A MANSÃO DOS MEDEIROS era muito mais linda vista ao vivo, do que na fita de vídeo, que Serena tinha visto há uma hora. O velho Amadeu Medeiros convocou uma reunião com os seus quatros filhos, noras e o genro.
Amadeu era um homem muito rico, dono de uma rede de supermercados, espalhadas pelo Brasil, dono de imóveis, fazendas e outros bens.
Conrado foi o primeiro a aparecer na sala. Ele era o tipo de homem que causava impacto onde entrava. Ele tivera a sorte de ter nascido rico e bonito, muito bonito. Riqueza e beleza faziam dele o partido perfeito para qualquer mulher.
Mas ele já era casado.
Assim que ele entrou na sala, Amadeu sorriu para ele. Dos seus três filhos, aquele era o mais bonito, o mais inteligente, e era daquele filho que ele mais gostava. Conrado tinha amor no coração, tratava Amadeu carinhosamente, se preocupava com a sua saúde, ao contrário dos outros, que só desejavam a sua fortuna.
-- Papai... – Ele foi até ele, dando lhe um beijo no rosto, coisa que os outros não faziam. —Reunião de ultima hora, meu velho?
-- Pois é. E sua esposa?
-- Já está descendo. Você sabe como são as mulheres!
-- Sabe Conrado, eu não entendo como um homem viril como você ainda não engravidou a sua esposa. Você não nega fogo, eu sei, antes de se casar era mulherengo. —Amadeu sorriu.
-- Amanda não quer ter filhos, papai. E depois, eu ate acho bom, pois não me agrada a ideia dela ser mãe de um filho meu.
-- Então por que se casou com ela, meu filho?
Não houve tempo de Conrado responder, pois naquele momento, Amanda começou a descer as escadas, dentro de um belo vestido verde e com colar de rubi no pescoço.
-- Você está linda, Amanda. —Elogiou o velho Amadeu.
-- Obrigada, Amadeu. —Ela sorriu, sentindo-se realmente linda e maravilhosa.
Logo atrás dela veio Sérgio com a sua esposa Simone. Vinicius com a sua esposa Aline, e Lana com o seu marido Felipe.
-- Sentem-se todos, por favor. —Pediu Amadeu.
Todos se sentaram.
Amadeu estudou o rosto de cada um. Começou por Conrado...
Conrado não parecia bem ali no meio deles. Cabelos lisos e negros, olhos verdes perfeitamente bonitos. Ele estava com trinta e cinco anos.
Sérgio e Vinicius também eram bonitos, mas não tão quanto Conrado.
Sérgio tinha 1,78 de altura, ao contrario de Conrado que media quase 1,90. Sérgio tinha cabelos castanhos, um pouco ondulados e olhos pretos. Ele tinha trinta e três anos.
Vinicius media 1,80 de altura, seus olhos eram cor de mel, e seus cabelos eram lisos e negros como os de Conrado. Ele tinha trinta anos.
A esposa de Sérgio, Simone era uma mulher ruiva, de grandes olhos azulados. Seus lábios grossos e sensuais eram deliciosamente devorados por Sérgio todas as noites. Ela tinha vinte e nove anos.
Aline a mulher de Vinicius, era loira, olhos verdes. Havia sido modelo, mas desistiu da carreira para se casar com Vinicius. Ela tinha vinte e sete anos.
Lana a filho de Amadeu tinha cabelos castanhos claros, olhos verdes e tinha vinte e oito anos.
Felipe marido de Lana era moreno, alto, cabelo cortado na maquina dois.
Assim que Simone se sentou, ela lançou um olhar lascivo para Conrado.
Ha tempos ela vinha tentando levá-lo para a cama, mas ele sempre fugia dela. Esse olhar não passou despercebido para o velho Amadeu.
-- Como todos de vocês sabem não é segredo para ninguém que eu quero muito um neto. Um neto para dar continuidade ao meu sobrenome. Mas os meus três filhos machos se recusam a me dar esse neto e você também, Lana.
-- Eu tenho medo de nunca mais voltar ao meu peso normal, papai.
