Capítulo 2

## Capítulo 1

Emberlyn Narrando:

Acordei contente, mas, ao mesmo tempo nervosa para o meu primeiro dia de trabalho como secretária de um CEO famoso. Levantei e segui a minha rotina matinal, escolhendo uma roupa formal para a ocasião.

Desci para a cozinha e, ao ver a mesa repleta das minhas comidas preferidas, sorri. Era claro que a minha mãe havia se esforçado para mandar as meninas fazerem isso.

- Bom dia! * Disse ao aproximar-me dos meus pais *

- Bom dia, filha! - responderam em uníssono.

- Bênção? * Perguntei, estendendo a mão *

- Deus te abençoe! * Disseram, beijando minha mão *

- Dormiu bem, princesa do pai? * Perguntou o meu pai, com aquela voz carinhosa *

- Pai, não sou mais bebê! * Ri * - Mas, sim, dormi bem. E o Senhor? * Perguntei a ele *

- Sempre será minha bebezinha! * Insistiu ele, e eu ri novamente *

Depois de um café da manhã animado, despedi-me com beijos e fui conferir se tudo estava na bolsa. Peguei a chave do carro, um presente de aniversário, e liguei o motor, partindo para o trabalho.

### Algumas Horas Depois:

Cheguei em frente à empresa e estacionei. Ao entrar, fiquei impressionada com a beleza do lugar. Peguei o elevador e fui para o andar indicado.

Uma moça recebeu-me com um sorriso e apresentou-me ao Sr. Emberstone. Fiquei nervosa, mas tentei-me controlar.

Ela bateu na porta e entramos. Rômulo Emberstone, um homem de cerca de 50 anos, cumprimentou-me.

- Senta, Srta. Dantas - disse, gesticulando para a cadeira à sua frente.

- Obrigada, Sr. Emberstone * Respondi, sorrindo enquanto me sentava *

- A Sra. Souza explicou tudo? * Perguntou ele, ainda sorrindo *

- Sim, senhor * Confirmei *

- Pode me chamar de Rômulo * Disse, simpático *

- Está bem, Rômulo * Disse, um pouco envergonhada *

Ele comentou sobre o seu filho, que tinha 25 anos, e como estava orgulhoso dele. Logo, ele entregou-me um tablet com as minhas responsabilidades.

### Algumas Horas Depois:

Quando percebi, já era hora de ir embora. Fui até a sala de Rômulo.

- Vai agora também, Rômulo? * Perguntei, sorrindo *

- Já, já, querida * Respondeu *

- Até amanhã! * Disse, me despedindo *

Após pegar as minhas coisas, fui para o estacionamento e dirigi para casa. Assim que cheguei, subi para tomar um banho.

### No Quarto:

Depois do banho, desci e encontrei os meus pais sentados juntos.

Pensamento On:

"Espero encontrar um amor assim como o deles."

Pensamento Off.

- Oi, meus amores! * Disse, dando um beijo na testa deles *

- Como foi o trabalho, filha? * Perguntaram, animados *

- Foi ótimo! * Respondi, sorrindo *

Comecei a contar tudo sobre a empresa e, após o jantar, nos despedi e fui dormir.

### William Narrando:

O dia foi cansativo, cheio de estudos e revisões de documentos para a empresa. Quando meu pai chegou para o jantar, ele parecia animado.

- Oi, filho! * Disse ele, sorrindo *

- Oi, pai. Tudo bem? * Perguntei *

- Estou bem. E você? * Respondeu *

Ele mencionou a nova secretária, e eu sabia que ele estava tentando arranjar-me um encontro.

- Pai, já disse que não quero ninguém! * Declarei *

- Eu não disse nada * Ele respondeu, com um sorriso irônico *

Após mais algumas conversas, fui dormir, exausto. Assim que terminei o meu banho e deitei-me, peguei no sono rapidamente.

Capítulo 3

**Capítulo 2**

* Emberlyn Narrando: *

Dias depois:

Os dias passaram-se e estou muito feliz com o meu trabalho. O Sr. Rômulo, sendo um ótimo patrão, gosta muito de trabalhar comigo; a cada dia aprendo mais com ele.

