Capítulo 2

No hospital...

Ela teve que ser transferida para um hospital de NY por causa de exames específicos e também por precisar de sangue, por sorte Arthur era um tipo compatível e estava apto para doar.

- Essa menina teve muita sorte, não só por você ser o doador compatível mas por estar apto a doar sabendo do seu histórico - brinca o médico e ele dá um sorriso.

- Eu sabia que parar de beber me ajudaria em algo mas não sabia que ajudaria literalmente a salvar uma vida - levanta da cadeira - Ela vai demorar muito para sair daqui ?

- Não mas, agora ela já está em um quadro estável mas ainda não é o momento de ficarmos cem por cento tranquilos, sempre tem aquela porcentagem chata de dar algo errado então... - a enfermeira abre a porta e entrega um prontuário a ele.

- Algum problema com ela ? - indaga Arthur preocupado.

- Não, é com outro paciente. Não mexe o braço bruscamente e evite fazer o que você gosta muito de fazer hein - brinca dando um abraço, ele abre a porta e Arthur sai com a mão no braço, Maris vem ao seu encontro preocupada.

- Tome - entrega uma bandeja ao rapaz - Coma para repor as suas energias... Ela vai ficar bem ?

- Provavelmente - tenta abrir o pote porém não consegue - Eu não sou canhoto Maria.

Ela abre o pote e ele consegue com comer com a outra mão, os dois ficam lá por toda a noite e nos dias seguintes Arthur ficava pela manhã e Maria pela noite.

Ao chegar em casa a tarde o rapaz estava cansadissimo, literalmente o pó porém havia alguém que queria que ele melhorasse instantâneamente.

- Arthur o que aconteceu com o seu braço ? - questiona Vanessa preocupada.

- Nada demais... Eu já te falei pra não vir aqui sem que eu te chame. Eu não pago um apartamento milionário pra você ficar parasitando a minha mansão - repreende subindo as escadas.

- Mas Arthur você sumiu por dias... Nem me deu notícias e também atrasou o pagamento... Eu não vim aqui por isso você sabe bem - olha de forma maliciosa para o rapaz.

- Eu preciso descansar e ficar de repouso então eu vou subir e tomar um banho... Pode ir embora que eu farei a sua transferência Jajá - continua a subir degrau porém a garota insiste em ficar.

- Arthur você não vai ficar aqui sozinho com o braço machucado... Seria egoísmo meu deixar você aqui...

- E deixar uma criança de quatro anos sem a mãe também não ? Ele ainda é uma criança e eu já sou um homem... Eu não preciso de uma mãe nem ao menos de uma babá Vanessa. Vai pra casa por favor, eu não quero brigar com você - repete e ela bufa de raiva.

Ela desce as escadas brava e pega sua bolsa no sofá, indo embora logo em seguida e o rapaz se sentiu vencedor em ter conseguido fazer ela sair de lá sem gritar com ela ou a tratar mal.

O rapaz segue para o seu quarto onde toma um banho com uma certa dificuldade, era um homem enorme porém a dor era chata e isso estava o deixando impaciente.

Ele sai do banho com uma toalha na cintura e se deita na cama, logo em seguida liga para Maria para perguntar como a garota estava :

- Maria ? Ela está bem ? - questiona se sentando na cama.

- Eu já ia te ligar Arthur - afirma a senhora com a voz embargada - Ela acabou de acordar e está bem... Mas ela quer muito falar com você - afirma emocionada.

- Como assim ? Ela está bem mesmo ? - confirma indo até o closet procurar algo para se vestir.

- Está sim... Relativamente bem não é ? Mas ela acordou e quer muito te ver. Se puder vir hoje acho que seria bom por que os médicos não querem que ela se agite - insiste enxugando as lágrimas.

- Eu já estou indo - desliga o celular e veste algo rapidamente.

Ele desce as escadas correndo e estava tão ansioso que nem liga para dor no braço, entra no carro e segue para o hospital o mais rápido possível e sobe correndo até o andar onde ela estava.

