Capítulo 2

Eu devia ter desconfiado do preço da casa quando a comprei, um lindo e espaçoso sobrado em uma área quase remota;

Pela estrada, único ponto que eu já havia acessado antes da compra, tudo parecia perfeitamente em ordem.

O problema foi na segunda manhã após a mudança, quando iniciei minha caminhada diária, a fim de aproveitar toda a experiência de uma casa no campo.

Ao subir um pequeno relevo e olhar para o outro lado, me deparei com uma prisão enorme, uma construção cinza, quadrada e sem graça, rodeada de um pátio e muros altos com oito torres.

Isso, com certeza, me faria mudar de ideia sobre a compra, mas mesmo que tenha se passado apenas dois dias e a corretora tenha omitido o detalhe do presídio, a única coisa que a imobiliária disse foi "arranje um cachorro".

Claro que tentei evitar ao máximo chegar perto do local, no início, os alarmes e sirenes me assustavam, mas agora, sei todos os horários deles.

Até cheguei a pesquisar sobre a prisão no Google, queria saber que tipo de prisão é, feminina ou masculina, se é segurança máxima ou não. Estranhamente, minhas pesquisas nunca tiveram resultados.

Deixei o assunto para lá faz alguns meses e sigo minha vida como se aquele lugar não existisse.

Bem, isso até hoje.

Acordo com o som alto de uma sirene, alarmada, me sento na cama bruscamente. Uma luz passa rapidamente na minha janela, antes de me deixar de novo no completo escuro. Olho o relógio sobre a mesa de cabeceira que mostra duas da manhã.

Essa não é nenhuma das sirenes que costumo ouvir.

Me enrolo em um roupão sobre a camisola do mesmo conjunto e desço as escadas. Não sei bem o que fazer a seguir, mas a curiosidade me guia até a frente da casa.

Está um pouco frio aqui fora, abraço meu corpo e estico o pescoço na varanda. Há movimentação ao redor, luzes de lanterna e vozes masculinas. Uma luz forte passa sobre a casa e o som do helicóptero acompanha, minha espinha congela quando percebo que se trata de uma fuga de prisioneiro.

- Hei, volte para dentro.

Olho para o homem que gritou comigo, um guarda de uniforme escuro portando uma pistola e lanterna.

- O que está acontecendo?

- Eu disse para entrar.

Ele aponta a arma me fazendo recuar, quando de repente algo pula nele, levo apenas um segundo para distinguir que se trata de uma pessoa em uma roupa laranja que se agarra com as pernas em volta da cintura do guarda, tiros são disparados por ele enquanto sangue esguicha de seu pescoço.

Bato a porta com força e viro a chave duas vezes. Meus corpo todo se arrepia, meu coração dispara. Corro para a sala e abro uma pequena fresta na cortina, bem a tempo de ver o guarda sendo arrastado para dentro do mato.

Estou tão imersa na cena que só me lembro de olhar para dentro quando ouço vidro quebrando.

Me viro bruscamente. Está muito escuro, consigo ver as formas do sofá, da escada que some no breu do andar de cima, da divisória de madeira que separa a cozinha com seu padrão vazado, da pia e algo mais.

Uma sombra alta e esguia que não combina com nenhum dos meus móveis, fixo o olhar, na esperança que ele se acostume com o escuro e me mostre que não há nada ali.

Não tenho que esperar muito, o helicóptero novamente sobrevoa a casa e a luz invade os vidros, iluminando tudo, inclusive o homem parado na minha cozinha.

Seu macacão laranja brilha, indo até os pés e enrolado nos braços e posso ver que são fechados de tatuagens, seu cabelo preto cai sobre o rosto magro.

Eu congelo por um momento, acreditando que se eu não me mover, ele também não vai. Dura alguns longos segundos até que ele dê o primeiro passo. Corro em direção à porta, mas sou agarrada pela nuca.

Caio de costas no chão, ao meu lado cai a maior faca da minha cozinha e quando percebo, ele está em cima de mim, agarrando meus punhos enquanto tento chutá-lo. Ele é alto, mas magro, o que torna uma luta difícil para nós.

- Eu não quero te machucar, só fica quieta.