Conheci mais sobre ele e ele, conheceu mais sobre mim. Falei sobre a minha família e o meu namorado.

Estou aqui na minha mesa fazendo o meu trabalho quando vejo que o meu celular tocou. Peguei-o, vendo quem era.

** Ligação On: **

_ Oi, gatinha! * Falou o Pedro assim que atendi a chamada *

_ Oi, Peh! * Respondi a ele *

_ Tudo bem? * Perguntou ele *

_ Sim, e você? * Respondi *

_ Estou bem agora. * Respondeu ele *

_ Aí, Peh, só você mesmo! * Disse rindo *

_ O que você está fazendo? * Perguntou ele *

_ Estou trabalhando, e você? * Respondi *

_ Também estou trabalhando. * Disse ele *

_ Ah, que bom! * Falei * _ Me ligou para quê? _ * Perguntei a ele *

_ Para ouvir a sua voz, minha gata. * Disse ele *

_ Peh, ai ai! * Ri dele *

_ Estou com saudades da minha gatinha. Quando vamos nos ver? * Perguntou ele *

_ Quando você quiser! * Respondi a ele *

_ Será que podemos nos ver hoje? * Insistiu ele *

_ Claro! * Respondi sorrindo *

_ Que horas? * Perguntou ele novamente *

_ Eu saio às 18h. * Disse a ele *

_ Então te pego no trabalho essa hora! * Afirmou ele *

_ Está bom, beijos! * Disse para ele *

_ Beijos, minha gatinha! * Respondeu Pedro *

Assim, desliguei a chamada e continuei o meu trabalho.

Algumas horas depois:

Quando fui olhar as horas, já estava na hora de ir embora. Assim que o Pedro chegou, começou a arrumar as minhas coisas, e eu fui até a sala do Sr. Rômulo avisar que já estava a ir.

Assim que falei com ele e fechei a porta do escritório, ao virar-me, vi que o Pedro estava-me olhando.

_ Ah, você chegou! * Digo, indo até perto dele e sorrindo *

_ Sim, cheguei, gatinha * Disse ele, me puxando pela cintura e dando-me um beijo *

_ Aqui não estou no meu trabalho * Falei para ele, recuperando o fôlego após o beijo *

_ Desculpe... * Disse ele, dando um meio sorriso * _ Bora? * Perguntou, segurando a minha mão enquanto a outra mão permanecia na minha cintura *

_ Vamos sim, só vou pegar aqui minha bolsa * Respondo a sorrir para ele *

Então soltei a mão dele e ele retirou a outra mão da minha cintura. Dei a volta na mesa e peguei as minhas coisas. Assim, saímos.

Fomos para o estacionamento da empresa e entramos no meu carro, partindo para um restaurante, com o Pedro guiando-me pelo caminho.

Quando chegamos ao restaurante, fizemos o nosso pedido e começamos a conversar.

Depois de um tempo, terminamos a nossa refeição e decidimos ir embora.

Entramos no meu carro novamente, e fui deixar Pedro na sua casa.

Assim que chegamos em frente à casa dele, ficamos no carro, conversando e rindo muito. Ele beijou-me com um desejo enorme. Eu sabia onde queria chegar com aquilo.

Ele começou a colocar a mão na minha coxa, querendo subir, mas quando estava quase lá, eu segurei a sua mão e parei o beijo, dizendo:

_ Pedro, não... * Falei a sussurrar.*

_ Fala sério, Emberlyn. * Disse ele, tirando a mão da minha coxa e cruzando os braços, com uma expressão fechada *

_ Por favor, entenda que ainda não estou preparada. * Falei olhando-lhe também séria *

_ Nunca está, né, Emberlyn? * Ele disse ainda com a cara fechada e olhando-me *

_ Sério, Pedro? Realmente quer brigar por isso? * Perguntei *

_ Não... * Ele respondeu a sussurrar e respirando fundo *

_ Bom mesmo. * Disse eu ainda com cara fechada *

_ Ei, desculpas, gatinha. * Ele falou a segurar meu rosto e tentando-me dar um beijo, mas eu virei o rosto *

_ Vai ser assim mesmo? É sério? * Perguntou ele, visivelmente insatisfeito com o que fiz *

_ Claro! Você pensa que é só pedir desculpas e dar-me um beijo que tudo fica bem? * Perguntei-lhe *

_ Beleza, Emberlyn. Estou vendo que não quer conversar agora. Então vamos falar depois. * Ele disse a soltar meu rosto e abrindo a porta do meu carro para sair *

Liguei o carro e parti para a minha casa.