Nem com o médico e Maria ele fala direito, vai diretamente no quarto da garota e entra cuidadosamente, estava ansioso e nervoso porém não queria assustar ela.

Ele se aproxima vagarosamente da cama, ela estava com o respirador naquele momento porém com os olhos abertos e muito mais corada e viva do quando ele a resgatou.

Tinha olhos azuis como o dele só que mais claros, cabelos negros e ondulados que estavam macios, sua pele estava viçosa e macia como um pêssego e os seus lábios em um tom levemente rosado, não mais seco e pálido como antes.

Ele fica um pouco emocionado com a mudança da garota em alguns meses, estava feliz e se sentindo orgulhoso por ter arriscado sua vida para salvar a tal menina, ele estava feliz por ter salvado mais uma vida.

Ela põe as mãos no respirador lentamente, provavelmente para tentar tira-lo porém ele a impede e diz com uma voz calma :

- Eu acho que não pode... Eu vou chamar o médico e se ele deixar você tira ok ? - sugere indo até a porta.

Ela balança a cabeça lentamente em sinal afirmativo e a enfermeira vem até ela, checa algo no respirador e também na bolsa de soro e tira com cuidado o respirador, logo em seguida ela a deixa sentada na cama e sai deixando eles a sós.

- Está bem ? - questiona se aproximando.

- Sim e você ? - responde com uma voz doce e quase sussurada. Esta que lhe causou um certo sentimento no peito.

- Feliz por que você está bem... Pode me dizer o seu nome ? - se senta na outra ponta da cama.

- Me chamavam de Vitória mas eu não quero esse nome mas... Me lembra aquele lugar e eu não quero mais lembrar de lá - explica olhando para Arthur.

- Ok... Então eu vou ter que escolher um nome para você... O que acha de Analu ? - sugere e ela pensa um pouco e diz :

- Eu gosto desse nome... Qual que o seu ? - indaga com curiosidade.

- Arthur - responde e ela pensa um pouco e diz :

- Começam com as mesmas letras... Como me encontrou ? - puxa a coberta para mais perto de si.

- Digamos que o monstro que te prendeu roubou uma coisa bem valiosa minha e eu estava procurando e achei outra coisa valiosa... Você - se levanta e ela dá um sorriso.

- O que ele roubou de você ? - questiona e ele pensa em uma forma boa de dizer aquilo para ela.

- Ele roubou a única lembrança que eu tinha da minha mãe - responde a olhando.

- Ele roubou todas as minhas lembranças... Será que quando você conseguir a que ele roubou de você eu irei recuperar as minhas ? Eu sinto como se a minha memória estivesse vazia - explica um pouco triste.

- Eu vou fazer do possível para você se lembrar de tudo que for bom está bem ? Mas se não conseguir eu ficarei feliz em te ajudar a construir novas lembranças boas - faz um carinho no rosto dela.

- Obrigada por me resgatar... Mas, não tem nenhuma possibilidade dele me encontrar denovo ?

- Ele pode tentar mas não vai conseguir te tirar de perto de mim - jura olhando nos olhos dela - Pode ficar tranquila, ele não vai tocar um dedo em você nunca mais.

- Muito obrigada - agradece novamente e a porta se abre.

Era o doutor com uma enfermeira, eles iriam dar alguns remédios venosos porém ela parecia não ter boas lembranças de coisas daquele tipo.

Ela tem um surto e fica extremamente nervosa ao ver as agulhas, ela dizia que não queria que eles a machucassem por que os homens de Felippo além de baterem nela a dopavam com substâncias nas veias.

- Deixa eu conversar um pouco com ela... Depois vocês dão esse remédio - idealiza Arthur e o doutor aceita.

Ele se aproxima dela que estava com a cabeça baixa próxima aos joelhos, trêmula e chorando ele toca no ombro dela que pergunta :

- Eles já saíram ?

- Sim... Pode se sentar eles não vão coloca nada nas suas veias... Pode confiar em mim Analu - afirma e ela levanta a cabeça, olhando ao redor ela confirma se eles realmente haviam saído e aí ver que sim ela se aproxima de Arthur.

