Capítulo 2

Anna entrou pensativa. Porque aquele homem tinha

mexido tanto com ela? Mexeu com sentidos que ela havia

a muito se esquecido. Seu corpo se arrepiava a cada vez

que pensava como seria ser tocada por ele! Não

conseguia entender. E foi pensando nele que ela pegou

no sono.

No dia seguinte, era domingo e ela não tinha planos de

sair, pensava em apenas ficar deitada no sofá vendo

televisão e descansando, afinal era para isso os finais de

semana. Se levantou e fez como de costume: Tomou um

banho quente, escovou os dentes, pois uma roupa bem

leve. Ainda pensava em Paulo. Será quando vou vê-lo

novamente? Será que vai me ligar? Espero bem que sim.

— Aff… que pensamento era aquele? Eles nem tinham se

dado bem. Ela não estava interessada, apesar do seu

corpo dizer o oposto.

Foi a feira como de costume. Lá ela conhecia todos os

feirantes, porque todo final de semana lá estava ela

fazendo compras de verduras, frutas e tudo mais que

fosse necessário para ter uma alimentação saudável, ela

sabia que não tinha mais idade para exageros, por isso

era bem comedida com sua alimentação. Enquanto

caminhava pela feira o seu celular tocou. Era um número

que ela não conhecia, mas atendeu assim mesmo.

— Bom dia!?

— Bom dia! Sabe quem está falando?

— Não. Quem é?

— Adivinha.

— Olha, se você não se identificar, vou desligar.

— Credo, quanta seriedade... E o Paulo. Anna ficou sem

ação.

— Você ainda está aí?

— Claro, que surpresa! Como você esta?

— Bem! Não pensou que pedi seu telefone apenas por

pedir né?

— Não. Claro que não.

— Então? Pensei em nos encontrarmos mais tarde para

um passeio no Bosque da barra. O que você acha? Anna

ficou atônita, não sabia o que falar.

— Anna?

— Claro, a que horas?

— Às 15 horas passo na sua casa para te pegar. Tudo

bem? Ela ainda estava muito surpresa, por isso demorou

a responder.

— Ok. Até logo!

— Até logo! Durante um tempo ficou ali. Parada no meio

da feira. Tentava assimilar aquele telefonema. Não é que

ele também ficou interessado. Ela sorri e vai embora. Ela

não sabia porque, mas ficou feliz com aquele telefonema.

Anna voltou da feira cheia de sacolas, colocou tudo em

cima da mesa e ficou a pensar: “O que era aquilo? ” Eles

nem tinham se dado bem. Bom ela iria sair com ele para

ver no que dava. Colocou tudo no lugar

Preparou o

almoço com muita ansiedade seu coração estava

acelerado. Porque ela estava assim? As 13 horas

começou a se arrumar. Não tinha ideia do que vestir.

Olhou para seu armário e não encontrava nada que a

agradasse. Até, que se deparou com um conjuntinho de

blazer e short e uma blusinha transparente branca.

Apesar de ser uma coroa, ainda tinha um corpo esbelto e

quase tudo lhe caia muito bem. Já passava das duas e

meia quando Paulo chegou. Ele apertou a campainha, ela

logo veio atender.

— Quem e?

— E o Paulo, já está pronta?

— Você está adiantado. Entra. Ela abriu a porta e ele

entrou sorrindo. Aquele sorriso. Os dentes brancos, os

lábios carnudos e rosados. “Aquela boca foi feita para ser

beijada”. Meu DEUS, que pensamento e esse? Se

contenha Anna.

— Me desculpa chegar adiantado, estava

ansioso pelo nosso encontro, afinal ontem pareceu ter

ficado um mal-entendido no ar.

— Não tem problema, estou terminando. Senta aí. Paulo

ficou encantado com aquela bela mulher, arrumada,

discreta e perfumada. Também ele não sabia dizer o que

estava sentido. Ele era um homem que nunca deu muita

importância a relacionamentos. Desde, que a sua esposa

faleceu não encontrara ninguém que o

interessasse, mas aquela mulher era diferente. Quando

ela voltou a sala, já estava pronta.