Paro de me contorcer ao ouvir sua voz nada ameaçadora,na verdade, ele até tem a língua um pouco presa e seu tom mais parece de um garoto assustado. Nossas respirações ofegantes estão coordenadas e de alguma forma isso me acalma.

Penso nas séries criminais que costumo ver, se ele quisesse me matar, teria enfiado a faca em mim ao invés de deixar cair e se fosse me estuprar, não teria parado só porque eu fiquei imóvel.

A luz passa novamente, e agora posso ver o seu rosto, onde também tem tatuagens, piercings e um alargador grande na orelha, mas uma marca me chama mais a atenção. Uma cicatriz em linha reta que vai do lábio inferior até o pescoço.

Quero olhar melhor, mas estamos no escuro outra vez.

- Por favor, vá embora.

- Eu não posso - ele olha rapidamente para trás.

São passos lentos perto da minha porta dos fundos. Minha chance.

- Aq... - antes que eu termine a palavra, o prisioneiro arregala os olhos claros e sua mandíbula escancara.

É muito rápido, a cicatriz se abre e seu queixo se transforma em dois, uma língua imensa sai de sua boca e tampa a minha como uma mordaça, se enrolando na minha cabeça.

O susto é tão grande que levo alguns segundos para voltar a lutar.

Agora ele parece mais forte, ainda segurando meus pulsos contra o chão, ele aperta minhas pernas entre as dele e força seu quadril para baixo a fim de me manter imóvel.

A língua passa os meus lábios e aperta contra meus dentes, posso sentir a lateral levemente áspera e a parte de baixo lisa como a minha. O gosto é adocicado e está tão quente que sinto calafrios na nuca.

Ele desenrola a língua do meu rosto e recua um pouco, ainda a mantendo pendurada e a mandíbula aberta.

- Fique quieta, não são guardas - agora sua voz é mais fluida e clara, com uma dicção perfeita

Meus olhos focam na janela da sala, os passos agora estão na varanda e algo aperta o rosto contra o vidro, apesar da luz de fora me deixar ver o uniforme laranja, essa coisa não é humana, na verdade, não tem forma

alguma.

- O que é isso?

Ele não responde no início, até ouvirmos os passos se afastando, então vira seu olhar para mim, a mandíbula se fecha lentamente e ele sorri.

- Você não vai querer saber.

Ele junta meus pulsos e me levanta com um movimento, se abaixando apenas para pegar a faca, me vira e me empurra em direção as escadas.

- Sobe.

Não tenho escolha se não, obedecer. Entramos no quarto pouco depois, ele liga o abajur na cabeceira e aponta a faca novamente para mim.

Com a luz, posso ver melhor seus traços e de seu uniforme, onde há um nome bordado: Jimmy.

- O que você quer? - pergunto quando o vejo vascular minha mesa de cabeceira.

Ele se vira para mim, novamente, sua mandíbula está aberta e posso ver que além da língua longa e bifurcada na ponta, tem fileiras de dentes a mais na abertura.

- Você tem um cinto? - ele aponta a faca para mim.

Aceno rapidamente e Jimmy faz um sinal com a faca para eu pegar. Me viro para o armário, mas posso ver pelo espelho que Jimmy está olhando para mim, para todo o meu corpo.

Ele passa a ponta da longa língua no lábio superior. Não posso deixar de achar isso atraente.

- Depressa.

Pego o cinto e me viro para ele.

- Deita na cama.

- O que vai fazer?

- Eu mandei você deitar.

Não é muito inteligente discutir com um fugitivo que nem sei se é humano, então faço o que ele pediu.

Jimmy apoia a faca ao meu lado na cama e levanta meus braços até a cabeceira, ele sobe em cima de mim, enquanto amarra meus pulsos com o cinto, sua língua pendurada toca meu rosto em vários pontos, eu viro a fim de me afastar, mas tudo o que consigo é sentir a ponta nos meus lábios.

Não é o que eu devia fazer, mas quando percebo já afastando os lábios e tocando a língua dele.

Jimmy se afasta e apesar da forma grotesca que sua boca se abre, percebo que está sorrindo.

- Você acabou de tentar me beijar?