- Olha os meus braços - estende e ele vê algumas manchas roxas, marcas e também algumas feridas - Essas marcas redondas são das agulhas que eles colocavam em mim e essas são de quando eles me batiam... Ele que mandava e não pedia para eles pararem. Doía muito - explica chorando e ele sente uma angústia no peito ao imaginar a cena.

- Eles não vão mais te machucar ok ? Nunca mais - vira o rosto dela para o dele e olha nos seus olhos, limpando as suas lágrimas com os dedos - Eles nunca mais vão tocar em você ok ? Eu vou te proteger - jura dando um abraço nela.

Ele fica lá até que ela durma e quando isso acontece o médico volta para colocar as medicações, algumas eram com calmantes então ela dormiria a noite inteira tranquilamente.

Arthur sai da sala perturbado e com ódio, a cada podridão que ele descobria de Felippo mais ódio do homem ele tinha e mais sede para mata-lo.

- Arthur - o médico chama o tirando de seus pensamentos - Como não tem informações sobre conseguimos descobrir com os exames que ela dezoito anos, não tem como determinar data exata do nascimento mas já é muita coisa. Ela te contou algo que se lembre ? - se senta ao lado do rapaz.

- Ela se chama Vitória porém não quer que a chamem assim, a chamem de Analu... Ela só falou isso - afirma o rapaz o médico pensa por um tempo e diz :

- Não lembro de nenhuma Vitória desaparecida ou algo parecido... Eu acho que esse não é o nome real dela - levanta e Arthur percebe que realmente Felippo poderia ter mentido.

- Realmente... Mas agora eu não quero focar nisso. Quero apenas que ela melhore e saia logo daqui.

- Ela irá melhorar o mais rápido possível e ela tem muita sorte de estar com você... Eu vou até o outro bloco e se quiser pode dormir lá com ela, o sofá é mais confortável e qualquer coisa é só me chamar - se despede com um sorriso.

Ele até tenta dormir do lado de fora porém não resiste e vai até o quarto dormir no sofá que havia lá, já Maria estava na capela do hospital rezando e quando volta para o corredor decide dar uma passada no quarto de Analu para ve-la... A mulher fica extremamente feliz vendo o rapaz dormindo lá junto com a garota.

Capítulo 3

Em casa

Um mês de passa e Analu já havia sido liberada do hospital, dias antes disso Arthur ordenou que limpassem e arrumassem um quarto ao lado do dele na mansão, dando todo ar feminino o mais rápido possível.

Ele ainda não havia dito para Vanessa que a casa ganharia uma nova integrante e ao ver a arrumação a mulher julgou ser para ela.

- Nossa... Eu estou adorando que estão mudando tudo de lugar e deixando mais feminino só que eu não gosto dessas cores - aponta para cortina e Maria diz :

- Não é para você este quarto então não deve opinar em nada - debocha de forma rude e com a cara fechada. Ela odiava Vanessa e não via a hora de Arthur a expulsar de vez da sua vida.

- Mas quem virá para cá então ? É uma mulher eu tenho certeza mas quero saber quem é - afirma indo até Maria que a ignora - Conta logo empregada !

- Primeiro me respeite, segundo que não te interessa e terceiro... Saia já daqui por favor - ordena apontando para a porta.

- Até parece que você tem moral alguma nessa casa para me expulsar não é...

- Ela tem mais poder que você então quando ela lhe ordenar algo obedeça - afirma Arthur a puxando para fora.

- Arthur quem é que vai ficar naquele quarto ? Quem é essa vadia que você vai trazer pra cá ? - questiona revoltada e ele a encosta na parede e diz :

- Primeiro que eu já repeti várias vezes que essa casa não é sua entrega se eu quiser encher isso daqui de Prostitutas eu posso por que é meu... Segundo que você não tem direito nenhum de saber nada da minha vida está bem ? Eu já te avisei que não a quero aqui sem que eu te chame e eu espero ser a última vez que eu repito isso de forma educada - se afasta e abre a porta do seu quarto.

- Arthur que merda está acontecendo ? Você mudou muito comigo esses dias e eu quero saber o por que - salta na frente dele.