— Podemos ir?

— Podemos sim. No caminho os dois estavam em silêncio.

Olhavam pelo canto dos olhos certamente para tentar

entender porque eles estavam tão tímidos. É ela que

quebra o silêncio.

— Então? O que você faz mesmo?

— Sou advogado.

— Em que área?

— Criminalista. Mas se precisar outras áreas também.

— Então se eu matar alguém posso contar com você?

Disse sorrindo. Seu sorriso era iluminado, tinha uma

boca bonita, pensou ele.

— Você não seria capaz disso. Parece-me ser uma boa

pessoa.

— E sou mesmo. Você parece ser bom em julgar.

— Trabalho a muito com pessoas de todos os tipos:

Pessoas boas, outras ruins, umas nem tanto, enfim o ser

humano e poço de reações e emoções.

— Você e solteiro, casado?

— Viúvo.

— Oh! Me desculpe.

— Não se preocupe, já faz muito tempo.

— Não quis se casar de novo?

— Não encontrei ainda ninguém que valesse a pena,

minha esposa elevou muito o nível de mulheres que

poderiam me interessar. Assim não conheci ninguém que

se igualasse a ela.

— Tem filhos?

— Não e você?

— Sou divorciada, tenho dois filhos adultos, um é casado o

outro solteiro, moro sozinha, eles vêm de vez quando me

ver, mas não é sempre. Acho que deixei de ser útil,

então… Eles chegam ao bosque da barra e continuam

conversando como se conhecesse um ao outro a muito

tempo. Paulo fica maravilhado com a inteligência de

Anna e ela adora como ele explica as coisas para ela. Ele

pensa que ela poderia ser muito mais que uma operária.

Não que ser uma operaria seja algo ruim, mas ela parece

ter estudado muito. O tempo passa sem que eles

percebam e logo já e noite, ele vai levá-la em casa, ela

se sente como uma adolescente,

Na porta ela pergunta?

— Quer entrar?

Ele responde como se esperasse o convite.

— Posso?

— Claro, vamos tomar um café com torradas. Eles entram

e ela vai preparar o café, ele se senta na cadeira em

volta da mesa e fica observando ela se movimentar na

cozinha. A casa não é grande: Sala, cozinha, quarto e

banheiro. Mas é aconchegante e cheirosa, ele gosta de

estar ali. Apesar de a casa dele ser bem diferente, ele se

sente bem. Acolhido!

O café fica pronto e as torradas também, ela o serve e

eles comem em silêncio. Anna o olhava por baixo sem

saber o que dizer. Terminaram e foram para a sala de tv.

Ele se sentia em casa, só ela estava um pouco

desconfortável. Desde, que se separou nunca levara

ninguém na sua casa. Ele foi o primeiro a quebrar o

silencio.

— Gostei muito do nosso passeio. Podemos

repetir.

— Claro! Quando quiser, também gostei muito.

Ele olha no relógio e já passa das 22 horas e resolve ir

embora.

— Bom, a conversa ta boa, mas tenho que ir,

tenho uma audiência logo cedo.

— Eu também pego cedo no batente, foi um prazer de

verdade.

— Eu ligo para marcamos de sair novamente. Tchau! Ele

se vira e diz:

— Tem uma coisa que estou querendo desde

que nos encontramos!

— É? O que é? Ele se aproxima e a beija longa e

carinhosamente. Ela sentiu seu corpo desfalecer, ficou

quente e não teve como disfarçar o quanto estava

gostando daquele beijo, seu rosto estava em brasa. Ele

percebeu e sorriu veladamente. Ele foi embora deixando

ela ardendo de desejo por ele. Como era possível?

Reacender desejos a tanto tempo esquecido? Demorou

muito para dormir. Pensamentos pecaminosos passavam

por sua cabeça, esses pensamentos não a deixava

dormir. Foi preciso tomar um banho frio. Quando

conseguiu pegar no sono já era quase de manhã.