Minhas bochechas queimam de vergonha quando ele se afasta.

- Não.

Seus olhos percorrem meu corpo, a camisola já subiu até o quadril e estou muito mais exposta do que gostaria. Aperto as pernas, mantendo-as bem juntas.

- Faz cinco anos que eu estou preso e você faz isso?

Ele balança a cabeça e depois usa as duas mãos para jogar o cabelo para trás. Parece relutante, tentando manter o foco.

Não sei se é hora de admitir, mas sempre gostei de homens maus. A anatomia estranha de Jimmy não me causa medo, afinal, é só uma língua.

Relaxo o corpo e apoio meus pés no colchão, ainda mantendo os joelhos juntos e os pés um pouco afastados.

Jimmy inclina a cabeça, sua língua passando por toda abertura de sua mandíbula enquanto ele se aproxima abrindo o macacão.

- Eu não vou sair daqui tão cedo mesmo. Acho que posso dar a você um pouco do que quer.

- Você não sabe o que eu quero - retruco;

Ele tira os braços do macacão e percebo que todo seu tronco é tatuado.

- Depois do susto inicial, todas pensam na mesma coisa.

Eu travo, sem conseguir desviar o olhar enquanto ele sobe na cama, ajoelhando na minha frente, suas mãos tocam meus joelhos, forçando levemente para abrir.

Ele escorrega os dedos pela parte de dentro da minha coxa. Eu acompanho com os olhos, prendendo a respiração quando chega na minha calcinha. Mas o que ele faz é subir de volta e rapidamente, afastar meus joelhos com tudo, suas mãos prendem minhas pernas bem abertas e Jimmy se inclina.

Sua língua bate na minha barriga antes de começar a descer lentamente, passando por cima da minha calcinha até embaixo e voltanto.

- É no que você estava pensando?

- Quase - respondo com sinceridade.

Ele passa a língua por baixo na lateral da calcinha e a afasta de lado, sua respiração na minha pele me faz suspirar e o tesão aumenta, tento levantar o quadril, mas ele mantém minhas pernas bem grudadas ao colchão.

Para minha sorte, seu tesão de presidiário não o deixa enrolar, sinto a ponta bifurcada da língua passando de cada lado do meu clitóris, deixando-o mais excitado e inchado.

Tento controlar meus gemidos, não quero chamar a atenção de ninguém que está lá fora.

Jimmy desliza mais para baixo e sinto sua língua forçando para dentro da minha boceta. É mais longa que qualquer membro que eu tenha provado e os movimentos que ele faz, balançando e torcendo dentro de mim, como eu nunca senti.

Jimmy enfia cada vez mais fundo, sinto se contorcendo dentro de mim. Suas mandíbulas encostas na minha bunda, os dentes afiados pinicam e arranham, mas tudo o que eu faço é me esfregar mais.

Seu lábio superior esfrega no meu clitóris, mantendo o toque macio.

Me levando ao orgasmo tão rapidamente que não tenho chance de avisar, meu corpo estremece e meu interior pulsa, apertando sua língua com força.

Jimmy se levanta totalmente, até estar em pé na cama e o observo, com as bochechas queimando de vergonha por ter sido tão fácil.

Ele tira o resto do seu macacão, exibindo seu pau duro e levantado. Está muito longe de ser considerado mediano e solta seu pré semen, me mostrando o quanto está excitado.

Aperto os lábios quando ele se agacha, pronta para ter seu pau me fodendo tão bem quanto sua língua, mas o que ele faz é segurar meus tornozelos e me puxar para baixo, meus braços se esticam com o movimento e

minha cabeça encosta no colchão.

- Achou mesmo que ia gozar na minha língua só uma vez? - ele ri.

Então se aproxima do meu rosto e me oferece sua língua para chupar, metendo fundo na minha garganta e quase me fazendo engasgar. Só entendo que é um teste quando ele geme em aprovação e se levanta, virando se costas e colocando seus joelhos em cada lado da minha cabeça, ele começa a esfregar suas bolas duras no meu rosto enquanto se masturba.

Eu as tomo, lambendo e chupando cada uma delas, os sons que ele faz tocando seu pau me enche de tesão mais uma vez e tenho um dos meus mamilos beliscados antes que ele apoie o punho ao lado da minha coxa e se incline para frente.