- Eu estou igual, como sempre... Você que insiste em se dar uma importância que claramente não tem - pega um presente - Entrega para o Felipe.

- Ok... Eu não sou Importante... Tudo bem - sai do quarto pisando duro e fingindo drama.

Arthur sabia que por mais que aquelas palavras tivessem doido nela quando ele a chamasse ela viria de prontidão... E nem ele sabia direito o por que.

Ele toma um banho rápido e depois vai até a cozinha almoçar, logo em seguida vai até o hospital onde pega Analu e trás para a mansão.

No caminho dirigindo ele conta algumas coisas sobre a paisagem e percebe ela extremamente maravilhada com tudo, quando estacionam na mansão o rapaz vê os olhos dela brilharem ao ver a propriedade e o vislumbre da garota o deixava satisfeito e feliz.

- Ali tem uma piscina e lá atrás uma cobertura com uma piscina maior, tem um lugar onde fazemos churrascos e lá dentro tem vários quartos e lugares bons para você ficar - abre a porta - Gosta de livros ? Tem uma biblioteca enorme lá em cima - aponta para as escadas.

- Eu acho que gosto e que casa linda - elogia olhando ao redor - Onde está aquela senhorinha muito fofa ?

- A Maria ? - confirma e a senhora vem da cozinha, Analu vai até ela animada e lhe dá um abraço forte.

- Essa daqui... O nome dela é Maria ? - indaga e ela acente com a cabeça.

- Que nome fofo, como a senhora... É a avó dele ? - questiona olhando para Arthur.

- Sou a babá dele minha querida.

- Babá ? Ele é tão velho e ainda tem babá ? - questiona e a senhora começa a rir.

- Eu não sou velho e não se tem idade limite para ter uma babá oras - abraça Maria - Essa daqui é a melhor de todas então não importa se eu sou um bebê ou um velho, eu sempre vou precisar dela - dá um beijo na senhora.

- Eu também preciso agora... Vamos ter que dividir - a abraça e ela retribui.

- Tem Maria suficiente para os dois não briguem... Agora venham almoçar por que eu fiz uma comida maravilhosa para os dois - segue até a cozinha e Analu vai junto porém ao ver Arthur na sala ela volta e pergunta ;

- Não vai comer com a gente ?

- Eu já almocei Analu... Vou resolver umas coisas do trabalho e Jajá eu volto pra te mostrar a casa está bem ? - dá um abraço nela - Qualquer coisa fala com a Maria e não esquece dos remédios - relembra e ela revira os olhos.

- A Maria é esquecida ? - indaga e ele estranha a pergunta.

- Um pouco por que ?.

- Eu sabia que tinha um motivo pra eu adorar ela - dá um abraço nele - Tchau e bom trabalho - vai até a cozinha e o rapaz percebe o que ela quis dizer.

- Saulo ! - grita o segurança vem até a sala.

- Pois não senhor.

- Lembra a Maria de dar o remédio da Analu as três e se eu não chegar antes das quatro lembra desse também ok ? E não deixa a Vanessa entrar de jeito nenhum - ordena indo até a porta da mansão.

- Ok senhor... Boa viagem.

- Obrigada - agradece fechando a porta.

Analu almoça e fica um bom tempo na cozinha com Maria, até que começa a se sentir um pouco mal porém disfarça e a senhora acaba não percebendo.

- Maria, o patrão disse que as três era para dar um remédio a uma tal de Analu - avisa Saulo bebendo um pouco de água.

- Ok eu acho que é esse - tira do avental e olha na receita - É esse mesmo - pega um copo de água e vai até Analu.

- Querida o seu remédio - entrega e a garota toma, aos poucos o mau estar vai passando porém Maria percebe ela um pouco quente e mede a temperatura na sua testa, preocupada a senhora procura um termômetro para confirmar a sua suspeita.

- O que está procurando ? - indaga Analu preocupada.

- Um termômetro minha linda... Você está um pouco quentinha e eu acho que foi o choque térmico devido ao ar condicionado - coloca o termômetro no antebraço dela e deixa um tempo até que percebe que ela realmente estava febril - Vem vamos deitar um pouquinho... Vou procurar o controle para desligar esse ar condicionado - a pega na mão e a conduz até o seu quarto.

