Após desligar o telefone, as lágrimas de Emma voltaram a cair.
Ela amava Nathan Tate há uma década inteira, sempre o vendo como seu futuro marido. Dizer que não queria se casar com ele era como rasgar seu próprio coração.
Seu telefone vibrava incessantemente com mensagens de Nathan.
"Emma, quando exatamente você vai voltar?"
"Se já marcou uma data, me envie os detalhes do seu voo. Posso te buscar."
"Já faz três anos. Estou ansioso para te ver."
Ela olhou para as mensagens, atônita. Antes disso, as respostas de Nathan eram sempre curtas e indiferentes, como "ok" ou "certo".
Ela se consolava com desculpas sobre sua agenda lotada ou diferenças de fuso horário. Agora, tudo parecia risível.
Limpando as lágrimas, ela digitou uma resposta. "Podemos ficar noivos quando eu voltar? Não quero esperar mais."
Após enviar a mensagem, Nathan não respondeu por um longo tempo.
Ela enviou outra mensagem. "Você prometeu se casar comigo. Isso não vale mais?"
Seus olhos ficaram grudados no chat, como se tivesse medo de perder a resposta dele.
Ela não sabia por que fazia isso. Era uma esperança persistente? Ou uma necessidade de esmagar essa esperança completamente?
Depois de uma longa espera, Nathan finalmente respondeu. "Sempre te vi como uma irmã."
As palavras sozinhas carregavam sua frieza.
"Aquelas promessas eram apenas para te manter calma durante seu tratamento no exterior. Acabou. Não entre mais em contato comigo."
Emma prendeu a respiração, pressionando o botão de desligar até que seu telefone se apagasse. Só então ela respirou fundo.
Novas lágrimas escorreram por suas bochechas já molhadas.
Ela se inclinou sobre a pia, jogando água fria no rosto para se acalmar.
Depois de se recompor, saiu do banheiro e viu Nathan rindo com os outros homens. "Eu nunca entro em contato com ela por conta própria. Se vocês não tivessem me desafiado a brincar com ela, não teria me assustado com a conversa dela sobre noivado!"
Felix riu tanto que quase engasgou com a bebida. "Uma pessoa chorosa escondida debaixo das cobertas, tremendo de emoção. Essa imagem é demais. Estou morrendo de rir!"
Nathan olhou para trás e notou Emma parada. Ele acenou para ela.
Ela abaixou os olhos e se sentou, perguntando casualmente: "O que é tão engraçado?"
Felix se adiantou ansiosamente. "Apenas que Nathan tem essa garota pegajosa, uma pessoa muito acima do peso..."
Ninguém notou as mudanças nas emoções de Emma. Nathan interrompeu. "Já faz três anos. Ela poderia ter ganhado centenas de quilos até agora."
Emma não conseguiu mais ouvir. Ela se levantou para sair, mas Nathan segurou seu pulso. "Você ainda não me deu suas informações de contato."
Ela balançou o telefone desligado na frente dele. "Está quebrado. Não liga."
Nathan fez uma ligação e, em dois minutos, alguém entregou o modelo mais recente de telefone para ela.
Felizmente, ela havia conseguido um novo número no aeroporto no dia anterior. Ela o deu e foi embora sem olhar para trás.
Nathan a observou ir, uma leve sensação de familiaridade mexendo em seu coração, mas ele rapidamente o descartou.
Emma voltou para o hotel, lavou o cansaço do dia e mergulhou em um sono profundo.
Na manhã seguinte, Emma apressou-se para a casa de sua melhor amiga.
Durante seus três anos no exterior, ela equilibrou o tratamento com trabalho criativo. Sua amiga, Lila George, havia sido sua defensora, transformando os seus desenhos em realidade.
Ela voltou não apenas por Nathan Tate, mas também para construir uma empresa com Lila.
As duas, reunidas após tanto tempo, se abraçaram apertadamente. Lila ficou boquiaberta com a transformação de Emma. "Meu Deus, Emma, você está absolutamente deslumbrante agora! Mal te reconheci!"
Emma sorriu, e após conversarem um pouco, o sorriso de Emma se desfez. "Lila, não quero ficar e construir uma carreira aqui. Vou transferir minhas ações para você."
"Por quê?" Lila parecia confusa. "Você realmente consegue esquecer Nathan?"
Ao mencionar o nome de Nathan, o sorriso de Emma congelou. Após um momento de hesitação, ela contou a Lila sobre ter visto ele no dia anterior.
A expressão de Lila ficou complexa. "Eu apoio sua decisão."
