Capítulo 2

Alguns anos depois...

Vim para o Estado Unidos, foi um desafio muito grande, não tinha experiência de nada, vim para focar e estudar, pois queria ser alguém, e quem sabe assim tentar encontrar os meus pais.

Passei seis meses focada estudando, sempre tirando as melhores notas, consegui aprender falar inglês coerente, assim não ficava tão perdida. Acredito que essa experiência me deixou muito motivada, após acabar com intercâmbio eu já sabia de muitas coisas. O meu visto ainda estava livre foi aí que decidi encontrar um emprego, assim teria um bom dinheiro para quando eu voltasse para o Brasil, sempre mandando cartão para irmã Cida, contando de como estava.

Em um dos dias da minha procura fui parar na cafeteria, lá trabalhei por alguns meses, porém eles exploravam muito, por eu ser brasileira, acabei procurando algo melhor. Foi quando conheci a Vivian, ela com seu jeito descontraído, me viu sentada no banco enquanto eu descansava para poder voltar a minha procura de emprego, o lugar que eu estava morando teria que sair logo por conta do contrato. Então teria que procurar um lugar para morar e trabalho.

Me lembro como hoje ela estava com a Valentina, pequena ela ria pelas brincadeiras que a Vivian fazia. Ali começamos a nós conhecermos, eu me apaixonei pela Valentina. Uma criança doce e amável. Contei um pouco sobre a minha história e ela não pensou duas vezes em me oferecer um quarto no apartamento dela. Na hora eu fiquei surpresa, e sem muita opção acabei aceitando, agora só precisava trabalhar. Ela me disse que tinha uma amiga que estava precisando de uma força em uma loja de brinquedos. Ela naquele momento estava me salvando. E assim foi morar com Vivian e pequena Valentina.

Ela me contou um pouco sobre sua vida, e via o quanto ela era forte por suportar tudo isso sozinha, criar uma filha sozinha, trabalhar e ainda manter alegria! Ali eu tinha um espelho a ser seguida, a força de vontade dela me entusiasmava. Mesmo nos piores momentos Vivian nunca deixou a sua alegria. Eu falava do Brasil para ela e o sonho dela era que fossemos nós três.

Então tínhamos feito uma meta para viajar, ela queria muito conhecer e tentar dar uma vida melhor para sua filha e focamos em seguir a metas para assim chegamos e não teríamos problema. Por mais que ela seja estrangeira seria interessante ela conhecer um pouco do Brasil. Alguns meses antes de viajarmos ela estava passando mal e mesmo dizendo que estava tudo bem, dava para perceber que tinha algo errado com ela, até que uma das consultas ela descobriu a doença e isso me deixou desolada, ela tinha a Valentina que apenas iria fazer seis anos, ela tentou lutar contra a doença mais já estava no estado avançado, ela só queria ver a filha dela feliz, e ver crescer, e isso ela não poderia fazer.

E foi aí que ela me deu a missão de cuidar da Valentina como minha filha, um papel que não saberia como exercer direito, já tinha o convivo com a Tintin desde seus dois aninhos. Mas daria minha vida pela da Valentina...

Acordo em meios aos gritos, e não tenho tempo para raciocinar direito e vou em direção do quarto da minha pequena! Consigo ouvir e sentir o quanto ela estar com medo! Entro em seu quarto, e já abraçando o seu corpo pequeno.

— Calma meu amor, eu já estou aqui... — falo repetidas vezes para a Tintim sentir segura em meus braços e acalmar o seu coraçãozinho.

— Eu quero a minha mamãe, tia! — ela diz chorando, e isso parte o meu coração. A Vivian morreu tem dois meses, e a Valentina vêm tendo esses pesadelos, ela não consegue aceitar que a mãe não estar mais aqui, eu tento me manter forte para poder conversar com ela e continuar explicando para que ela possa entender onde a mãe estar.