- Que quarta lindo ! - elogia se sentando na cama - É só meu ?

- Sim é só seu... O Arthur mandou decorar desse jeito só por sua causa - a ajeita na cama.

- Que lindo... O Arthur dorme onde ? - questiona se deitando na cama.

- No quarto ao lado querida - fecha às cortinas e liga as luzes.

- Ah... Ele vai demorar ?

- Provavelmente não, então dorme bem pra quando ele chegar você estar bem disposta ok ? - dá um beijo na testa dela - Qualquer coisa aperta esse negócio aqui que eu venho correndo.

- Ok... Obrigada. Quando ele chegar me acorda ok ? - pede com carinho.

- Ok... Bons sonhos querida - vai até a porta e a fecha.

O tempo rapidamente muda e uma tempestade toma conta da cidade, estava tudo bem até começarem os trovões, algo que assustava bastante Analu.

- Arthur ! - grita se levantando assustada, ela suava frio e novamente estava tremendo bastante.

- Analu ? - abre a porta e ao ver ela mal corre para perto dela o mais rápido possível - Ei o que foi ? Não fica assim...

- Eu tenho medo de trovões Arthur... Eles me fazem lembrar quando ele... Você sabe - desaba em lágrimas e angústia da menina o faz ficar sem ação.

- Calma, fica calminha ok ? - dá um abraço nela - Ele não vai te fazer mal aqui está bem ? Eu estou aqui - faz um carinho nela.

- Fica comigo até tudo isso passar ? Por favor - implora com os olhos lacrimejando e ele aceita.

- Eu fico ok ? Eu vou ficar aqui o tempo todo... Não se preocupa - se senta na cama e ela o abraça com mais força.

A tempestade perdurou a noite inteira e só fez aumentar gradativamente, ela não conseguia dormir nem ao menos comer e o pouco que tentava ela acaba vomitando, desesperado Arthur cogita levar ela de volta ao hospital porém Maria diz que não seria uma boa ideia.

- Sair com ela nessa chuva pode piorar tudo querido, vamos esperar ela se acalmar que provavelmente ela voltará ao normal ok ? - sugere a senhora e o rapaz aceita a ideia, embora estivesse com medo.

Ele permanece com ela a madrugada inteira e com o tempo os trovões param e ela vai se acalmando até que dorme por completo, ele fica mais tranquilo ao ver ela dormindo e ir para o seu quarto vê a quantidade de ligações perdidas dos seus parceiros.

- Que merda eu esqueci hoje tem uma missão - bate na tela do computador - Nem vai dar tempo dormir... Que ódio! - esmurra a cama e logo em seguida vai pegar uma roupa.

Ele se veste e logo após pega as armas e a sua mochila, desce as escadas e vai até a cozinha onde fala com Maria.

- Eu vou sair e não sei quando volto exatamente, mas não conta para Alu e tenta deixar ela o mais calma possível ok ? - dá um beijo na senhora que ao ver aquela mochila nas costas do rapaz desfaz o sorriso imediatamente do rosto.

- Será que até com ela aqui você não largará essas missões Arthur ? Você não precisa mais disso - briga preocupada.

- Se eu não tivesse ido a uma missão a Analu estaria morta, não é tão ruim e você sabe que ninguém me pegará nunca ok ? - dá um abraço na senhora - Eu sempre tenho motivos pra voltar e nem quando eu não tinha não deixava de fazer isso.

- Eu vou orar por você... E se a broaca aparecer ? - cogita o deixando tenso. Só de imaginar Vanessa perto de Analu ele já beirava um colapso nervoso.

- Eu já avisei ao Saulo pra não deixar ela entrar ok ? Tchau - se despede saindo rápido e a senhora diz :

- Tomara mesmo que aquele homem de dois metros a contenha por que se ela falar alguma besteira pra Ana eu enfio essa colher na cara dela - afirma com ódio.

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Arthur Bornovvi

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