Capítulo 2

Dei risada, ele fez carinho na minha mão rapidinho, levamos a minha amiga primeiro, fomos ouvindo músicas estilo Hungria Hip Hop e Tribo da Periferia, ele ficou meio quieto o caminho todo, quando a gente deixou ela na casa dela, ela me perguntou se eu ia dormir lá, ele olhou pra mim e falou sério:

- Se você quiser, te trago depois ou de manhã, você que sabe, sei lá.

Sabe quando sua cabeça fala NÃOOO e seu corpo fala SIMMM, falei pra ela que ia ficar com ele um pouco e ir pra minha casa.

Ele perguntou onde eu morava, falei o bairro, a gente aí conversou mais pra se conhecer, ele falou onde morava, disse que dividia a casa com um primo dele, que nunca ficava lá. Eu falei que estudava e que morava com meu pai e minha madrasta, ele disse que tinha um studio de tatuagem e piercing, a gente chegou na casa dele, era uma casa bonita, com portão eletrônico fechado e muro alto, ele guardou o carro na garagem, fomos entrando, era bem arrumadinha por ter só homem morando, assim que a gente entrou na sala, ele fechou a porta e começou a me beijar, me encostou na parede, tirou o boné, joguei minha bolsa no sofá, ele foi me arrastando, sentou e me colocou no colo dele, sem dizer nada, foi tudo acontecendo naturalmente, eu nem estava bêbada e não era acostumada a fazer isso, s.e.x.o no primeiro encontro.

Estávamos só beijando, ele passando as mãos nas minhas costas e braços, paramos de beijar e nos olhamos, eu sorri e falei:

- Quantas tatuagens você tem?

Ele disse que já tinha perdido a conta, mas que tinha tipo 80% do corpo tatuado, ou melhor, rabiscado, como o avô dele dizia, falei tirando a camiseta dele:

- Então, deixa eu contar.

Ele estava meio sério, sorriu e falou que eu ia demorar muito pra isso, respondi beijando o pescoço dele:

- Tudo bem, tenho a noite toda pra você!

Fui beijando, descendo, peito, barriga, abri a calça dele, o ajudei a tirar a calça e os tênis, ele me colocou deitada no sofá, tirou meu sapato, foi beijando minhas pernas, tirou minha saia, voltou a me beijar, ficou em cima de mim, louca pra dar logo, fui me mexendo pra sair de baixo, me sentei de costas e pedi pra ele abrir meu cropped, ele abriu o zíper e deu beijinhos nas minhas costas, fiquei só de calcinha, ele me colocou de quatro no sofá, não era bem o que eu estava esperando, mas deixei e me empinei toda, sem pressa ele foi me tocando intimamente, massageando meu clitóris, brincando com meu corpo e me provocando, a cada movimento eu suspirava ansiosa, esperando ser logo tomada por ele, eu estava super molhada, até latejando, ele colocou camisinha, se aproximou, foi me invadindo devagar, eu o senti deslizando cada vez mais fundo, e gemi baixinho tentando me conter, ele deslizava suas mãos pelo corpo todo, apertou meus s.e.i.o.s e começou a me m.a.s.t.u.r.b.a.r enquanto me p.e.n.e.t.r.a.v.a lentamente, eu já estava maluquinha com aquele homem, na agitação, quase chegando ao o.r.g.a.s.m.o, busquei a mão dele para segurar, estava no meu quadril, eu apertei, ele disse rindo, parando com tudo:

- O que foi?

Falei ofegante, ainda segurando a mão dele perto da minha cintura:

- Não para, me aperta!

Ele se afastou, foi sentando e falou:

- Vem aqui.

Fui por cima, sentei no colo dele, comecei a rebolar beijando muito, ele me deu um puxão no cabelo, me encarando nos olhos, falou:

- Eu te disse pra aproveitar a noite, mas acho que você levou isso muito a sério! Vai com calma aí, morena!

Sorri g.e.m.e.n.d.o de prazer e não parei, ele me deu alguns puxões no cabelo, eu entendi que era pra ir mais devagar quando ele fizesse isso, fui ficando cansada e comecei a parar de me mexer, um pouco, a gente só ficava se beijando naquela posição mesmo, sendo um só. Aí eu voltava a sentar e ficava me segurando, chegamos ao êxtase juntos, eu estava acabada, o abracei e deitei em seu ombro, ele me segurou forte, ficamos quietos sentindo aquela corrente de energia que percorria nossos corpos cansados e satisfeitos.

Ele me deu um beijo e falou, me tirando de cima:

- Não vai dormir aí não, né?!

Sorri e falei que ainda não, ele foi ao banheiro, voltou com uma toalha, falei me enrolando:

- Posso jogar uma água no corpo?

Ele disse mexendo no celular:

- Claro, vai lá.

Fui e fechei a porta, aproveitei para fuçar as gavetas do gabinete no banheiro, tomei banho e, quando saí, ele estava encostado na porta do quarto, me aproximei e dei um beijinho, ele mexeu no meu cabelo, me deu um beijão e me levou para a cama, fui deitando já nua, ele ficou por cima, logo voltamos a t.r.a.n.s.a.r, dessa vez demorou mais ainda, nem trocamos a posição, estava muito bom, ele foi bem intenso comigo, uma pegada bruta e eu gostei muitoooo de ficar com ele, a gente tomou banho juntos, ele falou pra eu dormir lá, como estava muito tarde, acabei ficando, ele me deu uma camiseta dele pra vestir, juntou minhas coisas e colocou no quarto, tudo arrumadinho, eu deitei primeiro, ele foi e deitou abraçado, ainda beijamos um tempo antes de pegar no sono, a gente dormiu até tarde, quando acordei ele não estava no quarto, fiquei meio sem jeito de sair andando pela casa, eu não tinha nem o número dele pra mandar uma mensagem, me vesti e fiquei esperando ele sentadinha na cama, ele voltou para o quarto, me deu bom-dia, foi pegando uma camiseta e falou:

- Vamos, vou te levar!