— Meu amor, eu já expliquei a mamãe estar no céu, ela estar dentro do seu coração, em sua cabecinha, ela teve que ir mora no céu meu amor. A tia estar aqui para cuidar de você minha pequena.

— Eu sinto muita falta da minha mamãe... — ela diz chorando.

— Eu sei meu amor, até mesmo eu sinto falta da sua mamãe, ela era a única amiga que tia teve. Agora eu só tenho você, pequena! — confesso abraçando mais forte.

— Tia, agora a senhora vai ser a minha mamãe?— ela me pergunta, e a verdade é que isso é difícil de dizer, por mais que eu tenha prometido a minha amiga que cuidaria da Tintim como minha filha, mais não quero tomar o seu lugar.

— Eu serei a sua segunda mamãe, você aceita? — a pergunto e ela abre um pequeno sorriso em meios às lágrimas.

— Sim, eu vou pedir para o papai do céu não levar à senhora!— ela diz me fazendo ficar emocionada.

— Oh, meu amor, ele não vai me levar, ele me deu uma missão mais incrível desse mundo!— falo a fazendo ficar curiosa.

— Qual foi à missão tia?— ela me pergunta.

— Cuidar de você meu amor! Você me ajudar a realizar essa missão?

— Sim!— ela diz mais animada.

— Então o que acha de dormir comigo em minha cama?— pergunta e ela começa a coça os olhos fazendo um sim com a cabeça. O pego em meus braços e vou em direção do meu quarto, a coloco em minha cama, ajeito na minha cama desligo a luz e me junto a ela que se aconchega em meus braços, ela solta um suspiro baixinho se entregando ao sono novamente.

Senhor me dá força para seguir em frente.

Fico me lembrando de como conheci a Vivian, eu tinha finalizado meu estudo e estava à procura de emprego, pois a bolsa que tinha ganhado quando sair do orfanato já tinha finalizado, eu gostei e foi bom para meu conhecimento, ela sempre comunicativa me ajudou e daí então nós tornamos grandes amigas, ela gostava do que fazia, ela era artista mais também trabalhava em um restaurante, assim tirava o sustento dela e da Tintin, pois a vida de espetáculo nunca foi fácil e nem sempre rendia bem. Na época que ela iniciou no restaurante, ela tinha se envolvido com pai da Tintin, eles só tiverem um lance, que acabou ele quebrando o coração dela, e indo embora a deixando grávida, a mãe dele ainda ameaçou a minha amiga, até mesmo cartas ela enviou dizendo que o seu filho tinha se casado e já estava construindo a família dele com filhos.

Na época que a conheci a Tintim tinha apenas dois aninhos, naquela época fiquei apaixonada pela pequena. E me empenhei para ajudar a minha amiga. Desde então nunca mais nos separamos, ela virou uma irmã mais velha, ela sabe de onde eu vim e nunca me julgou, pelo contrário sempre manteve o carinho por mim. O nosso propósito era voltar para o Brasil nos três, mas infielmente nem tudo saiu como planejamos, mas antes dela morrer tinha me pedido para cuidar da pequena, ela fez toda documentação para que eu pudesse ter a tutela da Valentina definitiva.

Então com isso estou me preparando para voltarmos para o Brasil.

Só esperando as documentações que ficaram em andamento para ter a guarda da Valentina, e juntando o dinheiro do antigo trabalho da Vivian, e do meu para poder fazemos nossas vidas lá quando chegamos. Eu sei que nada será fácil, mas não iria me deixar abater.

Assim, quando chegamos posso correr atrás de um trabalho. Já tinha informado a irmã Cida, ela vai me ajudar, já tem até uma indicação de trabalho para mim, o que me deixou bastante esperançosa. Só estou esperando a liberação para seguimos para o Brasil.

Eu estou contando os minutos para voltarmos, quem sabe podemos viver melhor, e fazer a minha pequena feliz.

Sinto o corpo da pequena relaxado, ela já estar dormindo, ela tem poucos traços da Vivian. Como pode um pai renegar assim uma filha? A pequena é tão preciosa. Acabo adormecendo enquanto fico alisando seus cabelos...