Afasto bem as pernas e sinto sua língua deslizar na minha boceta. Ao mesmo tempo que Jimmy me penetra novamente, ele acerta a ponta do seu pau na minha boca.

Minha mandíbula doi da forma que preciso abrir a boca para engolir seu pau.

Jimmy não se importa, ele começa a foder minha boca com força, empurrando sua ponta na minha língua da mesma forma que contorce a dele na minha boceta.

A parte lisa embaixo da sua língua esfrega no meu clitóris, é tão bom que meus gemidos mal podem ser abafados. Suas mãos apalpam minha bunda bem apertado.

Suas investidas ficam mais fortes a cada minuto, meus lábios já estão dormentes quando ele empurra com toda a força e mantém seu pau no fundo, mais duas estocadas curtas e o sinto tremer, seu pau pulsa e enche minha boca com seu semen.

Escorre pela lateral da minha boca, suas bolas esvaziam e Jimmy começa a esfregar sua língua mais lentamente, meu clitóris não aguenta o ritmo e me leva a outro orgasmo mais forte que o anterior.

Enquanto minha boceta pulsa, Jimmy tira seu pau lentamente, fazendo gotas de seu semen pingarem pelo meu rosto.

Estou esgotada.

Jimmy recolhe sua língua e fecha a mandíbula. Ele começa a se mover pelo quarto, abrindo gavetas e pegando coisas.

Abro os olhos apenas para vê-lo metido em um dos meus moletons, fica curto demais para ele, mas não acho que se importe.

- Você vai embora?

Ele se inclina sobre a cama, dá um puxão no cinto, livrando minhas mãos e lambe minha boca.

- Eu sou um fugitivo, se lembra? - seu sorriso cresce enquanto ele se afasta.

Jimmy sai pela porta do quarto. Me sento na cama, meio chateada porque ele simplesmente me deixou aqui.

Quando ouço o portão da garagem abrindo.

- Meu carro não.

Tento me levantar, mas minhas pernas estão muito fracas. Me deito de novo. Em partes com raiva de mim mesma.

Gostar de caras maus sempre vai me trazer problemas, mas tenho que admitir que dessa vez, valeu muito a pena.

Capítulo 3

A casa da minha avó, sempre foi um lugar privilegiado. Na beira da praia deserta. Me lembro de passar várias semanas aqui durante o verão quando eu era criança.

Eu ainda era muito nova quando minha mãe e ela brigaram, uma mágoa que durou quase uma década.

A casa ainda é como me lembro e tenho certeza de que as pedras onde eu brincava também estão no mesmo lugar.

- Não coma tão rápido, Alice. Vamos ficar muito tempo aqui - mamãe ri apesar da bronca.

- Deixa a menina, ela deve estar louca para ver o Príncipe - vovó bate com o indicador nos lábios, pensativa - qual era mesmo o nome dele?

- Acho que estou velha demais para amigos imaginários.

- Agora são imaginários, mas quando voltava para casa depois do verão, era uma choradeira só - minha mãe ri como se fosse a coisa mais engraçada do mundo.

- Kai - vovó grita de repente - o nome dele era Príncipe Kai.

As duas caem na gargalhada enquanto eu reviro os olhos.

- Se vocês não tem nada melhor para fazer, eu vou dar uma volta.

Não estou cansada de vê-las juntas depois de tantos anos, mas não quero perder mais nenhum segundo de Sol. Subo correndo e visto meu biquíni. Paro apenas para uma breve olhada na janela. Ainda está lá, pedras enfileiradas que levam para dentro da água, onde eu gostava de brincar.

Desço mais rápido do que subi, deixando a porta bater atrás de mim com um estrondo e logo depois uma bronca.

Dane-se, eu estava morrendo de saudade dessa praia.

Corro pela areia e depois caminho com cuidado entre as pedras pequenas e afiadas, alguns passos e elas vão ficando maiores, pequenas ondas chegam até meus pés, a água fria é bem-vinda, embora eu almeje ir um pouco mais longe que isso.

Subo nas primeiras pedras e salto de um lado para o outro, cair seria terrível, a adrenalina vibra nas minhas veias com o risco.

