"Se eles descobrirem, estou acabada. Você tem o poder de apagar as imagens. Por favor, estou te implorando..."
Íris tremia incontrolavelmente, seus dedos agarrados firmemente à manga de Vicente enquanto sua voz se quebrava de pura desespero.
Sem hesitar um segundo, ele afastou seus dedos, seu rosto vazio de emoção, frio e distante. "Tenho um encontro amanhã. Não tenho tempo para isso", ele disse.
Sem mais uma palavra, virou-se e se afastou. Ajudá-la não lhe custaria nada. Mas ele não o faria.
Íris ficou imóvel, seu corpo ficando mais frio a cada segundo.
Se a verdade viesse à tona—se alguém descobrisse que ela e Vicente foram os pegos naquele ato escandaloso no funeral de Caden—sua vida estaria em ruínas.
Bryanna a deserdaria. Sua universidade a expulsaria. Sem formação, conseguir um emprego respeitável seria impossível. Anos de trabalho duro não valeriam nada.
Ficar com Vicente no funeral de Caden—nenhuma punição poderia jamais limpar essa desgraça. Sua reputação estaria em ruínas.
O que ela poderia fazer então?
Íris afundou no chão, pressionando uma mão sobre a boca enquanto soluços silenciosos sacudiam seu corpo.
No dia seguinte, ela evitou a escola, com muito medo de colocar os pés para fora. Tudo o que podia fazer era esperar—temendo o momento inevitável em que seu mundo desabaria ao seu redor.
No início da tarde, Vicente voltou para casa.
"Como foi seu encontro com Elianna?" Bryanna perguntou a ele com curiosidade entusiasmada.
Vicente levantou uma sobrancelha, ligeiramente divertido. "Nós nos demos bem."
Bryanna suspirou aliviada. "Que maravilha! Vou ligar para Dolores imediatamente."
Enquanto Vicente tirava o casaco, seus olhos se desviaram para a entrada, onde um par de sapatos colocados cuidadosamente chamou sua atenção. "Íris está em casa?"
Bryanna, já discando, respondeu distraidamente: "Ela disse que não estava se sentindo bem, então ficou em casa."
Vicente colocou o casaco de lado. "Vou verificar como ela está."
Bryanna hesitou por um momento antes de falar. "Íris já é adulta. Vocês dois devem manter uma certa distância."
Parado na base da escada, Vicente soltou uma risadinha. "Praticamente a vi crescer."
Bryanna assentiu em concordância, um sorriso satisfeito se formando. "Íris sempre foi a mais educada—ela nunca faria nada inapropriado. Não importa. Vá em frente."
No andar de cima, no quarto.
"Dor menstrual?" A voz de Vicente era baixa enquanto ele olhava para a pequena figura encolhida sob o cobertor rosa. Deslizando uma mão sob as cobertas, ele traçou seus dedos ao longo de suas curvas suaves, movendo-se para baixo.
"Por favor, pare com isso!" Íris ofegou, sua respiração entrecortada enquanto agarrava freneticamente a mão dele que vagava.
Vicente afastou suavemente os fios de cabelo soltos de sua testa. "Você parece doente."
Íris virou o rosto para o lado, evitando deliberadamente seu toque.
Ele a puxou para o seu colo, sua mão pressionando contra seu abdômen em movimentos lentos e deliberados. "Dizem que fazer amor com mais frequência ajuda com a dor."
Ela estremeceu levemente.
Naquele instante, tudo ficou claro para ela. Ele nunca planejou deixá-la ir.
Ele não ignorou a câmera de vigilância—ele deliberadamente deixou as imagens surgirem. No momento em que Bryanna a expulsasse e a universidade a expulsasse, ela ficaria sem nada. Sem lar. Sem futuro. E quando isso acontecesse, ela nunca poderia escapar de seu controle.
Lágrimas rolaram pelas bochechas de Íris enquanto ela lutava para falar através dos soluços. "Por favor, imploro-te... Só me deixe terminar meus estudos."
Vicente deslizou sob as cobertas ao lado dela, seu hálito quente e carregado de desejo. Ele não estava prestando atenção.
Seus dedos de repente pararam, e uma leve ruga se formou entre suas sobrancelhas. "Você não está menstruada."