-- Sabe que eu também, Lana. —Disse Aline.
-- Outro dia vi uma grávida na rua, que parecia mais uma bola! Fiquei horrorizada. —Disse Simone.
-- Horrorizada você vai ficar, Simone, quando estiver bem velha e se olhar no espelho e perceber que os anos se passaram e que você não deu nenhum fruto, quando você ver os filhos, os netos de suas amigas, indo almoçar com ela todos os domingos, e você e o Sérgio sozinho...
-- Papai, também não precisa ser tão rude com Simone. —Falou Sergio.
-- Deixa-o, meu bem, o seu pai é assim mesmo, não se importa em magoar as pessoas. —Falou Simone.
-- Eu ultimamente ando pensando muito em crianças e acho que quero ter um filho. —Falou Amanda que até naquele momento estava de boca fechada, apenas ouvindo os outros falarem.
-- Depois do que eu disser, vai querer mais ainda ter um bebê, Amanda. —Disse Amadeu. —Mudei o meu testamento.
Todos arregalaram os olhos, completamente estupefatos, menos Conrado.
- Decidi que metade da minha fortuna ficará para aquele filho, que me der um neto homem, e a outra metade será dividida para os outros três.
Eles começaram a falar entre si, completamente revoltados, todos loucos pelo dinheiro.
Mas Conrado continuava calado, olhando para todos eles e para a sua esposa, que apesar de linda, era louca pelo dinheiro do seu pai.
-- Silêncio, todos, por favor!—Pediu Amadeu.
-- E se o senhor morrer antes desse neto nascer?—Perguntou Aline.
Desta vez Conrado se manifestou.
-- O meu pai ainda vai viver mais uns trinta anos, Aline.
-- Os meus advogados estão a par de tudo. Se eu morrer antes desse neto nascer, e se dentro de quatro anos nenhum de vocês tiverem um filho, metade do meu dinheiro será doado para uma instituição de caridade.
Murmúrio! Revolta!
-- Mas isso é um absurdo!—Manifestou-se Simone. — O senhor não pode fazer isso conosco!
-- Posso e faço! O dinheiro é meu, Simone!—Disse Amadeu com os olhos brilhando de raiva da nora. Depois olhando para cada um... —Atenção, senhoras e senhores e foi dada a largada para a corrida ao bebê! Quero um neto!
Amanda olhava fascinada vendo o seu marido se despir. Conrado tinha tudo no lugar, nenhuma gordura, tudo músculo. Ele ficou apenas de cueca.
-- Você é tão lindo, tão perfeito, é por isso que eu nunca quis dividi-lo com ninguém, nem mesmo com um filho. —Disse ela chegando por trás dele, abraçando-o, beijando-o nas costas. —Mas agora é diferente, tem dinheiro na jogada. Já imaginou herdamos metade da fortuna do seu pai?—Falou ela descendo a mão pelo corpo dele, parando na barriga, acariciando de leve ali, e depois indo mais além, enfiando a mão sob a cueca dele, para acariciar seu membro e seus testículos.
Mas Conrado não deixou o desejo dominá-lo, empurrou-a.
-- Você só pensa em dinheiro, não é, Amanda?— Falou ele com fúria nos olhos.
-- Eu penso em você também, meu querido. Você é o amor da minha vida. Você é um belo exemplo de macho, e é meu homem!—Ela voltou a abraçá-lo, mas ele novamente a empurrou.
-- Eu sempre quis ter um filho, sempre! Mas para lhe ser sincero, confesso que com você eu não estou animado.
-- Você me acha uma mulher ambiciosa não é? Sim, sou ambiciosa! Mas eu te amo!
-- Lembra quando nos conhecemos? Foi naquela festa... Foi tudo tão explosivo, foi uma paixão explosiva, um louco de desejo! Vimo-nos e imediatamente nos desejamos! E termos ficado presos naquele elevador, nos ajudou e muito, eu cheguei a pensar que nunca fossemos parar de fazer amor, porque era bom demais, gostoso demais, foi delicioso, boca contra boca, carne contra carne. Você parecia ter sido feita especialmente para mim e eu para você, você parecia outra pessoa, outro corpo, outra mulher!
