíceis sempre me lembra da imprestável que me pois no mundo. Uma mulher interesseira que achou que engravidando teria uma vida de luxo, mas o otário que ela pensava que meu pai era logo provou como estava errada, meu pai me tomou e me criou para assumir seu lugar na irmandade. Comecei cedo, aos quatorze anos, eu sabia como tirar os lixos das ruas.

Sou bom em ler pessoas, e sei quando estão mentindo ou não.

Meu irmão e segundo no comando me chama atenção, nos entre olhamos, e ele sabe o que estou pensando.

- Posso ficar com ela?

- Não

- Vai devolvê-la?

- Não

- Vai tirar a vida de uma inocente por capricho?

- Não

- Gael, qual seu problema?

-Tenho um trabalho para ela.

- Trabalho? Meu irmão fica surpreso. - que tipo de trabalho essa moça lhe oferecerá?

- Deixe que eu resolvo isso.

Frustrado, meu irmão para de conversar e com raiva sai da sala de vigilância que estávamos.

Respiro fundo, é me concentro em ver a mulher que a dois dias não me deixa dormir direito. Verdade seja dita eu nunca durmo.

MESMO DIA MAIS CEDO...

Revirei-me na cama e abri os olhos. A minha mente ainda ia e volta nas imagens do depósito. Se eu continuava obcecado com a visão daquela mulher? SIM. Ela no meio da sala desacordada e indefesa. Porque as imagens dela eram tão vivas na minha mente. O cabelo preto se movendo lentamente e o corpo escultural moldado só com as roupas íntimas. Ela mesmo suja era linda e sexy.

Levantei e me vesti, e coloquei a arma que estava sobre o móvel de cabeceira num coldre na minha cintura. Esperava que as atividades do meu dia fossem o suficiente para afastar as imagens da mulher misteriosa da minha mente, antes que eu tomasse a irresponsável decisão de voltar ao depósito e pegá-la pra mim.

Saí do quarto, seguindo para sala. Parei no primeiro degrau da escada e me virei para os sofás. — Há quanto tempo chegou irmão? — falei ao ver meu irmão mais novo sentado na minha sala, meu irmão estava ansioso e quando ficava assim ele queria alguma coisa, normalmente essa coisa era minha.

Vamos embora. __ disse já seguindo para garagem.

Todos esperavam que eu desse as ordens, meu irmão principalmente, mas como dizer algo que nem eu tinha certeza. Era mais velho e mais experiente do que qualquer um de nós, porém nesse momento me senti perdido no que fazer e eu gostava de desafios.

MOMENTO PRESENTE..

- Vou entrar - disse já saindo da sala.

Entrei na sala onde Anastácia estava amarrada em uma cadeira desconfortável e seminua. Não costumávamos torturar mulheres, normalmente dávamos fim rapidamente, o que não era o caso.

Quando me aproximei, o barulho chamou sua atenção e imediatamente ela ficou rígida e seu olhar assustado me entregou o que eu queria, controle.

- Oi!

- Oi! - Ela disse.

- A partir de hoje você é minha. - disse saindo sem ouvir a resposta. Meus soldados sabiam o que tinham que fazer.

Capítulo 3

ANASTÁCIA

Uma semana atrás

Estou na estação de trem, lutando contra o pânico e a ansiedade. Claro que eu consigo fazer isso, que vou conseguir essa vaga. Tento ser positiva.

Chegando no destino, um Imponente prédio de vinte e cinco andares me recepciona. Minha cabeça dói tanto que parece que vai explodir, e só então me lembro que não comi nada nem o precioso café. Antes que eu possa pensar em procurar uma lanchonete, vejo que falta apenas quinze minutos e que será melhor uma olhada rápida no banheiro ao invés do café. Assim que consigo entrar no prédio, passo pelo porteiro e pergunto. — onde fica o banheiro? — Você pode seguir esse corredor até o final à esquerda, moça — diz a recepcionista.

Encaminho até o local e nem percebo dos homens atrás de mim.

Já dentro do banheiro os vejo atrás de mim pelo vidro.

— Aqui e o banheiro f.. — Nem tive chance de terminar. Os dois vieram pra cima de mim me imobilizado, com um pano com cheiro ruim na minha boca e nariz, só deu pra ouvir uma língua estrangeira. Logo tudo apagou.

Estava tudo muito escuro, eu não ouvia som algum e não conseguia abrir os olhos. Foi então que a minha mente foi tomada por flash, como imagens de um filme do que havia acontecido comigo no banheiro. Espera eu perdi a entrevista, droga. Não, onde estou? Fui esfaqueada... Estava morta?

Thalita. — Ouvi uma voz em outro idioma me chamar por um nome que não era o meu. Eu devo ter enlouquecido, estou imaginando outra vida paralela. Aceito qualquer desculpa que faça algum sentido do abismo onde eu estava.

— Thalita ... O som foi ficando mais forte me puxando para a realidade, como se me ligasse uma luz forte no fim do túnel. Então, eu abri os olhos num rompante e o clarão fez com que eu os fechasse.

— Thalita! A primeira coisa que enxerguei foram os olhos Azuis inebriantes e isso me fez sorrir, ainda que a minha cabeça estivesse doendo. — Eu estou no céu? — Acha que eu sou o tipo de cara que irá para o céu? — Ele riu, fazendo com que o meu sorriso se apagasse imediatamente.

— Você me sequestrou? Você vai me matar? — Ouvi a voz de outro homem e movi levemente a minha cabeça, encontrando a minha esquerda mais homem gigantesco e tatuados.

Parados há poucos metros distante de nós. Movi a cabeça e vi que estava presa em uma cadeira seminua, minha mãos em cada braço da cadeira grudados com fita 3M. O pavor foi instantâneo. Eu vou morrer.

No alto, dentro de uma sala com uma grande janela tinham dois homens me observando.

O local mesmo limpo cheirava a sangue e produto de limpeza. O sangue do meu rosto sumiu, eu vou morrer. Pensei novamente.

— Eu não sou a pessoa que vocês querem, não sou Thalita. Me chamo Anastácia, tenho 29 anos, um filho de 6 anos, sou comum. — disse, já esperando um tiro que não veio.

Voltei minha cabeça para um barulho e os olhos verdes me perfurava — Vai, servir mesmo assim. — Ele disse, sem esboçar nenhuma impressão. Parecia aliviado ao me responder aquilo. — Os homens saíram da sala deixando-nos sozinhos. Então ele disse — A partir de hoje, você é minha. — Assim foi embora sem me deixar protestar.

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