Íris congelou, balançando a cabeça.
Ele soltou um suspiro lento, divertimento filtrando-se por sua voz enquanto sua mão continuava sua descida deliberada e provocante. "Sua mentirosa."
A mente de Íris entrou em turbulência. Ela não ousava resistir. Ela nem mesmo ousava se mover.
Suas mãos eram experientes, soltando suas roupas com facilidade. Uma a uma, as finas camadas de tecido escorregaram.
Sob o cobertor, suas mãos vagavam livremente. Sua respiração ficou mais pesada, o ar entre eles espesso de calor.
Íris se encolheu, seu rosto queimando enquanto se afogava no cheiro dele.
Cada lugar que seus dedos tocavam parecia fogo, seu corpo traindo os últimos vestígios de sua determinação.
Sob suas provocações constantes, uma fina camada de suor cobriu sua pele.
A tensão se enrolou entre eles, o fogo do desejo os consumindo.
Uma batida repentina quebrou o momento.
"Vicente, por que a porta está trancada? Preciso falar com você." A voz de Bryanna soou do lado de fora.
Íris se levantou rapidamente, procurando suas roupas. Mas Vicente a agarrou pelo pulso, puxando-a de volta para a cama, envolvendo o cobertor firmemente ao seu redor.
Então, como se nada tivesse acontecido, ele se levantou e foi até a porta.
Quando a porta se abriu, sua expressão já tinha voltado ao seu habitual controle. Ele se virou para Bryanna com um sorriso suave. "Há algum problema?"
Seu rosto estava vazio de qualquer desejo—não restava nenhum traço do homem que havia se entregado ao desejo desenfreado momentos atrás.
Bryanna não perdeu tempo indo direto ao ponto. "A Família Lambert afirma que conseguiu as imagens de vigilância, mas a distância torna quase inúteis. As imagens estão borradas demais para identificar os rostos do casal sem vergonha. Você tem uma equipe de primeira linha—poderia ajudar a melhorar a resolução?"
Vicente casualmente endireitou suas abotoaduras. "Sem problemas."
O peito de Íris se apertou. Por que ele não recusou?
Bryanna exalou aliviada, então se virou para Íris. "Íris, naquele dia eu te vi entrando pela porta dos fundos. Você viu alguém no quiosque atrás da funerária?"
Naquele dia, tudo aconteceu tão rápido.
Dentro do quiosque, seus corpos superiores permaneciam totalmente vestidos, mas suas metades inferiores estavam entrelaçadas tão apertadas. De longe, pareciam nada mais do que duas pessoas sentadas incomumente próximas. Na realidade, estavam perdidos no auge de sua paixão.
De longe, uma figura estava à porta dos fundos da funerária, acenando em sua direção.
No auge da intensidade, eles se renderam ao seu alívio.
E então—Maggie Warren se aproximou para cumprimentar Vicente.
Íris mal conseguiu puxar sua saia a tempo, seu rosto ainda corado, sua respiração instável.
De volta à realidade, ela levantou os olhos, apenas para descobrir que Vicente já havia desviado seu foco para outro lugar. Com as mãos nos bolsos, ele estava à porta. Seu terno permanecia impecável, sem um único vinco à vista.
Nenhum vestígio do homem que acabara de consumi-la momentos atrás. Como se ela fosse a única que perdeu o controle.
Reunindo seus pensamentos, os olhos de Íris se encontraram com os de Bryanna, e um choque de pânico a percorreu. Ela rapidamente balançou a cabeça, sua voz trêmula. "N-não... Não vi ninguém."
Bryanna assentiu satisfeita. "Bom. Como uma dama de uma família distinta, você não deveria estar exposta a—muito menos testemunhar—essas coisas vergonhosas."
Íris abaixou o rosto, o peso da culpa se instalando pesadamente em seu peito.
Bryanna voltou seu foco para Vicente. "Podemos esperar resultados dentro de uma semana?"
Sua resposta foi suave, quase sem esforço. "Cinco dias no máximo."
A cabeça de Íris se ergueu em choque. O que ele estava insinuando? Ele pretendia deixar a verdade vir à tona?