Amanda estremeceu, ficando pálida diante das palavras dele.
- Você nunca me amou, não é? Nunca!—A voz dela saiu fraca.
-- Acho que me enganei com você, Amanda. Aquilo que houve no elevador, foi apenas um momento, um momento que eu pensei que fosse durar uma vida toda. Enganei-me. Não, eu não te amo. Amanda começou a chorar e correu para o banheiro. Trancou a porta, sentindo-se desesperada. Aquele homem lhe pertencia, seu homem, sua vida!
Ela abriu a torneira e lavou o rosto. Ficou durante algum tempo, olhando para a sua imagem no espelho. Depois abriu o armário e seus olhos pousaram em um estilete. Sua mão tremula alcançou a arma e fez aparecer a lamina. Ficou olhando para o estilete, e depois para o pulso. Pulso e estilete!
-- Maldita, Serena, maldita!—Os olhos dela estavam bem arregalados. Amanda parecia fora de si, uma pessoa dominada pelo ódio, pela vontade de se matar.
Ela levou a lamina em direção a pulso!
O AÇO FRIO DA LAMINA, encostou-se à carne de Amanda.
Ia cortar os pulsos, esvair-se em sangue acabando com a própria vida.
“Vamos, sua idiota, corte. Acabe com a sua vida.”—Uma voz dizia para ela.
-- Não! Eu não vou me matar. Eu não vou acabar com a minha vida.
Cuidadosamente Amanda levou o estilete para dentro do armário. Enxugou o rosto com uma toalha e voltou para o quarto. Conrado ainda continuava lá, ainda de cuecas, na janela olhando para a escuridão lá fora.
-- Está me fazendo sofrer, Conrado. Ouvir de sua própria boca que não me ama, é como me enfiar uma faca no peito.
-- Não seja tão melodramática, Amanda. —Disse ele dando uma risada sarcástica, virando-se para encará-la.
Ela foi em direção a ele, e o abraçou começando a beijá-lo na boca, para depois esfregar a boca no peito coberto de pelos do marido. Ele tentou afastá-la, mas ela era insistente, ela queria vencê-lo pelo sexo.
-- Não vou negar que desejo você, afinal sou homem, mas não como naquela noite no elevador, aquele momento foi único, igual aquele não houve outro, aquele momento foi... Completo.
--Você não vai se livrar de mim, Conrado, não vai!—Disse ela começando a esmurrar seu o peito, completamente fora de si. Ele a segurou pelos pulsos e a jogou sobre a cama, ficando sobre ela. Ela podia sentir o corpo forte dele pressionando o seu contra o colchão. -- Quero você, Conrado. Quero teus beijos, quero você dentro de mim!
-- Não quero mais nada com você, Amanda, mais nada! Será que não entende?—Falou ele em voz alta. —Eu quero um filho sim, mas não com você!—Dizendo isso, ele saiu de cima dela, deixando-a só na vontade de ser possuída por ele.
-- Como? O que foi que você disse?
Ela saiu de cima da cama, encarando-o com lagrimas nos olhos.
-- O que você ouviu! Eu quero um filho sim, mas não com você. —Ele não teve o menor remorso em dizer aquilo, depois ele deixou o quarto, e ela se jogou sobre a cama chorando desesperadamente.
A fazenda Arco Íris era cercada pelo verde da natureza. Um lugar bonito, perfeito para o descanso, o lugar certo para sentir a carícia do sol, a carícia do vento.
Um homem sobre o seu cavalo galopava pelo pasto. De porte atlético, cabelos negros, assim como os seus olhos.
Marcelo Alencar era um homem bonito, de natureza boa, um homem calmo e tranquilo. Ele tinha trinta anos, era perdidamente apaixonado por Serena.
Eram oito horas da manhã, ele havia saído antes da sete para o seu passeio matinal.