Acordo com meu celular tocando. Abro meus olhos e tento sair da cama para não acordar a pequena.

Chego ao corredor atendo a ligação. E quase caiu de tanta emoção! Advogada conseguiu a liberação para irmos embora! Ela disse que já conseguiu reservar a passagem para hoje à noite, então eu tenho pouco tempo para organizar as nossas coisas! E avisar a irmã Cida que já estamos voltando!

Só Deus sabe o quanto eu estava esperando por essa notícia.

Deixo a pequena dormindo e vou para banheiro e tomo um banho para me desperta e após começar organizar tudo! Ligo para orfanato e por sorte consigo falar com a irmã Cida, que ficou emocionada por saber que finalmente estou voltando. Ela disse que já estava tudo certo, e até mesmo viu uma casinha perto, assim ela pode me ajudar com a Valentina. A agradeço e informo que assim que chegar ao Brasil eu irei ao orfanato.

Já estou finalizando as malas da pequena e algumas coisas que vamos levar de lembrança de sua mãe. Vou à cozinha e preparo nosso café, e volto até o meu quarto. Chego à pequena continua dormindo, vou até ela e começo a beijar sua cabecinha e fazendo cosquinha em sua barriguinha e ela começa abrir um sorriso lindo!

— Bom dia, minha pequena! Eu tenho uma mega novidade! Mas só contarei quando você levantar para tomar café da manhã comigo! — assim que falo ela começa a pular na cama!

— Vai tia conta! Eu tô curiosa! É de comer?— ela fica me perguntando.

— Não, meu amor! Essa mega novidade não é de comer! Mais é algo que estávamos planejando algum tempo! — confesso e nos sentamos e começo a montar o prato, ela está com olhos brilhando. Nem parece que teve um pesadelo durante a madrugada.

— Tia é a viagem que a mamãe sempre falava?— ela me pergunta, é muito esperta essa Tintin.

— Sim, meu amor, agora pouco recebi uma ligação de que já podemos viajar, e vamos sair hoje à noite! Estar preparada para viajar comigo?

— Sim!

— Então vamos terminar o nosso café e tentar deixar tudo organizado, já fiz a sua mala e só faltam poucas coisas!

— Eu posso levar o cobertor e o travesseiro da mamãe?

— Claro que pode! Até mesmo já tinha separado! Agora coma tudo para ficar fortinha!

Terminamos o nosso café da manhã, deixo tudo organizado a cozinha, e vamos para meu quarto. Eu não tenho muita coisa, mais faço questão de cuidar bem das que tenho e guardo tudo com a Tintim! Até mesmo algumas cartas e diário da Vivian, quando a Valentina tiver idade para compreender darei a ela o diário de sua mãe.

Colocamos as malas na parte da sala, e termino de deixar tudo arrumado. Essa casa é alugada e assim que sairmos já tem pessoas que viram morar. Por isso gosto de deixar tudo organizado. Na hora do almoço, faço algo forte assim, no jantar só lanchamos, não quero passar mal e nem deixar a pequena enjoada.

Algumas coisas que separei para doação avisou a dona da casa, e ela disse que um rapaz viria pegar para levar para doação. Foi à parte mais dolorosa o ver levando as coisas da Vivian. Mas eu não podia levar tanta coisa assim para o Brasil. Apenas peguei algumas coisas pessoais para ficar de lembrança para Valentina.

Após o jantar a Tintim tirou um cochilo. E nessa hora me bate um nervosismo.

Será que eu estou fazendo o certo?

Será que a Tintim vai se adaptar no Brasil?

Infelizmente a minha liberação para permanecer no país já acabou, também não sei se conseguirei ficar por aqui sem a minha amiga!

Tudo parece doloroso!

Você tem que ser forte Clara! Grito em pensamento...