Mas fazia sentido. Uma vez que o escândalo surgisse, todos assumiriam que ela tinha se jogado para ele. Afinal, por que Vicente Stewart—um homem com riqueza, poder e status—nunca teria falta de atenção feminina?
As lágrimas em seus olhos ameaçavam escapar.
"Quanto mais cedo, melhor", Bryanna disse, sua voz com uma ponta de impaciência. "Preciso saber qual mulher desavergonhada teve a audácia de fazer uma coisa dessas."
Mulheres que usavam sua beleza para manipular homens a enojavam.
Ela voltou sua atenção para Íris, franzindo as sobrancelhas em desaprovação. "Íris, Vicente está bem aqui. Por que você ainda está escondida sob as cobertas? Levante-se."
Íris permaneceu congelada no lugar. Ela não podia se mover—não quando não tinha nada sob o cobertor.
"O que há de errado? Você está se sentindo mal?" Bryanna deu um passo à frente, pressionando uma mão na testa de Íris. "Você está queimando. E está encharcada de suor."
O coração de Íris batia tão forte que ecoava em seus ouvidos.
Isso não era uma febre. Isso era obra de Vicente.
Vicente ficou calmo, sua postura inabalável, mãos colocadas ordenadamente nos bolsos. "Ela está menstruada. Peça à governanta para trazer uma almofada térmica e alguma bebida quente."
Bryanna soltou um suspiro frustrado. "Você deveria ter me contado em vez dele. Homens não deveriam se preocupar com esse tipo de coisa."
Os lábios de Vicente se curvaram em um sorriso. "Está tudo bem. Somos família."
Íris sentiu sua compostura escorregar. Ele estava gostando disso.
Bryanna retirou a mão, soltando uma leve risada. "É bom ver vocês dois se dando bem. Quando Elianna se juntar à família, espero que você a trate tão bem quanto."
Vicente levantou uma sobrancelha, mas não disse nada. Seu silêncio falou volumes.
Sob o cobertor, Íris apertou os lençóis com tanta força que seus nós dos dedos ficaram pálidos.
Enquanto Bryanna se afastava com Vicente, ela acrescentou: "Vamos, vamos escolher alguns presentes para Elianna. Ela deve ter algo bonito na próxima vez que você a vir."
Por enquanto, Íris havia ganho um alívio temporário. Com apenas uma semana antes dos resultados serem revelados, ela não teve escolha a não ser voltar para a escola.
Naquele dia, a ligação de Bryanna veio. "Íris, venha para casa. Agora."
Um profundo senso de medo se instalou no peito de Íris. Não importava o quanto ela desejasse um resultado diferente, o momento que ela tanto temia finalmente havia chegado.
"Íris, venha conhecer Elianna."
Assim que Íris entrou na casa, Bryanna estava lá para recebê-la com um sorriso caloroso.
Elianna levantou lentamente a cabeça, seus olhos inocentes e grandes cheios de lágrimas não derramadas.
Bryanna soltou um suspiro suave, segurando gentilmente a mão de Elianna. "Qual jovem rico não se deixa levar pelas armadilhas da vida noturna? Especialmente alguém como Vicente."
Elianna fungou, sua voz vacilante. "Meu irmão me disse que Vicente estava em uma boate duvidosa. Eu não acreditei, então fui verificar por mim mesma. E lá estava ele, cercado de mulheres."
Bryanna apertou sua mão suavemente. "Você está vendo ele agora. Você precisa mantê-lo sob controle."
Elianna enterrou o rosto nas mãos, chorando. "Eu implorei para ele sair comigo, mas ele não me ouviu."
Bryanna franziu a testa. "Então deixe Clint trazê-lo de volta."
Elianna balançou a cabeça. "Clint já tentou. Ele não se move."
Bryanna fez uma pausa, pensando. Então ela se virou para Íris. "Íris, ele pode não nos ouvir, mas não terá coragem de recusar uma garota mais jovem como você. Vá buscá-lo."
Íris assentiu e começou a sair.
"Leve Clint com você," Bryanna chamou atrás dela.
Se houvesse outra opção, ela não teria enviado Íris para uma boate.