Como todos os dias, levantou, tomou seu banho, pôs o

uniforme, fez seu café e saiu. O ônibus da empresa como

sempre passou as 7:30 horas. Sua amiga estava lá,

sentada na última poltrona. — Bom dia! Amiga!

— Bom dia! Como foi o seu final de semana? Perguntou

Anna toda animada.

— Melhor impossível. Passei o final de semana todo com o

Miguel. Ai amiga, acho que estou me apaixonando.

— Mulher! Foi o quê? O terceiro encontro? Está muito

cedo para isso, tem que o conhecer melhor.

— Você e suas desconfianças, tem que se entregar, não

estamos mais na idade de ficar se privando das coisas ou

dos desejos. Se quer vai lá e faz.

— Não pode ser assim, olha o tanto de feminicídio. Temos

que nos cuidar!

— Eu não sou assim, me entrego quando estou gostando.

Acho até que vou chamá-lo para dormir lá em casa, só

dormir, vou dizer-lhe que não quero morar junto,

mas quero que fiquemos mais íntimos...KKK

— Você e louca mesmo! Então me encontrei de novo com

o Paulo ontem.

— Serioooooo? Conte-me tudo, não me esconda nada.

Quero até os detalhes mais sortidos.

— Fomos passear lá no bosque da barra. Ele e um homem

muito interessante.

— Não te falei, o Miguel me disse que ele e muito

reservado. Lembrei logo de você.

— Ele ficou de me ligar de novo, vamos ver. Elas chegam

a fábrica as 7:55 horas, batem o ponto e vão para seus

afazeres. A manhã corre como todos os dias sem

grandes acontecimentos. O alarme da fábrica toca

sinalizando que já e hora do almoço, as amigas almoçam

juntas. Durante o horário de almoço seu celular toca, era

Paulo.

— Olá! Está tudo bem?

— Tudo bem e você?

— Pensando muito em você, gostei muito do beijo. Anna

sente seu rosto queimar. Mas não deixou que ele

percebesse que ela estava tendo uma atitude de

adolescente, ela agradece a DEUS não ser uma chamada

de vídeo.

— Eu também gostei muito, já fazia bastante

tempo que não me sentia assim.

— Assim, como?

— Você sabe. Não me faça responder. Morro de vergonha,

já não tenho idade para esses arroubos.

— Quero ti, ver de novo. Marca o dia e a hora. Vou ficar

esperando ansioso.

— Pode ser quarta-feira. Jantar lá em casa.

— Para mim, está ótimo. Quer que eu leve algo?

— Só se quiser beber algo. Eu não sou de beber.

— Está bom, vou levar um vinho. Até lá.

— Até lá. Beijos! Oh! Me desculpe, acho que não temos

intimidade para isso ainda né?

— Não tem importância, vamos chegar lá. Ela desliga e diz

para a amiga: — Era o Paulo.

— Mentira! A coisa ta ficando seria hein? Quem diria?

...kkkk

— Séria demais. O dia passa que Anna nem vê. Fica as

voltas com seus pensamentos no jantar de

quarta-feira. Ela fica pensando nas coisas que podem

acontecer. “Será que vamos fazer amor? ”. Que

pensamento e esse? Fica vermelha. Mas admite para si

mesma que pode acontecer. Tinha tanto tempo que ela

não se relacionava com ninguém que pensava ter

esquecido como é. Melhor ficar preparada diz para si

mesma. Vou me depilar, fazer as unhas. Acho que vou

num salão de beleza e fazer tudo que for necessário, não

quero passar vergonha. Na terça-feira é como todos dias,

se arruma, faz seu café e sai. As 7:55 chega a empresa e

vai direto falar com seu chefe. — Bom dia! Pedro.

— Bom dia! Posso ajudá-la? Pedro era um homem de meia

idade, era bondoso e tentava ajudar a todos.

— Só vim avisar que amanhã não vou poder vir trabalhar,

tenho algumas coisas para fazer e gostaria de ser

liberada.

— Precisa de ajuda?