Devo admitir que é menos do que eu me lembrava, comemoro com um gritinho quando chego na pedra maior.

Logo a animação vai embora e estou me sentindo ridícula.

Sento na roxa quente, mesmo a água acumulada que eu puxo para baixo da minha bunda, já esquentou com o Sol. Uma marquinha será bem-vinda.

Apoio minhas mãos atrás de mim e afasto o cabelo dos ombros. É um ótimo dia para um ótimo bronze.

- Você cresceu.

Me espanto com a voz repentina e antes de processar as palavras, olho para minha esquerda. Meus olhos arregalam-se a ponto de arder.

Ele não é real.

O cabelo volumoso e vermelho ao redor de sua cabeça grande e os ombros repletos de pequenas escamas de peixe avermelhadas, são a primeira coisa que eu vejo.

- Você cresceu, fiquei com saudade - ele diz tranquilamente, é um homem bonito, maior do que um homem, mas não é seu tamanho que assusta.

Ele tem barbatanas no lugar das orelhas e nas extremidades de ombro, ambos em tom avermelhado. Não posso ver muito daqui, mas sei que não há pernas abaixo, no lugar delas, existe uma cauda de peixe, mais longa do que sou alta e forte o bastante para quebrar um caiaque.

Sei disso por que foi assim que Kai me salvou de uns adolescentes idiotas quando eu era pequeno.

- Príncipe Kai?

Ganho um sorriso como resposta.

- Não pode ser real, eu imaginei você.

- Corrigindo - Kai arrasta seu tronco pela pedra, chegando mais perto de mim, não tenho escolha se não me afastar - você acha que sua imaginação é boa assim. Tola e linda.

Essa coisa acabou de me ofender? E como é possível?

- Mas, não existe esse reino de sereias e homens subaquáticos.

- Certo, essa parte você inventou. Príncipe Kai? Sério? - ele revira os olhos e eles caem de volta em mim - não sou da realeza, mas posso te tratar como uma rainha.

Kai desliza sua mão pela pedra a fim de alcançar minha coxa, então noto as membranas que juntam seus dedos.

- Hei, fica longe de mim.

Kai parece ofendido, recua seu braço para a borda e franze a testa enquanto isso.

- Alice, sou eu.

- Eu não sei o que você é. Não é... normal.

Falo a última palavra com uma ponta de arrependimento. Kai se mantém sério, seus olhos em mim, íris amarelas imensas.

- Você deve preferir a Alice de oito anos.

- Não, eu gosto mais de você assim - a malícia em sua voz é nítida - quer descer aqui e me dar um abraço para matar a saudade?

Porra, ele é muito bonito, braços fortes de nadador, a boca humana e chamativa. Mas seria loucura.

- Eu passo.

- Eu esperava que você fosse ser mais esperta e concordar - seu semblante fica mais sério e sombrio, quase assustador - mas não me importo em simplesmente pegar.

- Meu povo chama isso de estupro.

- Acredite em mim, quando eu começar, você vai mudar de ideia.

Kai não cruza a linha, mas me encara como se fosse, lentamente, ele apoia as duas palmas no chão. Com esses braços fortes, ele só precisaria de um movimento para me agarrar, de alguma forma, isso me excita.

Quero testá-lo.

Começo a me levantar devagar, Kai balança a cabeça tão lento quanto, me instruindo a desistir.

- Eu preciso ir.

Percebo um sorriso de formando no seu rosto. Pelo que me lembro, ele não pode sair da água, é lento em terra e desidrata facilmente. Se eu chegar perto da areia, estarei livre.

A grande pergunta é: Eu quero ficar livre?

Meu olhar o desafia, então me levanto e dou um passo para longe, o mais rápido que posso, ouço a água movendo atrás de mim e tenho o pé agarrado por sua mão enorme.

Caio com a barriga no chão, por um milagre, apenas um de meus joelhos leva o impacto e a dor não é tão grande quanto poderia.

Kai ri e me puxa para a borda da pedra, eu luto, não quero ser arrastada para a água.

Ele agarra minha cintura quando tem a chance e continua me descendo, por mais que eu tente me segurar, não faz a mínima diferença com sua força descomunal.

