Capítulo 2

MARIA CECÍLIA NARRANDO

Me chamo Maria Cecília Félix, tenho 23 anos, sou Brasileira, natural do Goiás.

Moro na Itália há três anos, com a minha melhor amiga, Eloide, minha amiga veio primeiro, como no Brasil as coisas estavam difícil para mim e também sempre tive problemas com a minha família.

Vou contar minha história para vocês, aos 4 anos de idade eu perdi a minha mãe, ela morreu no parto do meu irmão mais novo, meu pai nos rejeitou e até hoje culpa o meu irmão pela morte da minha mãe.

Quem nos criou foi a minha avó mas ela faleceu quando eu tinha 14 anos e o meu irmão 10, fomos morar com a nossa tia, não demorou muito essa tia nos expulsou e nós fomos morar na casa de um tio, e Assim ficamos de casa em casa, até eu completar os meus 18 anos.

No dia que fiz 18 anos comecei a procurar trabalho, consegui em uma pamonharia, não ganhava muito apenas um salário mínimo e com ajuda das minhas amigas consegui algumas coisas e aluguei um kitnet para morar apenas eu e meu irmão.

No dia que sai da casa da minha prima com o meu irmão, ela me falou um monte de coisa horríveis e ainda me jogou um balde de água suja, quando falei para ela que estava saindo com o Fábio e que tinha alugado um cantinho para nós dois pensei que ela iria ficar feliz.

A Mariele estava limpando o chão da cozinha, ela pegou o balde que estava com pano de chão e jogou a água em mim, gritando me chamando de ingrata que eu podia trabalhar e ajudar na casa dela.

Sendo que todas as noites quando o marido da Mariele chegava ele ficava soltando graça, eu fazia tudo dentro da casa dela, cuidava até das crianças, fazia tudo em troca de um prato de comida onde a noite era humilhada por isso.

Deixei até um pouco das roupas que eu tinha na casa dela, saí toda molhada cheirando água sanitária e puxando o Fábio, fomos para o kitnet que era apenas um vão e o banheiro.

Comecei a trabalhar, mudei o Fábio de escola para uma mais próxima.

Como eu trabalhava muito dobrava plantão só para fazer um extra, passei a descuidar dele e o meu irmão se envolveu com pessoas erradas e acabou sendo levado pelo juizado de Menor.

Só que além dele ser preso o Fábio estava devendo muito dinheiro pelo menos é isso que os traficantes falavam enquanto ele do outro lado desmentia.

Passei a trabalhar apenas para pagar o aluguel e as dívidas do meu irmão sobrevivia de pamonha ou quando comia na casa de uma das minhas amigas.

Cortaram a água e a luz da kitnet eu tinha que tomar banho frio no trabalho antes de ir para casa e levava uma garrafa de água de 2 litros para tomar durante a noite, o que iluminava era as velas.

Depois de alguns meses nessa casa de menor infrator, mataram o meu irmão, eu já não tinha mais de onde tirar dinheiro nem o que fazer, mesmo assim todo mês aparecia um bandidø diferente na minha porta cobrando uma dívida.

Eloide, minha melhor amiga desde a infância, ela que conseguiu para mim um emprego na pamonharia, me ajudou pedindo aos seus familiares doação de móveis usados e utensílios de cozinha, até me ajudou algumas vezes pagando dinheiro aos Traficantes, Eloy é minha irmã do coração.

Eloide veio para Itália conhecer um homem, ele mandou a passagem e hospedou ela em um hotel e eles tiveram um caso por um bom tempo até a esposa desse homem descobrir e acabar com tudo.

Mas antes dele terminar o caso com a minha amiga, passou para ela um apartamento que é onde nós duas moramos, e também conseguiu um emprego para ela não ficar desamparada.

Assim que cheguei aqui trabalhei um tempo nessa lanchonete, mas a mulher do sujeito descobriu que a Eloide trabalhava lá e deu um jeito de comprar o estabelecimento, demitiu nós duas, foi a maior humilhação da vida da minha amiga.

Ela expôs todo caso da Eloide com seu marido na frente de todo mundo, dos funcionários e dos clientes, como não tenho sangue de barata, parti para cima dela, apanhei bastante mas consegui bater também.

Ainda bem que ela não chamou a polícia, senão eu teria sido deportada para o Brasil e agora estava sofrendo no presídio feminino do Goiás.

Hoje estou indo para uma seletiva de emprego e a minha amiga também, ela está indo para uma em um hotel e eu vou para uma na empresa Campari ilimitada da família caccini.

Me acordei muito cedo, a empresa não fica longe de onde moro, mas sempre gostei de chegar adiantada, ainda mais que é uma vaga de disputadíssima.

Fiz a minha rotina matinal, coloquei uma calça social vinho, uma blusa de alça fina branca, coloquei um blazer por cima fiz uma maquiagem básica já que são 6:30 da manhã, deixei o meu cabelo solto e calcei um salto alto.

— Uau, que gata.

— Você também estou muito linda amiga.

Eloide é uma mulher linda e sexy chamar atenção de todos os homens Por onde passa.

Dividimos o mesmo táxi já que a empresa fica perto do hotel, assim que eu cheguei na frente da Campari já tinha algumas mulheres.

A moça que nos atendeu foi muito simpática e deu a cada um no número o meu é o Seis.

Assim que o Ceo chegou com a sua presença imponente, um homem lindo alto forte de olhos vivos.