— Não. São problemas corriqueiros mesmo. Ela não quis

entrar em detalhes.

— Você sabe que é uma funcionária exemplar, então não

vou impedir. Você pode faltar que eu ti abono.

— Muito obrigada! Pedro… fico feliz em fazer o meu

trabalho a contento. Ela vai para os seus afazeres, Divina

por vezes passa por ela e com uma cara muito

cínica e brincando diz: “Amanhã tem”... A hora do almoço

chega e elas vão conversar. Anna está muito ansiosa e

pergunta a amiga o que ela deve fazer para o jantar?

— Amiga, qualquer coisa que fizer vai ser bom, você e

ótima na cozinha. Não faz nada muito pesado, para

não atrapalhar. Kkkk

— Você não presta, acho que vou fazer um estrogonofe o

que acha?

— Boa... E simples e rápido.

— E de sobremesa acho que torta de maça.

— Hummmm… delicia!

— E isso. Já tenho o cardápio do jantar.

Capítulo 3

Quarta-feira chega e Anna vai cedo ao salão de beleza, ela faz tudo que tem direito, um verdadeiro dia de princesa. Ela até almoça por lá. Já passa das l6:00 horas quando ela chega em casa. Vai para a sala e começa a ver tv., mas não consegue parar de pensar no jantar que acontecera mais tarde. Ela está muito acelerada. Senta e se levanta várias vezes. E tem momentos que se lembra do beijo, sorri se achando uma idiota. Mas se sente feliz, como há muito tempo não se sentia. Ela deixa o jantar adiantado e vai se arrumar, põe um vestido rosa muito confortável, coloca seu perfume preferido e uma rasteirinha. Paulo chega. Toca a campainha, ela atende já sabendo ser ele. Mas atende como atende todo mundo. Só para ele não pensar que ela está desesperada. Ela sorri de si mesma. Como era boba.

— Quem é?

— Sou eu Paulo.

Abre a porta e ele está lá. Todo sorridente, quando o vê, seu coração dispara. Paulo a beija na testa e ela se sente aquecida e envergonhada. Pensa “Sera que estamos namorando? ”.

— Como você esta?

— Estou muito bem. Estava ansioso para ti ver outra vez.

— Serio? Desculpa perguntar Paulo, mas como tem muito tempo que não me envolvo com ninguém, não consigo entender o que ta rolando aqui.

— Não se preocupe, o que está acontecendo e que estamos nos conhecendo e eu estou gostando muito. Paulo a beija longa e envolventemente. Anna retribui e por ela ficaria ali, o beijando. Mas as panelas ainda estavam no fogo e ela teve que ir ver para não queimar. Ele abriu o vinho e começou a tomar um pouco antes do jantar. Conversavam muito, sobre vários assuntos. Era espantoso como eles se entendiam. A conversa entre eles nunca caia na monotonia, sempre tinham muito o que conversar. O assunto corria bem, quando ela serviu o jantar. Ele comeu e se deliciou com a sua comida, fez vários elogios.

— Nossa a quanto tempo não como uma comida tão boa, bem-feita e temperada.

— Obrigado. Você e muito gentil. O jantar terminou e eles foram para a sala, ela acanhada senta ao seu lado e liga a tv. Pergunta-lhe se quer um café, mas ele diz que não. Ele aproxima dela e tenta beijá-la, ela se afasta, e o fixa e volta a perguntar:

— Paulo vou te fazer uma pergunta e quero que você seja muito sincero comigo. O que está acontecendo entre nós? Como já te disse já tem muito tempo que não me relaciono com ninguém e se você estiver apenas querendo sexo, não e comigo que você vai achar, já não tenho idade para estar me aventurando em relacionamentos que certamente não vão dar em nada. Paulo olha bem dentro dos seus olhos e responde:

— Eu não estou só procurando sexo. Até porque sexo eu encontro em qualquer lugar, desde que minha esposa morreu, já passei por vários casos. Diferente de você eu venho procurando algo ou alguém que faça eu me sentir vivo novamente a bastante tempo. Minha esposa era uma pessoa muito especial e ela elevou muito o nível da mulher que eu procuro para ter algo sério. Já disse isso antes a você. Pensa que se quisesse só sexo, não teria tido na noite em que nos conhecemos? Não. Com você eu quero ir mais longe pode acreditar. Anna o fitou e brincou:

— Acha mesmo que teria sexo comigo na primeira noite? KKK Claro que não, eu sou difícil. Ele se aproximou dela e a beijou longamente, e quanto mais se beijavam e se abraçavam, mais os seus corpos pediam um pelo outro. Ele desabotoou seu vestido o sutiã…

Tudo lenta e carinhosamente enquanto a despia ia beijando seu corpo de cima a baixo, logo estavam nus, corpos colados. No corpo de Anna vinha à tona algumas memórias corporais que a faziam se sentir muito bem, memórias que em algum momento da vida adormeceram.

Anna sussurrava, murmurava, grania e soltava gritos de prazer que fazia aquele homem querer dar mais prazer á ela. Era como se fosse a primeira vez dela, ela nunca tivera um homem que a deixasse tão à vontade na hora do sexo. Antes de penetrá-la ele lhe vez um oral dos deuses, ela não se conteve e chegou ao clímax. E quanto ele a penetrou, ela pensou que ia desfalecer. Quanto mais ele a estocava, mais ela suplicava por ele. Ele foi acelerando as estocadas e chegaram ao clímax juntos. Eles ficaram ali, cansados, ofegantes e trêmulos por uns minutos, até suas forças se refazerem. Levantaram, foram até o banheiro e tomaram um longo banho juntos, se beijando, se tocando. Naquele momento era como se o mundo tivesse parado só para eles se amarem. Só existiam os dois. Depois do banho, depois de tudo. Ela se sentia leve e que estranho. Só pensava em sorvete! A única coisa que representava aquele momento.

— Quer sorvete?

— Vou ficar diabético! Depois de um momento doce como esse, ainda tomo sorvete?

— Não tem problema, meu sorvete e dietético ela se levantou enrolada em uma toalha e foi para a cozinha sorrindo. Já era tarde quando Paulo foi embora, Anna tinha se renovado uns 20 anos, voltara a se sentir jovem, deitou–se em sua cama e ainda sentia o perfume de Paulo, abraçou-se ao travesseiro e pegou no sono sentindo-se leve como uma pluma.

No outro dia como sempre ela se levanta, toma seu banho, mas dessa vez era diferente, ainda sentia o corpo de Paulo. Sua intimidade ainda arde. Ela se lembra da noite passada e fica arrepiada. Veste seu uniforme surrado, vai para a cozinha prepara seu desjejum, volta a se lembrar da noite anterior. Ela sorri e sai para trabalhar, quando entra no ônibus José o motorista sorri-lhe e comenta:

— Você está diferente, ta muito bonita hoje, viu passarinho verde? Ela responde:

— Verde não, de várias cores. E vai sentar-se ao lado da amiga Divina, que já percebe que algo aconteceu.

— Me conta.

— Curiosa! O que quer saber.

— Tudo.

— Hummmm! Tudo não, porque não sou dessas. Mas vou contar o necessário. Está bem, por onde eu começo? Ah sim, fizemos amor! E foi maravilhoso, sinto-me andando nas nuvens. Kkkk

— Serioooooo! Ele e bom de cama?

— Para com isso, ele não foi só uma transa como seus casos. Foi uma coisa que não sei explicar. Foi incrível!

— Você vai vê-lo de novo?

— Espero que sim… e espero ansiosamente. A manhã passou como todos os dias, Anna sempre muito compenetrada nos seus afazeres. Logo chega a hora do almoço, a sirene toca mais uma vez indicando. Anna e Divina se juntam no refeitório.

— Te ligou

— Ainda não. Vamos ver se ele liga.

— Você perguntou-lhe se vocês estavam namorando?

— Claro que não.

— Você e suas esquisitices...