Tinha sido uma boa ideia ter comprado aquela fazenda, para tornar-se fazendeiro, era ali naquele lugar que ele ia construir a sua vida com Serena. Era o local perfeito para ser feliz com a mulher amada.
Quando voltou do passeio a cavalo, Francisca, uma senhora de sessenta anos; que o viu nascer e crescer já estava com o café na mesa.
-- Nossa que cheiro gostoso de bolo de milho Francisca. —Disse ele abraçando a senhora e beijando-a no rosto.
-- Ontem você me disse que estava com vontade de comer o meu bolo de milho, por isso eu fiz hoje para você.
-- Obrigado, Francisca. —Disse ele puxando a cadeira e se sentando. —Estou tão feliz. —Ele serviu-se de café preto que ela tinha acabado de passar.
-- Semana que vem é o seu casamento, não é meu querido?—Ela se sentou também, cortou um pedaço de bolo de milho e deu a ele.
--É sim, Francisca, e eu estou contando os dias. —Ele levou um pedaço do bolo à boca. —Está divino; Francisca!
Francisca sorriu feliz.
-- Serei feliz com Serena, eu tenho certeza. Eu a amo mais que tudo. Ela é linda, inteligente...
-- É verdade. Você não poderia ter arranjado noiva melhor.
Antes de sair para o trabalho, Conrado deu um mergulho na piscina. E quando voltou a tona, Simone estava na beirada só de camisola e com um dos seios expostos.
-- Faça amor comigo apenas uma vez e eu te deixo em paz. — Pediu ela vendo-o se enxugar com uma toalha que ela mesma entregou a ele. —Sonho com você todas as noites, Conrado.
-- Você para mim é homem, Simone, é a esposa do meu irmão. -- E daí, poxa?!—Simone foi para cima dele, dando-lhe um beijo na boca. A língua dela entrou na boca dele, com fome e desespero. Ele tentou empurrá-la, mas ela tinha se grudado a ele disposta a não soltá-lo.
Ela começou a se esfregar nele, desejando sentir à pressão do membro dele contra o seu corpo, mas ele conseguiu se livrar dela, afastando-se.
-- Fique longe de mim, Simone, longe de mim! Se Sérgio descobre essas suas investidas em mim, pode acontecer coisa pior. -- Você tem uma boca tão gostosa, Conrado, tão gostosa. Fico imaginando o resto.
Ele jogou a toalha em cima dela e foi embora.
Ela com um sorriso levou, ao rosto a toalha, cheirando-a profundamente.
Noite... O jato de água quente caia sobre o corpo de Conrado. Amanda entrou no banheiro, corpo completamente nu, e ficou observando o marido se ensaboar.
-- Acho que estou grávida. A minha menstruação está atrasada.
-- E daí? Você já atrasou outras vezes.
-- Mas agora é diferente. Eu sinto que é.
-- É diferente porque metade da fortuna do meu pai está em jogo, e você deseja ser a primeira a dar esse neto a ele para ficar com metade de tudo!
Amanda abraçou-o e ficou agarrada a ele debaixo do jato de água. Beijou-o nos lábios, sugou-os, dando delicadas mordidas, ela ficou contente quando percebeu a ereção dele, continuou a beijá-lo a segurar a boca dele contra a sua.
Ele a desejava! E a prova estava ali, dura feito uma rocha, devido aos beijos que ela lhe dava.
Ela fechou a mão em torno do pênis dele, sentido o pulsar cheio de vida. Mas o corpo dele podia ate querer, mas a sua cabeça e o seu coração, rejeitava Amanda friamente.
-- Não!—Gentilmente ele a empurrou. —Não tem vergonha na cara, Amanda? Será que realmente não entende que eu não quero mais nada com você?
Amanda deu um grito! Mas não por causa das palavras de Conrado, e sim porque naquele momento, o sangue descia pelas suas coxas e se misturava com a água.
Tudo começou a rodar diante dela. Ela só via Conrado mexer com os lábios, mas ela não conseguia ouvi-lo.
Ela desmaiou e só não caiu porque Conrado a segurou nos braços.