Cheguei em casa, abri a porta e vi os meus pais sentados no sofá.

_ Oi, pai! Oi, mãe! * Digo, dando um meio sorriso *

_ Oi, filha! Chegou agora porquê? Está tudo bem? * Pergunta a minha mãe, preocupada ao perceber que não estou bem *

_ Estava com o Pedro, mãe, e não está nada bem. * Respondo, sentando-me no outro sofá e mostrando a minha tristeza *

_ O que aconteceu, minha princesa? * Pergunta o meu pai, olhando-me com preocupação *

_ Briguei com o Pedro. * Respondo *

_ Vem cá, amor da mãe. * Fala a minha mãe com uma voz suave, me chamando para sentar perto deles *

Levantei do sofá onde estava e fui até o outro sofá onde eles estavam. Sentei-me ao lado deles, deitando a minha cabeça no colo da minha mãe.

_ Quer conversar sobre o que aconteceu? * Pergunta ela calmamente *

_ Mãe, será que estou a fazer o certo? * Pergunto confusa, olhando para ela *

_ Certo em que, minha filha? * Ela pergunta sem entender *

_ Oh, Pedro... Ele... quer... que... eu... me... entregue... para... ele... * Respondo gaguejando *

_Posso te fazer uma pergunta? * Pergunta ela carinhosamente *

Concordo com a cabeça.

_ Está preparada para entregar-se a ele? * Ela pergunta novamente com carinho *

_ Não... * Respondo, sussurrando e abaixando o meu olhar *

_ Então, quando estiver pronta, isso vai acontecer no seu momento. * Diz ela, acariciando o meu rosto e levantando o meu olhar para ela *

_ E se ele não quiser esperar, mãe? * Pergunto *

_ Se ele te amar, ele irá te esperar. * Ela responde com um sorriso confortável *

Ela continua a fazer carinho em mim. Depois fomos jantar e logo em seguida deitamos-nos.

Semanas depois:

Decidi fazer uma surpresa para o Pedro após o que aconteceu naquele dia. Quando terminei o meu trabalho, peguei as minhas coisas e fui para a casa dele.

Ao chegar à frente da casa, estacionei um pouco atrás e vi que ele estava a sair. Ia chamá-lo, mas fiquei curiosa para saber aonde ele estava a ir, então decidi seguir o táxi que pegou.

Assim que o táxi parou, percebi que ele estava em frente a um motel e não consegui acreditar no que me disseram.

**Pensamento On:**

"Será ser verdade o que falaram sobre você, Pedro?"

**Pensamento Off:**

**Sub On:**

"Se ele veio a um motel, é porque algo está a acontecer."

**Sub Off:**

**Pensamento On:**

"E agora, o que eu faço?"

**Pensamento Off:**

**Sub On:**

"Agora, entre e descubra a verdade."

**Sub Off:**

Espantei os meus pensamentos e decidi entrar para verificar a situação.

Fechei a porta do meu carro e fingi que ia fazer uma surpresa para meu primo, alegando conhecer quem estava com ele. A recepcionista, acreditando em mim, deixou-me subir e indicou-me o quarto onde o Pedro estava.

Peguei o elevador nervosa e, ao chegar em frente ao quarto, senti um frio na barriga ao ouvir os barulhos que facilmente me fizeram imaginar o que estavam a fazer. Isso deu-me ânsia; tomei coragem e entrei.

Fui até o quarto e, ao ver aquela cena, comecei a tremer e lágrimas começaram a escorregar pelo meu rosto sem eu querer. Era difícil acreditar no que estava diante dos meus olhos; parecia que eles nem perceberam a minha presença...

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*Desejo ou amor?*

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