Capítulo 3

Lembro-me de como fiquei encantado pela garçonete, pensei que nunca poderia me deixar envolver por outra mulher. Essa viagem serviu para poder esquecer o estrago que a Graziela me causou, ela tinha se mostrado interessar por mim, me rastejei aos seus pés, quando eu propus em oficializarmos o nosso namoro era como se tivesse atingindo e ferindo-a. não sei o porquê ela reagiu dessa forma, sei que na época não tinha muito dinheiro era só minha família. Eu estava muito apaixonado por ela, ela sumiu do mapa, não consegui ter mais notícias dela. Até mesmo a minha irmã não tinha notícias, mais eu tenho certeza de que Jamily sabia de algo, a forma de como ela me pediu para esquecer a Graziela eram muitos, eu sofri como um louco, nada fazia mais sentindo sem ela perto de mim.

Do nada minha mãe apareceu com essa viagem para fora. Alegando ela que isso me faria muito bem, iríamos todos para fazer uma visita para o irmão da minha mãe. No começo me neguei queria me enfiar no trabalho, mais o meu pai alegou que tinha um projeto e me queria ao seu lado lá.

Quando chegamos na casa do meu tio. Meu pai me levou para conhecer o Hotel que meu tio mantinha e de como era inovador do jeito que meu avô queria seguir por todas as redes dele.

Nós primeiros dias tentei ao máximo explorar para ver o quanto o Hotel estava fazendo. A cada dia que passava me interessava ainda mais.

Meu tio tinha nos chamados para jantar, só ele, meu pai e eu. Era um jantar de negócios. Estava empolgado aqueles dias estava me fazendo focar no que realmente queria. E a presidência do GON VILLE HOTEL.

Meu pai já tinha dito que logo o meu avô passaria a vaga da presidência para um dos netos, eu sou o neto chegado ao mais velho, e tenho mais uma irmã que é mais nova que eu um ano e meu irmão sendo o mais novo. Somo três filhos e todos empenhados para fazer o melhor para GON VILLE HOTEL. Essa era a oportunidade que eu estava precisando, iria mostrar para meu pai e meu avô que eu estava apto para assumir a presidência.

Chegamos e quando fiz o pedido, me peguei encantado pelos olhos dela. Ela nos atendeu em prontidão, me pegava olhando enquanto atendia as outras mesas. Não sabia o que ela tinha mais acabou me enfeitiçado naquela noite. Após finalizar, dei uma desculpa para meu pai, e fiquei esperando a moça dos olhos lindos sair. Fiquei fazendo tempo até ver ela saindo, ela era linda. Fiquei apenas olhando no primeiro dia, não queria assustar.

Para minha surpresa minha família iria se juntar para almoçar neste restaurante. Fiquei a procura, até que não demorou muito ela apareceu, fiquei olhando de longe. Tentei não demostrar para ninguém, não queria o julgamento de ninguém.

Após esse almoço, não consegui ficar só olhando, mais uma vez dei uma desculpa para ficar na rua. Minha mãe estava desconfiada. Enrolei e voltei para o restaurante, fique na frente à espera dela sair, e não demorou muito, ela saiu dessa vez me apresentei ela ficou sem graça, mas não deixou de ter o brilho em seus olhos. A convidei para dar um passeio e descobri o seu nome, Vivian lindo como ela.

Saímos algumas vezes, e como nem tudo são flores tive que voltar para o Brasil, mas antes fiz questão de ficar com ela, a minha intenção era trazer ela para o Brasil e assim ver até onde iria nosso lance.

Após a noite incrível que tive com a Vivian, minha mãe começou a pegar no meu pé, dizendo que eu me deixar levar por uma qualquer! Nesse dia fique bravo, e quis lutar para ficar com a Vivian, só não sabia que ao procurar por ela, encontraria o apartamento vazio, não tinha ninguém, cheguei a perguntar se alguém tinha visto, mais infelizmente não conseguir falar com ela outra vez.

