Aurora foi em direção a porta e viu que o pai tinha saído, então depois de perceber que estava sozinha naquela casa, ela foi ao seu antigo quarto, e deitou se na cama deixando com que as lágrimas caíssem, se perguntando por que de seu próprio pai ter feito isso.
"Por favor, quando chegar em casa venha até o meu quarto, preciso conversar com você." — Ela envia a mensagem para o irmão, ela fecha os olhos e acaba dormindo depois de tanto chorar.
Na mansão dos Giodarno, Matteo acaba de entrar e da de cara com seu pai sentado no sofá, com uma expressão séria.
— Estou aqui, posso saber o que de tão importante me fez sair de New York as pressas? — questiona Matteo irritado assim que entra em casa.
— Assuntos do seu interesse meu querido filho, vamos para o escritório.— ele fala e sai andando.
— Pronto já pode começar a falar, preciso voltar tenho uma reunião importante amanhã.
— Vi que você está indo bem na direção da empresa, mas também tem saído muito nos jornais que o grande CEO Matteo Giordano sempre está com uma mulher ou em uma festa diferente, como que você quer passar a imagem de homem sério de negócios e responsável? Você ainda não entendeu o tamanho da responsabilidade de carregar o sobrenome Giordano ? — questiona Francesco alterando seu tom de voz.
— Pai, eu tenho me empenhado muito nos negócios, consegui muitos novos sócios e clientes para a empresa, e na máfia também, o senhor mesmo sabe disso tudo pois acompanha de perto, e quanto as noticias, bom são só notícias, eu saio com algumas mulheres apenas para me divertir, deve saber o quanto é ruim, eu não vou me apaixonar por nenhuma delas. — Diz ele desmontrando sua irritação, achando que aquela é a preocupação do pai.
— Não você não entendeu, eu não estou dando a mínima se você vai se apaixonar, você está passando uma imagem de um garoto mimado e irresponsável para a mídia, que tipo de CEO é você que não consegue parar com uma mulher, que vive em festas?! me explica isso Matteo, como que você quer assumir a máfia desse jeito? — ele indaga extremamente irritado com a postura do filho.
— Eu não sou nenhum irresponsável, e ainda não entendi porque me tirou da empresa,apenas para me fazer reclamações, poderia ter me ligado.
— fala ele em tom de deboche
— Você é sim irresponsável, o conselho está exigindo uma postura sua, uma postura de homem que tem responsabilidades e que pode assumir meu lugar na máfia, você sempre teve tudo muito fácil, por isso age feito um adolescente, mas a partir de agora vão mudar, já conversei com o conselho e eles aprovarão a ideia de um casamento. — ele fala tudo deixando Matteo cada vez mais irritado pelo rumo que a conversa está tomando.
— Que maluquice é essa de casamento, eu não vou me casar, não tem nada que me faça casar agora, tenho uma empresa pra cuidar e logo assumirei a máfia, não vou perder tempo com um casamento, só porque aqueles velhos querem. — Matteo diz rude, e seu pai trinca o maxilar.
— Você vai casar sim, eu já resolvi tudo e você vai fazer o que eu mandar. — Francesco fala observando Matteo passar a mão no rosto em sinal de raiva e frustração.
— EU NÃO VOU ME CASAR, ISSO NÃO TEM FUNDAMENTO, eu não sou mais uma criança para obedecer as ordens do papai.
— Não grite comigo, quem você pensa que é, além de seu pai, sou o Dom e já falo que vai casar , eu já resolvi tudo e você já tem uma noiva, nesse exato momento ela já deve estar sabendo do casamento.
— Eu já falei e repito, eu não vou me casar, essa mulher deve ser uma idiota, que com certeza irá aceitar por dinheiro, uma vadia interesseira.
bom.
— Cuidado com suas palavras, você vai casar sim, e será com a filha mais nova do Carlo, pai do seu amigo Lorenzo.
— O que ? não pode tá falando sério, além desse maldito casamento vou ter que casar com a porra de uma criança?!
— Ela não é nenhuma criança, mas você está agindo como uma, um moleque mimado, Aurora é uma moça gentil, maravilhosa e com uma beleza e caráter invejável.
— Eu.não.vou.me.casar. — diz pausadamente controlando a raiva
—Vai casar sim, e vai conhecer sua noiva no jantar de sábado, para anunciarmos o noivado, e assunto encerrado, isso não está aberto a discussões.
— Não tem porque eu me casar, eu nem conheço a garota, eu tenho mais com o que me preocupar, isso só vai estragar minha vida e meus planos.
— Se os seus planos são passar as noites em festas e com diferentes mulheres, você pode da um ponto final nisso, eu não quero saber o que você quer ou não, eu já decidi e já resolvi tudo com o Carlo, ele me devia uns favores e essa é a oportunidade perfeita para quitarmos a dívida, e a escolha é sua Matteo, ou você casa ou você não assumirá a máfia, e tiro você da empresa.
— Isso não pode ser verdade, como me tirar da empresa, eu sou o CEO, eu comando os negócios em New York, eu sou o capo da N'Dranguetha, o senhor não pode simplesmente de destituir do cargo, isso é um absurdo.
— Não é tão absurdo, porque eu sou o dono da empresa que você é o "CEO" e sou o Dom da máfia que você tanto se orgulha por assumir, o casamento não são só negócios, é uma decisão do conselho e minha, você terá que casar para assumir tudo, então decida, o tempo está passando filho. — diz por fim, deixando Matteo sozinho no escritório, que fica completamente irritado com as palavras do pai, e com o fato de ter que casar para assumir os negócios da famiglia.
Aurora está em seu quarto, jogada em sua cama, quando escuta o barulho da porta abrindo, ela senta-se na cama e sorri ao encarar Lorenzo.