— O quê? Sou adulta, se ele ligar é porque significou algo, se não ligar é porque não gostou. Não vou ficar me martirizando com isso. A noite foi ótima, seja como for, ganhamos os dois. A hora do almoço foi passando ela olhava a todo momento para o celular, não queria admitir, mas esperava mesmo que ele ligasse. A sirene toca… acabou o horário de almoço e ele não ligou... Anna se sentia péssima, mas não disse nada. A tarde acabou, O ônibus já esperava os operários para levar para casa. O caminho foi cheio de silêncio e pensamentos loucos. Anna não sabia porque ele não ligara. Estava triste e com o pensamento longe quando José disse:

— Seu ponto Anna. Ela se assustou e levantou rápido, se despediu de sua amiga e desceu do ônibus, já era quase noite quando ela chega em casa. Entra e vai tomar seu banho, no chuveiro ainda sente os beijos e os toques de Paulo. Seu corpo esquenta tanto que ela põe o chuveiro na água fria para acalmar. Veste um ‘baby-doll’ fino e confortável, senta-se na sala e vai assistir tv. Já são quase 21:00 Hs quando ela perde a esperança dele ligar. A tv estava ligada, mas ela não conseguia prestar atenção na programação. Ela vai se deitar e demora a pegar no sono, rola de um lado para o outro pensando na noite passada e tentando entender porque ele não ligara.

No dia seguinte, o relógio desperta as 06:00 horas, mas Anna já está acordada. Ela não dormiu bem a noite, teve vários pesadelos e ainda se sentia triste pela falta de contato de Paulo, ela pedira-lhe para não brincar com ela e agora era como um brinquedo que ela se sentia. Foi se arrumar para o trabalho e a rotina era a mesma, banho, escova os dentes, se veste, café, deixa tudo limpo e vai pegar o ônibus. José não consegue deixar de comentar:

— Cadê aquela mulher feliz de ontem? Ela responde:

— Escafedeu-se! E vai para o fundo do ônibus.

— E aí? Nada? Bom dia!

— Nada… está tudo bem. Eu sempre soube que os homens de hoje não querem nada com nada. Divina tenta consolá-la!

— Vai ver ele teve trabalho, teve que viajar. Ele não me parece ser um homem que quer apenas se divertir.

— Também pensei que não.

A manhã passa. Elas almoçam e conversam sobre várias coisas, procurando não pensar mais em Paulo. Voltam ao trabalho a tarde chega e a hora de ir embora também Anna embarca no ônibus e segue seu caminho muito calada, apenas sua amiga faz vários comentários sobre Miguel.

— Chamei o Miguel para dormir lá em casa, aí ele e um doce… fez o jantar, me serviu café matinal na cama. Estou apaixonada.

— Cuidado amiga.

— Não se preocupe! Dessa vez vai dar certo.

— Está bom. Até amanhã!.. Ha amanhã não estou escalada, até segunda.

— Eu estou, vou trabalhar até as 16 h. Divina responde com voz de desânimo.

— Até segunda.

Anna chega em casa e se depara com Paulo na sua porta. Ela olha-lhe com cara de brava. Ele vai beijá-la e ela vira o rosto.

— O que foi?

— Nada não.

— Ta brava porque eu não liguei? Perdoa-me, tive um caso meio complicado e me tomou mais tempo do que devia. Eu quis ligar, mas não houve jeito, onde eu estava não dava rede, e só pude voltar hoje. Mas pensei o tempo todo em você, na nossa noite.

— Você não tem que me dar satisfação, afinal não somos nada um do outro.

— Como assim, “não somos nada um do outro”? Você e minha namorada, pelo menos e o que pensei que nós éramos.

— Somos namorados?! Eu pensei que para você fora só uma noite como outra qualquer.

— Claro que não. Respondeu surpreso.

Ela fica envergonhada por minimizar o que havia acontecido entre eles.

— Quer entrar?

