Beta e Drunk se tornaram amigas imediatamente, tinham um temperamento muito semelhante. Outras pessoas já haviam se sentado junto com o grupo, o local tinha virado quase um boteco ao lado das piscinas, tinha dois dragões do tamanho de gatos que estavam cochilando sobre o ventre gigantesco. Às vezes Yukio chegava até Beta, beijava-lhe e lhe alisava a barriga, aproveitando para brincar um pouco com os dois pequenos seres.
Drunk percebeu que algo estava incomodando Beta, ao perceber estar sendo observada pela Imperatriz dos Zumbis, ela sorriu dando um tapa sobre a perna de Drunk, convidando-a:
— Venha, deixe-me mostrar a mansão.
Antes que Drunk pudesse dizer que não estava interessada, se viu sendo arrastada pelos arredores da casa. Beta falava animada sobre o local, e os dragões andavam tranquilamente entre os visitantes, deixando Drunk um pouco perplexa. Sempre imaginou que aqueles seres fossem muito mais agressivos do que realmente eram, na verdade, eles tinham um temperamento que lhe lembrava algo entre cães e gatos.
Aproximaram-se de um lindo espaço do jardim que mais parecia ter saído de um conto japonês, ou até mesmo de um mangá, Beta mostrava orgulhosa aquele local, disse animada:
— Aqui tem uma fonte de água termal, acredita?
— Tipo aquelas de anime?
— Tipo isso, quer ver?
— Óbvio que sim.
As duas andaram animadas até o local. O som de gemidos altos de mulher chamou a atenção delas. O rosto de Beta tomou uma expressão preocupada e curiosa, e Drunk não percebeu o que estava ocorrendo, viu Beta parar de repente com a boca aberta, a Zumbi a encarou pelo que pareceu tempo demais, até que decidiu olhar na direção do que ela via, não quis acreditar no que estava vendo. O belo Djin moreno que passara a noite toda observando, estava nu dentro da fonte termal com a mulher de cabelo castanho que ela havia visto com ele mais cedo, ele a mantinha presa com uma das mãos segurando seu pescoço, pressionando-a sobre as pedras ao redor da fonte termal, o prazer no rosto daquela mulher fez com que o corpo de Drunk começasse a formigar em todos os lugares.
Os movimentos do corpo de Ônix eram fortes e ritmados, Drunk passou a língua nos lábios ao tentar imaginar o prazer que ele era capaz de fazer o corpo feminino sentir, viu ele levantar um pouco mais o quadril dela, tirando-a de dentro da água. O som do orgasmo que a atingiu fez com que Drunk sentisse o corpo tremer, ao mesmo tempo que um som baixo e rouco, quase um grunhido, fugiu de sua garganta, foi tirada de seu torpor ao ouvir Beta quase gritar:
— Você só pode estar louca, o que está fazendo, Sara?
— Estou apenas aproveitando a festa, qual o problema? Até parece que você nunca fez isso...
— Você fez um acordo com Yukio, Sara. Pelo amor de tudo que você acredita, não faça isso agora e muito menos aqui onde qualquer um pode ver vocês dois... se isso vazar na imprensa...
— É isso que está te preocupando? Não seja ridícula, ele não tem moral alguma, ele é...
— Já chega Sara. Eu entendo que está infeliz, eu entendo que esteja irritada, mas seja sensata.
— Eu que digo... já chega, Elizabeta. Eu vou embora com Ônix, eu nunca mais quero ver nenhum de vocês enquanto eu viver...
— Sara... mas e o bebê?
Ônix já estava fora da terma se vestindo, Drunk o observava discretamente querendo ver mais daquele corpo magnífico, sem que ele permitisse uma visão privilegiada. Ele parecia um pouco nervoso com aquela discussão, a qual Drunk não conseguia prestar atenção, foi tirada de seu momento de contemplação do corpo do Djin quando Sara veio na direção de ambas de forma agressiva, jogando praticamente o corpo de Beta para trás sobre Drunk, que reagiu por reflexo, segurando Beta em um dos braços virou-se para Sara que estava muito perto dela. Drunk a encarou rugindo, transformando-se imediatamente em Zumbi, atingindo um dos braços de Sara com as unhas de uma das mãos, causando-lhe um grande arranhão, que a fez gritar.
Ônix estava de costas naquele momento, estava nervoso e irritado. A briga de Sara e Beta não estava em seus planos, se os Dragões os tivessem surpreendido, teria uma guerra antes de tira lá daquele local, não havia conseguido sequer se satisfazer, assim que estivessem em um local mais discreto garantiria seu próprio prazer, não estava conseguindo fechar as roupas humanas que estava vestindo, por causa da monumental ereção. O som alto e feroz de um rugido fez seu corpo estremecer, a sensação de prazer o atingiu como um tiro, sentiu o espasmo seco do orgasmo chegar sem precisar ser tocado. Gemeu alto, voltando o rosto para cima e pensou em ver o que havia acontecido, mas ouviu os gritos de Sara. Beta estava gritando alguma coisa enquanto era arrastada por alguém para longe daquele lugar, ouviu o som de pessoas vindo rapidamente para aquele local, olhou para Sara sobre o ombro, percebeu que ela havia se machucado, tinha pressa para sair dali, estendeu a mão para ela dizendo:
— Venha, vamos embora agora.