Emma a abraçou. "Ainda podemos trabalhar juntas e expandir para o exterior."
Ela não era mais a insegura Emma do passado. Tudo o que ela decidisse fazer, conseguiria realizar.
Após o jantar com Lila, elas se separaram. Emma percebeu que Nathan havia ligado para ela várias vezes.
Ela pretendia ignorá-lo, mas uma mensagem dele chegou. "Se não conseguir falar com você, vou ter que dar parte do seu sumiço."
Com medo de que sua identidade pudesse ser exposta, ela ligou de volta para ele. Em poucos minutos, Nathan chegou.
Apesar de ela dizer que já tinha comido, ele a levou a um restaurante sofisticado e pediu vários pratos.
Notando seu comportamento distante, Nathan perguntou: "Snow, por que você está tão fria comigo de repente?"
Ela não sabia como responder.
Enquanto estava em silêncio, uma mulher passou, olhando-a com desprezo. De repente, ela tropeçou, jogando água quente em direção ao rosto de Emma.
"Cuidado!" Nathan lançou-se para frente, protegendo-a com o braço, recebendo a maior parte da água.
O líquido quente encharcou suas roupas, mas ele imediatamente verificou Emma.
Vendo sua testa levemente vermelha por gotas perdidas, sua raiva aumentou. Ele agarrou a mulher.
Emma a reconheceu como sua colega de escola, Karen Holt, que uma vez escreveu inúmeras cartas de amor para Nathan.
Naquela época, Karen intimidava Emma por estar próxima de Nathan, dando-lhe apelidos cruéis e jogando fora seu almoço, chamando-a de porca que não merecia comer.
Emma, antes insegura, nunca revidava.
Nathan, ciente disso, desconsiderava levemente. "Ela não tem intenção de fazer mal. Apenas provocando, certo?"
Mas agora, o rosto de Nathan ardia de raiva enquanto forçava Karen a se curvar.
Karen recusou. Nathan pressionou a cabeça dela contra a mesa até sua testa ficar vermelha.
"Seu idiota! Nathan, estivemos juntos por anos, e agora você está com essa sedutora logo após terminarmos?"
Suas palavras chocaram Emma, fazendo-a pensar profundamente.
Nathan esteve em um relacionamento de anos com Karen, que a atormentou?
Enquanto Nathan expulsava Karen do restaurante, Emma sentiu que ele era um estranho. Era realmente o Nathan que ela conhecia há mais de uma década?
Enfrentando seu olhar, Nathan permaneceu calmo. "Não dê ouvidos às bobagens dela. Ela me perseguiu por anos, de forma intermitente. Estivemos juntos por meio ano no total."
Como suas roupas estavam encharcadas, Emma foi com ele ao hotel para trocar.
Assim que entraram, ele a pressionou contra a parede e a beijou nos lábios.
Sem hesitar, ela o empurrou e lhe deu um tapa. Após se acalmar, abriu a porta e saiu. "Vou esperar lá fora."
Depois que Nathan se trocou, ele a levou a um shopping. "Minha amiga está voltando em breve. Quero escolher um presente para ela. Ajude-me a escolher."
Seria a amiga que ele mencionou ela mesma?
Com esse pensamento, Emma o seguiu até uma loja de luxo.
O homem que geralmente gastava generosamente escolheu um colar barato da famosa Hello Kitty. "Ela adora essas coisas infantis..."
Emma olhou fixamente para o colar sendo embalado, seus olhos se enchendo de lágrimas.
Ela adorava Hello Kitty. Se Nathan visse seu telefone agora, ele veria que o papel de parede e foto de perfil eram da Hello Kitty.
Quando estava obesa, Nathan disse que seu rosto redondo era como o da Hello Kitty, e ela se apaixonou pelo gato de rosto redondo.
Ele a zombou para seus amigos ontem e disse para ela não contatá-lo. Então por que comprar um presente para ela agora?
Observando-o pagar, ela perguntou, atordoada, "Ela é importante para você?"
Nathan evitou a pergunta. "Com ciúmes por causa de um presente para ela?"
Para esconder seus olhos avermelhados, ela se virou e saiu.
Nathan a seguiu, explicando, "É apenas uma bugiganga barata. Só quero que ela se comporte quando voltar, não fique grudada em mim como antes e atrapalhe minha vida amorosa."
Emma ficou em silêncio, pensando consigo mesma. "Não se preocupe. Não vou mais me apegar a você. Depois que eu partir desta vez, nunca mais voltarei."