Sou levada para água até a altura do umbigo, ainda posso me segurar nas pedras, mas não subir nela, Kai junta seu corpo de peixe no meu, seu tronco forte e musculoso gruda nas minhas costas nuas com a água que escorre de seu cabelo.

- Não, por favor. Minha mãe pode ver.

- Não se preocupe com isso, tenho certeza que ela quer o melhor para você.

Solto uma gargalhada sincera,

- E o melhor seria você? Um homem-peixe?

Kai agarra meu pescoço, firme o suficiente para me manter quieta, ele passa língua no meu pescoço debaixo para cima, então envolve o lóbulo da minha orelha e respira no meu ouvido.

Porra, isso é sexy.

Minhas pernas soltas encostam na sua calda, uma última relutância antes que meu corpo excitado me traia por completo, apoio meu pé na parte mais dura em seu rabo de peixe e impulsiono com toda força para cima.

Kai não esperava por isso, minha bunda bate com tudo em seu queixo, ele se afasta, mas nem assim consigo subir, meus braços não aguentam o peso e volto para onde estava, agora sem ele me encochando.

Luto para subir antes que ele me alcance de novo. Quando sinto algo bater com tudo no meio das minhas pernas, levo alguns segundos para entender que é seu rosto.

Kai agarra minhas pernas com os braços, abraçando-as fortemente e começa a esfregar o rosto na minha boceta. Seria estranho se não fosse tão bom.

Ele começa a explorar com os lábios, minha virilha e biquíni, mas logo o está afastando com os dentes. Sua língua alcança meu clitóris e um grito escapa.

Kai é agressivo, tanto me segurando quanto metendo sua língua em mim, embaixo d'água, a textura parece mais áspera, sinto seus dentes apertando os lábios e o apetite voraz em sugar minha entrada logo depois.

- Kai - eu grito seu nome, não se quero pedir para parar ou que continue.

Mas ele para, sobe o corpo pelo meu, com cuidado para que eu não escape.

- Vai se arrepender do que fez - ele diz no meu ouvido.

Água gelada pinga do seu cabelo, refrescando meus ombros, ele encosta em mim por trás, os únicos movimentos que Kai faz são pelo balanço do mar.

Tem algo diferente, passando pelo meio das minhas pernas, mais longo que um pênis e com uma textura muito parecida a ... polvo?

Eu estremeço quando aquela coisa aperta no meu clitóris e sinto uma sucção, Kai aperta bem a ventosa e então solta.

- Você tem um tentáculo?

Kai ri enquanto fecha os dentes na minha orelha, sua mão sobe para o meu pescoço, agarrando com firmeza.

Seu tentáculo entra, a parte mais fina é engolida logo, mas precisa de força para enfiar tudo, as ventosas grudam por dentro e soltam fazendo a sucção perfeita, reviro os olhos de prazer.

Só então me dou conta que algo pressiona meu ânus, entrando um centímetro e depois outro.

- Dois?

- Achou que eu fosse medíocre? - Kai ri contra meu ouvido.

Tento afastar, minha barriga encosta na pedra fria, tornando impossível ir a qualquer lugar. Seus tentáculos começam a me abrir, se contorcendo por dentro.

Kai solta um gemido alto, aperta mais minha garganta então, mesmo que não faça muitos movimentos, ele começa a me foder com força, os tentáculos tendo todo o trabalho de entrar e sair. Me enchendo completamente.

Mal consigo respirar, enquanto ele me sufoca. Kai passa a língua pelo meu rosto vermelho, me levando até o limite e quando acho que não vou mais aguentar tanto de seus tentáculos, ele me impulsiona para cima.

Suas mãos me viram com as costas na pedra, então ele está subindo até meu corpo. Não consigo e não quero oferecer resistência.

Kai é tão grande, ainda mais agora que posso ver sua cauda se movendo até mim, ele se abaixa e beija meu umbigo, subindo lentamente pelo meu corpo, raspa os dentes sobre meu biquíni de cima, deixando meus mamilos mais duros de tesão.