A minha mãe fez da minha vida um inferno dizendo que estava certa, e que eu teria que focar na empresa. Mais eu ainda tenho uma foto sua guardada comigo, na noite que dormir com ela, eu vi essa foto e não consegui deixar e acabei pegando para ficar de recordação. E infelizmente é isso o que eu tenho só uma foto de recordação de um dos momentos incríveis que vivi com a Vivian. Eu faria de tudo para poder ver ela outra vez! Até contratei um detetive, mas não obtive nenhuma resposta. Fui obrigado a focar no hotel era o meu futuro. Depois de alguns anos descobrir que a Graziela tinha me deixado por conta de um velho rico, ela negou o meu pedido por dinheiro e isso eu nunca iria perdoar.

Agora estou aqui na mesa de reunião, pelo meu cargo.

Já sou o CEO do ramo da GON VILLE HOTEL a mais de cinco anos. E sim, após a nossa volta eu fiquei na presidência, e só fiquei tranquilo quando consegui, foram muitos anos de trabalho a mais de sete anos focando na empresa para crescer até conseguir. Porém, a pauta em discussão é o fato de ser solteiro estar levando o conselho a tentar arrumar uma esposa para mim. O fato é que fiz o hotel crescer sem precisar ter um status ao meu favor, não sei o porquê dessa insistência deles agora, até parece que a minha mãe arrumou aliados, mas já deixei claro que não vou me casar. Saio da reunião irritado e vou para área do restaurante, eu não sei por que eles focam tanto em status, fiz o hotel crescer e render esses últimos anos, então por que merda eu tenho que ter uma esposa?

Peço uma bebida e fico analisando o quanto os hóspedes estão felizes por estarem aqui.

Fico bebendo e dou minha tarde por encerrada. Nem mesmo subo para pegar minhas coisas apenas ligo e peço para minha assistente descer. Fico na entrada do hotel, e minha assistente me entrega, informo que não voltarei mais hoje para o trabalho. Vou em direção ao meu carro, porém fico curioso por ouvir um sorriso infantil, olho em minha frente e vejo uma menina passeando com uma freira. Enquanto ela sorrir de algo fica pulando os passos.

Ela olha em minha direção, e fico hipnotizado em seus olhos, é algo tão familiar, ela apenas me dar um tchau e eu aceno e acabo entrando no meu carro.

Sigo para minha casa, e não fico satisfeito quando percebo que tenho visita. Saio do carro com raiva, será que não posso ter um momento de paz?

Saio do carro e entro em casa e vejo minha mãe e mais uma mulher ao seu lado, que merda estar acontecendo aqui.

— Filho, até que fim você chegou!— minha mãe fala com uma falsa alegria, vindo me abraçar.

— Eu estava no trabalho, o que faz aqui mãe?— pergunto sem paciência.

— Otávio não é assim que fala com sua mãe! Mas respeito! Apenas quis fazer uma visita ao meu filho ou não posso?— ela fala mostrando que não gostou da forma que a responder.

— A senhora pode, desde que me avise e não venha de surpresa!

— Me desculpa não apresentei essa é Riahnna, ela é a filha dos Ventures que chegou agora pouco, e quis te apresentar meu filho!— Que merda, agora vai ser assim, no trabalho e também na minha casa?

— É um prazer em conhecer você, Riahnna, mas agradeço a sua visita, porém vou pedir para vocês irem embora. Eu preciso resolver alguns assuntos. — tento falar educado.

— Me desculpe filho, marcarei um jantar, assim você conhece melhor a Riahnna.

— Ok, mamãe.

Falo já deixando as duas na sala e sigo para meu quarto, se eu ficar minha mãe fará um discurso de como eu preciso arrumar logo uma mulher para poder dar netos e continuar comandando a empresa. Esse discurso dela está me irritando e fato dela vir até a minha casa mostra que ela não vai desistir, mas eu não vou ceder aos seus caprichos. Eu já tinha dito o que eu pensava sobre casamento, e não vou a deixar fazer da minha vida um inferno. Não dessa vez mãe. Grito em pensamento.

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