Senti ele um pouco seco, diferente, mas não era o primeiro homem que na manhã seguinte se comportava assim, era um comportamento bem típico até, ele me ofereceu café da manhã, como pareceu uma formalidade, eu não quis, fomos saindo, no trajeto ele perguntou se eu trabalhava, estudava, minha idade, falei séria:

- Eu só estudo, faço Direito e tenho 19!

Ele respondeu:

- Maneiro, entendi.

Capítulo 3

Ficamos quietos, quando chegou perto de casa eu pedi pra ele me deixar no bairro mesmo, mas não na frente de casa, mostrei onde eu queria ficar, a gente não trocou nem o contato, ele não pediu, eu também não, nos despedimos com um beijo no rosto, ele ficou me olhando descer, deu tchau e buzinou, eu fiquei pensando no quanto ele era estranho e gostoso, uma combinação chata, aliás. Fui pra casa, tomei banho e deitei, cheguei a procurar as redes sociais dele e não achei, fiquei super curiosa e até pensei que ele tinha namorada.

Menti lindamente para meu pai e minha madrasta sobre onde eu dormi, mas mais de duas semanas passaram e eu até deixei pra lá, não fiquei pensando nele.

Uma noite eu estava correndo na avenida com minha amiga Fernanda e vi, em uma rodinha bem no caminho, o Guto, chamei ela pra trocar de calçada, ela não quis de pirraça, ainda disse que não tinha por que desviar, porque ele nem iria lembrar de mim, eu não olhei pra eles e assim que passamos ele me chamou:

- Angélica!

Eu parei e olhei para trás, surpresa, ele foi indo até mim, a Fernanda começou a rir muito e eu toda sem jeito, ele falou simpático:

- E aí, morena, você sumiu, hein... Tudo bom?

Respondi sem dar muita ousadia:

- É, considerando que não tenho seu contato e nem você o meu. Tudo ótimo, e você?

Ele sorriu e respondeu:

- Tudo em cima. Me passa seu número aí, curti muito você!

Eu falei que estava com um número novo e que não sabia de cabeça ainda, minha amiga falou:

- Eu passo pra você, anota aí, eu tenho aqui.

Olhei pra ela dando sinal, mas ela passou assim mesmo, falei me afastando:

- A gente já vai indo. Tchau!

Ele disse que ia me mandar mensagem, nós duas voltamos a correr, ela riu de mim o resto do caminho, disse que seria a madrinha do casamento, no mesmo dia ele me ligou, me chamou pra sair, eu estava na rua ainda com a Fernanda, disse que estava em semana de provas e que estava muito atarefada, ele percebeu que eu não estava afim e não insistiu, nem conversamos mais. Dias depois ele me mandou mensagem falando que ia ter uma festa e que ele podia arrumar convites de graça pra mim, falei que ia ver com as meninas se elas queriam ir, eu queria até, mas ninguém queria ir comigo, um dia antes da festa falei pra ele que eu agradecia, mas que não ia conseguir ir, porque minhas amigas não estavam afim, ele disse que eu podia ir com ele, que ele me buscava até, demorei pra responder, fiquei pensando, depois topei e não sabia o que vestir, fiquei bastante ansiosa, coloquei um vestido de um ombro só, curtinho, azul royal e salto alto nude, meu cabelo estava longo na altura do b.u.m.b.u.m, preto, fiz uns cachos nas pontas, uma maquiagem bem forte, cheia de brilho, coloquei uma lingerie combinando preta, saí cheia de más intenções, marquei com ele na esquina de casa, ele passou pra me pegar no horário combinado, ele estava sozinho, todo cheiroso, quando entrei no carro eu fui pra beijar o rosto e ele a boca, a gente deu um beijinho, ele começou a conversar, estava bem animado falando da festa, a gente chegou, tinha bastante gente, era um baile funk com vários DJs, desci do carro me ajeitando, puxando o vestido, mexendo no cabelo, ele pegou na minha mão, eu achei bem estranho a mudança de comportamento, mas tinha bastante gente, era melhor assim pra não se perder, assim que entramos ele foi pra junto dos amigos dele, me apresentou a todos educadamente, teve um momento que eu senti que estava sendo exibida como um troféu aos amigos dele e ele não estava nem me dando atenção. Eu não estava me sentindo à vontade, cercada de estranhos, logo falei que eu estava querendo ir embora, mas que ele não precisava se preocupar comigo, ele perguntou por quê, o que estava pegando comigo, respondi:

- Não é nada demais, só sei lá, não conheço ninguém, fico meio excluída, mas aproveita sua festa aí, eu tô numa boa... Sério!

Ele me respondeu sério:

- Não, eu te levo, de boa, você não quer esperar o show?

Eu fiquei sem graça, queria ir embora, mas não queria ser chata, peguei no rosto dele e dei o nosso primeiro beijo da noite, ele me segurou pela cintura, trocamos alguns beijos, depois ele ficou mais perto de mim e a gente ficou se curtindo, bebendo, eu dançando na frente dele, o atiçando muito, quando o show acabou ele perguntou se eu queria ir embora, respondi:

- Mas a gente vai ficar ou você vai me levar pra casa?

Ele respondeu rindo:

- Se depender de mim fico a noite toda com você, mas é você que manda, morena!

Respondi abraçada com ele, virando um copão de bebida:

- Quero ficar mais com você, só que em outro lugar, pode ser?

Ele respondeu rindo com maldade:

- É você que manda!

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