Mas Clint Tucker, o motorista de confiança da família, era confiável. Com ele lá, ela se sentia um pouco mais tranquila.
O clube estava vivo com luzes piscantes, música pulsante e indulgência selvagem. Pessoas se agarravam umas às outras, perdidas na loucura desenfreada de tudo aquilo.
Enquanto Íris se movia através da loucura, mãos se estendiam, tentando agarrá-la como se ela fosse apenas mais um prêmio.
Abrindo a porta para a área reservada para convidados especiais, ela foi atingida pela cena diante dela.
Vicente estava reclinado no sofá de couro, um cigarro pendurado nos dedos, seu outro braço espalhado casualmente ao longo do encosto.
Uma mulher sedutora estava sentada em seu colo, alimentando-o com vinho, a fumaça se enrolando ao redor dele como um véu.
Íris se destacava — composta e digna — em meio ao caos selvagem.
De repente, a música parou. Todos os olhares se voltaram para Íris.
Ela deu um passo à frente e disse suavemente: "Tio Vicente, Senhorita Dawson está esperando você em casa."
"Tio?" A risada de um homem ecoou pela sala, carregada de escárnio. "Não é essa a menina que os Stewarts acolheram? Ela cresceu e se tornou uma beleza, não é?"
Íris encontrou o olhar do homem, reconhecendo-o imediatamente — Connor Russell, o famoso filho de Adrian Russell, um oficial poderoso.
Com o poder de seu pai por trás dele, Connor era mimado e imprudente.
Não é de se admirar que Elianna estivesse zangada. Não havia nada de bom em Vicente estar envolvido com alguém como Connor.
"Que beleza," Connor disse lascivamente, seus olhos escuros de desejo. Ele levantou seu copo e começou a se aproximar de Íris.
Com um movimento rápido, ele agarrou uma mecha de seu cabelo, trazendo-a até o nariz e inalando profundamente. "Mmm... divino."
"Saia daqui!" Vicente resmungou ameaçadoramente, encarando Íris.
Íris sentiu um arrepio percorrer sua espinha.
Connor sorriu para Vicente, então se inclinou mais perto, pressionando o copo de vinho nos lábios de Íris. "Já que você está aqui, por que não compartilhar uma bebida comigo?"
Risos ecoaram pela sala.
Então um estrondo alto seguiu-se enquanto uma garrafa de vinho se quebrava, o líquido vermelho derramando-se pelo chão enquanto a companheira de Vicente gritava em choque.
Connor girou, seu rosto congelado de descrença, sangue escorrendo por sua testa.
Vicente descartou a garrafa quebrada, limpando os dedos casualmente. "Eu dou apenas um aviso."
Só então os outros perceberam — o "saia daqui" tinha sido dirigido a Connor.
Vicente puxou Íris para seu abraço, sua voz fria enquanto se dirigia à sala. "Considerem todos os acordos anulados. O Grupo Stewart não fará mais negócios com nenhum de vocês."
O choque varreu todos.
Eles haviam passado a noite toda tentando convencer Vicente a investir.
Em um instante, tudo havia escapado.
Vicente colocou um braço ao redor dos ombros de Íris, cambaleando perigosamente enquanto a guiava para fora.
Clint segurou a porta do carro aberta. Vicente praticamente empurrou Íris para o banco de trás do carro.
"Para as Vilas Skycrest," ele murmurou, sua voz rouca, seu corpo pressionando contra o dela.
As Vilas Skycrest eram o enclave mais exclusivo e desejado da cidade.
Quando abriram pela primeira vez há dois anos, nem Bryanna conseguiu garantir uma unidade, apesar de suas altas conexões. No entanto, Vicente comprou uma com facilidade.
A mão de Vicente deslizou pela coxa de Íris, avançando pelo rasgo do vestido. "Não gosto de você usando roupas tão apertadas."
Sua voz carregava um tom de desaprovação.
Íris virou a cabeça para longe, deliberadamente ignorando o cheiro de álcool em sua respiração. Calmamente, ela disse: "Senhorita Dawson e Bryanna estão esperando por você na mansão da família."
"Você realmente parece ter um apego a esse lugar," ele murmurou, seus dentes roçando o lóbulo da orelha dela, seu hálito quente enviando um arrepio pela sua pele.