— Pensei que não ia me convidar. Diz ele sorrindo. Paulo passou a noite com ela, fizeram amor quase a noite toda, ele era muito carinhoso, tinha uma pegada que a deixava louca, se amaram quase de todas as maneiras e posições possíveis. Ele acariciava suas partes íntimas a deixando enlouquecida, eles não se cansavam, se amaram muito. Quando já estavam exaustos pegaram no sono abraçados. No dia seguinte, se levantaram, tomaram banho junto, sempre se beijando, sempre se tocando, tomaram café e saíram, caminharam, sorriram, almoçaram, eles se divertiram muito, tudo era lindo. Escurecia quando voltaram.

— Quer ir na minha casa? Eu já vim muito aqui. Agora e você que vai.

— Vou. Espera eu me arrumar?

— Espero. Ela foi tomar banho, se aprontou. Vestiu uma saia branca com uma blusa azul com decote em V, sapato branco, muito perfumada. Quando ela saiu, Paulo ficou olhando como ela era elegante, simpática, uma beleza estonteante para uma mulher madura. Eles entraram no carro e saíram. No caminho, as mãos nas pernas dele. Ele pega as mãos dela e as, beija. Paulo está encantado com ela. E ela com ele. Quando eles chegam ela fica admirada, a casa dele era enorme, muito bem mobiliada com vários empregados, ela fica envergonhada. A casa dela e tão diferente da dele.

— Meu DEUS, você mora sozinho aqui?

— Desde que a minha esposa morreu. Eu sei que é muito grande para mim sozinho, mas quero construir uma família novamente, então nunca me desfiz da casa.

— Estou constrangida, minha casa e minúscula e não e nada parecido com essa.

— Me sinto bem lá, e pequena, mas aconchegante. Ele a pegou pela mão e a levou até o seu quarto.

— Fique à vontade, vou tomar um banho, já pedi para preparem o jantar.

— Não quero que se preocupe comigo, estou bem.

— Quero que durma aqui hoje, você fica?

— Não sei, tenho que lavar meu uniforme e dar uma geral na casa, afinal não tenho empregados.

— Não se preocupe, te levo mais cedo.

— Está bem.

— Só quero ficar mais tempo com você.

Ele toma banho, entra no closet e põe somente a calça do pijama. Anna admira seu corpo torneado, ele está em forma, parece que exercita muito e se cuida, ela fica admirada com ele. Ela está sentada na cama, ele a deita e começa a beijá-la da cabeça aos pés.

— É incrível como sinto tensão por você, e só encostar que fico louco.

Diz ele enquanto a toca. Ela pergunta sobre os empregados, e ele diz para não se preocupar. A sessão de beijos continua, ela fica em brasa, nunca pensou que ainda tinha tanto tensão. Por várias vezes ela disse a amiga que estava acabada para o sexo e agora tinha tanto tensão como tinha aos 18 anos. Logo estão nus se amando, ele a coloca de costas e a penetra, ela quase perde o folego. Ele fica num jogo de vai e vem que a faz gemer. Ele beija suas costas, lhe dá umas palmadinhas que só faz deixar as coisas mais loucas. Ele vai aumentando o vai e vem e logo chegam ao clímax. Eles ficam ali, cansados, ofegantes os corpos suados, ele a beija sem parar. Assim que recuperam o folego vão tomar banho e continuam se beijando. Ela se sente plena e ele muito feliz. Eles descem para jantar.

Zulmira e a governanta da casa, e ela quem cuida de tudo, mantêm todos os empregados na linha.

— Posso mandar servir o jantar senhor?

— Com certeza. Estou faminto, comeria um boi. Zulmira está e a Anna, você vai vê-la sempre aqui de hoje em diante. Faça o que ela pedir.

— Como vai Sra. Anna. Pode deixar Sr., Zulmira manda servir o jantar. Anna e Paulo são cúmplices nos olhares. Jantam, ficam se olhando como se soubesse o que outro quer dizer. Seus olhares diziam só safadezas. Após o jantar sobem para o quarto, é quando percebe que não tinha o que vestir para dormir, Paulo lhe empresta uma camiseta que lhe caiu muito bem com a calcinha. Paulo adora... Ele a abraça por trás e eles adormecem.

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