Sara apenas sorriu pegando suas roupas que ainda estavam no chão, correu pelo meio das plantas altas em volta da terma, para que não chamassem tanto a atenção. Com aquela comoção, Beta entrou em trabalho de parto. Seus gritos de dor e o líquido escorrendo pelas coxas deixou Drunk apavorada, ela a ergueu em seus braços levando-a de volta para casa, quando encontrou Haney explicou-lhe a situação, ou tentou, logo Satori, esposa de Hiroshi, as encontrou enquanto entravam na mansão, imediatamente as guiou para o andar de cima da mansão, para o quarto de Beta. Uma agitação no salão chamou a atenção das Imperatrizes, o som de coisas quebrando, tiros e o corpo de Boa caindo inerte sobre o chão fez Drunk correr, alguém gritou:
— É um atentado dos manifestantes “ante super-humanos”, estão tentando invadir a festa...
Hiroshi e Yukio correram para fora e muitos dos líderes de outros Clãs, Drunk foi para fora também, deixando Haney e Satori subir com Beta, Green estava desesperada com Boa em seus braços. Quando Drunk e sua horda estavam chegando ao lado de fora, ela olhou ao lado, viu o príncipe Djin saindo furtivamente com sua amante, sentiu seu coração apertar-se, mas o som do portão da mansão vindo a baixo a fez prestar atenção no que estava ocorrendo naquele momento, um bando de pessoas vestidas de negro e armadas começou a correr para dentro da mansão, Drunk deu o grito de guerra para a horda, que manteve-se na defensiva para impedir que o pior acontecesse.
Aquele evento da Terra Antiga repercutiu por muito tempo em todas as Terras, principalmente após o assassinato de Boa enquanto Abaddon tomava seu território, outra memória que passou a acompanhar Drunk, foi a imagem de Ônix. Sempre que estava olhando para o nada, sem pensar em nada específico, lembrava-se de seu rosto, os olhos negros brilhantes e o cabelo longo a fascinava, como desejava sentir o perfume que aqueles fios deveriam ter, e novamente lembrava-se dele nas termas da Mansão dos Dragões, lembrava-se dos movimentos que o corpo dele fazia e suspirava. Nesses momentos, daria tudo para poder sentir o que aquela mulher estava sentindo naquela noite.
Com o tempo, Drunk costumava sonhar que acordava com a sensação de que alguém a estava observando. Sem perceber ninguém no local, ela caminhava em direção à sacada, um vulto passava atrás dela e Drunk olhava sobre seu ombro. Reconhecia Ônix, ele sorria parando junto ao corpo dela, permitindo que ela sentisse em seu corpo o contato com suas costas e suas nádegas, conseguia sentir a ereção pressionando seu corpo com força, Drunk sorria, sentindo-se ficar úmida de tesão, antecipando tudo que ele a faria sentir.
Em seus sonhos, ela sempre tentava repeli-lo e disfarçar o quanto desejava seu toque:
— O que pensa que está fazendo em meu quarto, príncipe? O que pensa que sou para vir ao meu quarto sem ser convidado?
No sonho, Ônix pressionava ainda mais o corpo contra o dela, dizia-lhe junto ao seu pescoço:
— Penso que você é deliciosa, e deseja ser fodida como só eu posso fazer.
Ônix a agarrava pela cintura, enquanto segurava seu cabelo pela nuca e beijava sua boca, sugando com força. Beijavam-se de forma selvagem. Ônix agarrava seus seios de uma forma rude, que a deixava surpresa por perceber que o misto de dor e prazer que ele causava, a excitava ainda mais, ao ponto de ela pensar que se ele parasse o mataria.
No sonho, Ônix sempre a virava bruscamente, a encostando na grade da sacada e levantando a camisa com rapidez. Sentia encostando o membro enorme na entrada de seu sexo.
Drunk o sentia empurrar seu corpo para frente, fazendo-a ficar inclinada, o tesão cada vez maior a fazia arrebitar seu traseiro, mesmo sem premeditar isso. Ônix colava a boca próxima ao ouvido dela dizendo, com a voz rouca cheia de desejo:
— Agora eu vou entrar em você. Vou botar meu pau todo nessa sua bucetinha apertada. Quero sentir meu caralho te abrindo inteira, vou foder cada pedacinho dessa sua boceta quente e apertada...
Drunk gemia sentindo-o se posicionar na entrada de seu sexo, sentia a ereção dele latejante, quente e muito dura. O desejo de Drunk era tanto, que a umidade escorria pelo interior de suas coxas, Ônix parava provocando em seu ouvido:
— Empurra esse rabo para trás do jeito que você mais gosta. Vem gostosa, engole meu pau todo.
Drunk começava a empurrar seu sexo de encontro a ereção latejante, sentindo a penetração, sentia alargando seu sexo à medida que a preenchia, uma das mãos de Ônix mantinha seu clitóris pressionado, fazendo a estremecer e gemer, enquanto continuava a empurrar seu quadril para trás, sentia toda pressão de Ônix em si.
Antes que Drunk pudesse se mover, Ônix a pressionava deixando-a ainda mais inclinada, começou a mover-se dentro dela, pressionando-a ainda mais, fazendo-a sentir seu membro inteiramente dentro de seu sexo. Movia-se cada vez mais rápido dentro dela, fazendo Drunk quase gritar de prazer, as ondas selvagens e intermináveis de prazer tomavam conta de seu corpo, sua cabeça girava de tanto tesão, até que o gozo de Drunk veio à tona, como ela nunca havia sentido antes. Ônix puxava seus cabelos com força, movendo-se forte, fazendo-a gozar cada vez que se movia em seu sexo, Drunk mal conseguia respirar, ouvia os sons de seu sexo molhado sendo preenchido com força pelo Djin. A sensação dos orgasmos era tão violenta que Drunk perdia os sentidos, e acordava em sua cama bufando de frustração por ser apenas um sonho, e por mais tesão que estivesse sentindo, seu corpo na realidade não respondia a nenhum tipo de estímulo sexual, nessas horas ela rosnava:
— Nem gozar eu posso, filho da puta...