Um gemido suave escapou dela antes que pudesse impedir. Em pânico, ela cobriu a boca com a mão.
Embora Clint fosse um dos homens de maior confiança de Bryanna, Vicente ainda fazia o que queria.
O toque repentino de um telefone rompeu o silêncio. Vicente pressionou a mão de Íris para baixo. "Não atenda."
Mas Íris atendeu mesmo assim.
A voz de Bryanna crepitou através. "Você encontrou Vicente?"
Lá fora, a noite estava espessa com escuridão, borrando a linha entre sombra e noite.
Dentro do carro, Vicente tornou-se mais ousado.
O som de tecido rasgando ecoou através da chamada.
O ar frio picou a coxa de Íris.
Vicente havia rasgado seu vestido, sua mão deslizando onde não devia.
Íris lutou para manter sua voz firme. "Ainda não..."
Vicente sorriu, satisfeito com sua resposta. Seu toque, áspero momentos atrás, tornou-se inesperadamente gentil.
Do telefone veio o som dos soluços abafados de Elianna.
Bryanna disse com firmeza: "Diga a Vicente isto — Elianna ainda está esperando por ele. Ela não vai sair até que ele volte."
Sem hesitar, Vicente arrancou o telefone da mão dela e encerrou a chamada. Segurando seu queixo, ele esmagou seus lábios nos dela.
O cheiro de álcool misturado com seu perfume familiar inundou seus sentidos.
Seu corpo vacilou, traindo-a. Uma tempestade girava dentro dela.
Desde criança, ela nunca havia mentido para Bryanna.
Mas desde que Vicente havia retornado, ela era forçada a mentir repetidamente.
O carro rolou para dentro das Vilas Skycrest.
Clint olhou no retrovisor para o rosto corado de Íris. "Senhor Stewart está bêbado. Poderia ajudá-lo a entrar?"
Vicente se apoiava pesadamente contra ela, parecendo quase inconsciente.
Não tendo outra escolha, Íris o ajudou a entrar na casa.
Assim que pisaram dentro, tudo girou — antes que ela pudesse reagir, ela se encontrou envolta em um abraço forte e quente.
Vicente fez uma pausa, falando com Clint. "Você pode tirar um mês de folga. Vá visitar sua família."
Clint entendeu imediatamente, assentiu e saiu sem questionar.
Quando Íris percebeu que havia caído direto em uma armadilha, já era tarde demais.
Vicente a empurrou para a cama, prendendo-a sob ele.
A primeira vez deles havia sido em um gazebo.
Nervosismo, dor e desconhecimento, tudo misturado com o medo de ser pego.
Desta vez, a respiração de Vicente estava igualmente ofegante, mas seus movimentos eram mais lentos, mais deliberados.
Íris logo descobriu que a intimidade não era apenas dor; além disso, havia um prazer imenso.
Quando a manhã chegou, Vicente estava recostado contra a cabeceira, seus longos dedos girando preguiçosamente um cartão entre eles. Um sorriso zombeteiro brincava em seus lábios. "'No seu sorriso, encontro minha luz; com você, cada dia parece certo.' Que piegas."
Íris tentou pegar o cartão, mas Vicente o lançou ao chão.
"Jayden Warren, hein? Um presidente do conselho estudantil? Ou é apenas algum garoto de bolsa de estudos de uma família carente?"
Sua voz estava carregada de sarcasmo.
Íris permaneceu em silêncio, vestindo calmamente suas roupas íntimas.
Jayden era o presidente do conselho estudantil — um dos alunos mais brilhantes da universidade.
Mas, ao contrário dela, ele veio de um fundo privilegiado. Ele era um verdadeiro herdeiro da riqueza.
Ela nunca imaginou que ele confessaria seus sentimentos por ela. E pior — Vicente havia descoberto agora.
Íris se abaixou, pegou o cartão e o colocou na bolsa.
Sem olhar para ela, Vicente lançou um cartão preto em sua direção. "Sem limites de gastos. Gaste o quanto quiser."
Era essa a compensação por uma noite com ele? Íris deixou o cartão de crédito de lado. "Não preciso. Não preciso de dinheiro."