— Olá meu solzinho — ela sorri ao ouvir o apelido, e corre para o abraçar — apesar desse abraço e esse sorriso, você não me parece feliz, o que aconteceu, qual o motivo dessa tristeza? — pergunta Lorenzo
— Estava com saudades irmão, preciso te perguntar algo! —
— Pergunte Aurora, sabe que pode me perguntar tudo que quiser, vou te responder sempre com a verdade.
— Você sabia o real motivo para eu ter que voltar antes do combinado? — Ela pergunta analisando o homem loiro de olhos azuis a sua frente, uma cópia perfeita de seu pai.
— Nosso pai apenas falou que você iria voltar antes, e imaginei que fosse uma decisão sua solzinho. — Ele sorri genuinamente encarando a irmã.
— Não, eu iria vim só na próxima semana quando acabasse as aulas, mas ele me ligou e disse que eu teria que vir hoje, ele não lhe explicou o motivo? — pergunta ela desconfiada
— Não, aliás eu acabei de chegar da empresa, mal vi ele hoje, mas você ainda não me contou o que aconteceu, porque está com essa cara de quem chorou? sabe que pode me contar tudo pequena!
— Eu vou casar — diz com os olhos lacrimejando
— Repete, eu não entendi, você vai casar? Com quem? — pergunta surpreso
— Isso eu também não sei, mas o nosso querido pai disse que vou me casar — diz deixando as lágrimas rolarem por seu rosto
— Como assim o nosso pai disse? Isso não é o que estou pensando é? Ele está obrigando você a casar?
— Sim ele me tirou de New York apenas para me dar a notícia desse maldito casamento, disse que um amigo veio cobrar uma dúvida e eu sou a porra do pagamento, vou ter que me casar com um idiota que eu nem conheço — diz com a voz embargada pelo choro.
— Calma pequena, ele não pode ter feito isso, é um absurdo, não tem explicação, mas ele só disse isso?
— Eu disse que não iria casar, mas ele disse que tinha pagar a dívida, porque quando ele precisou esse amigo ajudou, e agora ele tem que devolver os favores, mas eu não quero me casar, e o pior um maldito contrato de casamento que vai destruir a minha vida, vou ter ficar cinco anos ao lado desse homem desconhecido.
— Isso é loucura, contrato de casamento? favores? eu não tô entendendo mais nada, eu vou conversar com ele Aurora, não se preocupe. — dito isso ele abraça a irmã que chora por um tempo até se acalmar, e depois ele sai a deixando sozinha novamente com os seus pensamentos.
Após sair de casa Lorenzo vai em direção a sede da máfia e ao chegar lá encontra com seu Matteo na entrada.
— Hey, não sabia que tinha voltado, quando você chegou? — questiona Lorenzo ao se aproximar do amigo.
— Cheguei hoje cedo, meu pai me ligou ontem exigindo que eu estivesse aqui hoje, e bom aqui estou.
— Se o senhor Giordano exigiu que viesse, o assunto é realmente sério e importante.
— Sim, ele me disse que eu estou saindo muito nos jornais e que não paro com uma mulher, achei que a preocupação dele fosse eu me apaixonar, mas os velhos desgraçados do conselho, exigiram que eu me case. — Diz ele fazendo com que Lorenzo fique surpreso e irritado.
— Você vai casar? eu já ouvi esse assunto hoje, não pode ser verdade. — diz ele irritado, deixando Matteo confuso.
— Você já sabia?
— Não, claro que não, mas a Aurora chegou hoje de viagem, e quando eu cheguei em casa ela estava furiosa e triste com o nosso pai.
— Então ela já sabe?
— Não me diga que é com você que ela vai se casar ?
— Não sei se felizmente ou infelizmente, mas sim é comigo, e antes que você me mate, se eu não aceitar esse casamento, eu perco o cargo de CEO e não irei assumir a máfia. — explica em tom de frustração
— Que porra, não acredito que você vai casar com a minha irmã, ela está completamente desesperada porque não conhece o homem que meu pai falou, você não ouse encostar em um fio de cabelo dela, eu mato você antes que pense em tocar nela. — diz em tom de ameaça e semi encerrando os olhos na direção de Matteo.
— Calma aí, eu nem disse nada cara, meu pai tá me obrigando a casar, meu interesse é apenas em assumir a máfia e permanecer na empresa, nada mais que isso, então não se preocupe eu não vou machucar ela, há não ser que seja na lua de mel.— diz ele debochando do amigo que trinca o maxilar
— Você não tem noção da vontade que eu estou de te dar um soco cara. — fala tentando controlar o estresse.
— Que isso Lorenzo, você passa tanto tempo sem me ver e quando eu volto é essa a recepção que você me dá.
— Matteo, não brinque comigo, ainda tenho que falar com meu pai, sobre o absurdo que é esse casamento.
— Sei que é um absurdo, mas não temos saída, eu me casarei com a sua irmã e depois do tempo estipulado no contrato entrarei com o pedido de divórcio.
— Eu não sei se você lembra, mas um casamento na máfia não tem divórcio, e também não tolera traições, você deveria estar ciente já que será o próximo Dom da N'Dranguetha. — Matteo suspira em frustração.
— Porra, não me lembrava desse detalhe, então porque eles determinaram um tempo naquele maldito contrato?
— Essa é uma boa pergunta, e eu estou indo atrás da resposta nesse momento, nos vemos depois. — Ele diz e sai andando em direção a sala do pai.
— Olha filho, iria ligar para que você viesse, precisamos conversar, a auro...— Ele para de falar quando a porta abre revelando Matteo.
— Olá, Sr Ricci, acho que temos assuntos pendentes não acha?