- O que houve, Alice? Quer meus paus de volta? - seu humor malicioso quase desmorona quando ele pressiona as ventosas em minha virilha - eu parei na melhor parte?

Eu nego com a cabeça, a sucção puxa minha pele sensível. Eu estou tão acesa, mas jamais vou pedir para que um cara foda a minha bunda, mesmo ele sendo tão bom.

Kai desliza a ponta do tentáculo pelo meu clitóris e começa a brincar com ele na minha entrada.

- Você só tem que pedir.

Olho em seus olhos enormes, isso eu posso fazer.

- Me fode.

- Aqui? - ele entra, seu corpo é tão pesado, mas Kai faz questão de se esfregar em mim enquanto seu tentáculo busca meu útero como um ímã poderoso.

A sensação intensa poderia me fazer desmaiar se eu não estivesse tão apegada a senti-la. Kai encontra meu ponto G e faz suas ventosas sugarem ali, repetidas vezes, meus gemidos ecoam pela praia, impossível de controlar.

Mas ele insiste, colocando a ponta do outro tentáculo atrás, eu estremeço, então tenho meu pescoço agarrado outra vez.

- E aqui?

- Não - seguro seu punho, ainda indecisa se o tiro ou faço apertar mais.

- Você só pode ter os dois de uma vez - seus olhos se estreitam - mas eu quero que você peça.

Kai deixa seu tentáculo imóvel na minha boceta, enquanto esfrega o outro na minha bunda.

Porra! Eu nunca quis um pau como eu quero os dele.

Ele começa a apertar meu pescoço gradativamente, minha boceta pulsa de tanta excitação e rebolo em direção a ele, com seu peso, mal posso me mexer. Sua mão está tão forte em minha garganta que não posso respirar.

- Está pronta para pedir?

Confirmo com um aceno sem jeito, então ele livra a passagem de ar apenas um pouco.

- Me fode... toda.

Sem respiro, seus tentáculos entram de uma vez, movendo para dentro e para fora, a sucção desenfreada me levando ao limite.

Ele levanta o tronco sobre mim, apertando minha garganta e usando como apoio para esfregar na minha pélvis. Meu orgasmo explode, fazendo meu corpo pulsar e se contrair em torno do seus dois tentáculos.

- Sim - Kai exclama, então sinto seus tentáculos inchando, expandindo.

Ele solta seu tentáculo da minha boceta, deixando que seu esperma quente em meu clitóris, mas continua fodendo minha bunda, lentamente.

Kai solta meu pescoço, se abaixa e me beija, seu tentáculo indo fundo, inchado. Sua língua dança na minha boca, então ele expele mais de seu gozo na minha bunda, o líquido escorre junto com ele.

- Você foi tão boa, aguentou tudo sem reclamar - Kai beija meu rosto, vendo ele assim manhoso, nem parece o ser dominante de antes.

- Obrigada - minha voz saí esganiçada depois de ser enforcada com força.

- Vou te recompensar muito bem.

- Não, eu não aguento mais, por favor. Preciso de uma pausa.

Kai apanha meu corpo com cuidado e me leva para a água, eu laço sua cintura com as pernas por reflexo e o abraço.

Ele arruma a parte de baixo do meu biquíni para me cobrir, então nada comigo para mais longe. Eu olho para seus olhos grandes e amarelos, parecem muito mais gentis que antes.

- Foi muito intenso para você?

- Do que está falando? Você mesmo me parabenizou por aguentar.

Ele sorri então está me beijando de novo por um longo tempo. Quando se afasta, há um ar divertido no seu sorriso.

- Espere aqui, tenho uma coisa para você.

Kai me solta na água límpida e posso ver ele logo abaixo, sua calda avermelhada dançando entre corais coloridos. Leva cerca de dois minutos até que ele retorne.

Permito que ele me segure com uma mão em minha bunda, então o abraço forte, o costo salgado da água do mar na sua boca me faz sentir em casa.

- Pegue, isso é para você - ele me oferece a mão fechada e abro a minha para que ele deposite o que tem.

Duas pérolas rosadas.

- São reais?

- Claro que são reais, o melhor para a melhor.

Minha gargalhada intensa é interrompida por outro beijo, fecho bem a palma, não quero perder esse presente por nada.

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