Engolir seco, na fila tinha muitas mulheres lindas, siliconadas, minha chance seria zero.

Começou a chamar até que chegou no meu número, entrei na sala minhas pernas começaram a tremer baixei a cabeça.

Quando ouvi a sua voz grossa fazendo meu corpo inteiro se arrepiar de medo.

— Qual o seu nome, idade e nacionalidade?

— Maria Cecília Félix, 23 anos, Brasileira.

— levante a cabeça e olhe nos meus olhos ao falar comigo.

Levantei a cabeça encarei ele nos olhos, respondi todas as suas perguntas, o Sr. Caccini tomou uma decisão que me surpreendeu.

Ele ligou para recepcionista e pediu para dispensar todas as outras candidatas e me contratou.

Capítulo 3

MATTEO NARRANDO

A timidez e beleza da Ragazza me consumiram, sua beleza assim como seu cheiro eram inebriantes, Maria Cecília, uma mulher que parece trazer inocência no Olhar, quero roubar toda sua inocência e fazer dela a mais impura entre as mulheres, na minha cama.

Fui tirado dos meus pensamentos devassos, pela sua doce voz.

— Está tudo bem?

— Sim, por que a pergunta?

— O Sr. Está me olhando a bastante tempo, e não diz nada, sem contar que tem alguém batendo na porta.

Só eu vi que estava batendo na porta, ordenei que entrasse e era nossa recepcionista, pedi a ela que acompanhasse a Maria Cecília até o RH.

Os exames admissionais e demissionais dos nossos funcionários são feitos aqui mesmo no laboratório da empresa, já dei ordem para que tudo fosse feito ainda hoje depois dos exames prontos, pedi para que ela retornasse a minha sala.

Maria Cecília vai auxiliar Maya, era para ser assim, mas acabei de mudar de ideia, Maria Cecília vai trabalhar diretamente comigo ser a minha secretária pessoal, e a Maya vai tomar conta dos assuntos da empresa apenas do lado profissional.

Enquanto ela foi no RH, já passei para eles o cargo que ela vai ocupar por mensagem, pedi para assinar em sua carteira conforme a sua profissão, mas quero ser o primeiro a dar a falar para ela, por isso o Recursos humanos vai apenas preparar a documentação para ela assinar.

Aproveitei para adiantar algumas coisas, quando estava respondendo alguns e-mails a Maya chegou, Ela avisou que iria se atrasar por motivos pessoais.

— Licença Matteo, não seria hoje a seletiva para escolher a minha assistente?

— Sim.

— Vai ser no período da tarde? eu cheguei agora e não tem nenhuma candidata ou será que ninguém se interessou pelo cargo.

Maya algumas vezes insiste em ser desagradáveis em seus comentários e falas, tirei os meus olhos do computador, procurei os olhos dela, os mesmos que não me trazem nenhuma emoção.

— Aí é que você se engana, tivemos mais de 80 candidatas, mas escolhi a 6° era a mais apropriada para o cargo.

Ela começou a falar que em tempo recorde atendi 80 mulheres, tive que corrigi-la, parei na número seis, assim que a contratei dispensei as outras.

Maria Cecília , apresentei ela a Maya, e fiz o comunicado às duas assim a Cecília já sabe sobre o seu cargo.

— Bom Maya, Você vai continuar na sua função fazendo o que sempre fez, e a Maria Cecília será minha assistente pessoal que vai trabalhar comigo dentro e fora da empresa.

Ela me olhou assustada, colocou o cabelo atrás da orelha e concordou com a cabeça, enquanto a Maya ficou toda vermelha, com certeza é de raiva, mas não questionou, pelo menos na frente das pessoas ela sabe se colocar em seu devido lugar.

Pedi para que deixasse apenas eu e a minha nova assistente pessoal, ela ficou um tanto contrariada, mesmo assim ela saiu da sala.

— Maria Cecília, há pouco minutos na entrevista você falou que tem disponibilidade de horário e tempo para o trabalho.

— Sim, Sr.

Ouvir ela me chamando de Senhor já me fez imaginar a colocando de joelhos, balancei a cabeça, voltando a realidade.

— Próxima semana vamos viajar, você começa o trabalho amanhã, a Maya vai te passar tudo direito, qualquer dúvida pode falar comigo ou com ela e seja bem-vinda à família Caccini

Maria Cecília agradeceu e saiu, acredito que ela não entendeu, o Bem vindo a família eu não estava me referindo a empresa, mas sim a minha verdadeira família.

Tive um almoço de negócios, Maya me acompanhou, não deu uma palavra nem quando estávamos indo, muito menos voltando, Esse foi o último almoço de negócios que ela me companhoj, a partir de amanhã quem vai cuidar da minha agenda será Maria Cecília e também vai me acompanhar em tudo.

Assim que chegamos na empresa pedi para Maya me acompanhar até a minha sala, comuniquei para ela sobre a minha viagem a Dubai e pedi para que providenciasse hospedagem para mim e a Maria Cecília

— Mas essa viagem não é a trabalho, por isso não precisa ela ir, até porque antes o Sr. iria sozinho

— Se contenha em fazer a pena do que estou ordenando, entre em contato com o piloto, passe para ele data e horário e eu quero uma suíte presidencial ou núpcias no melhor hotel de Dubai

Ela concordou com a cabeça e perguntou para Maria Cecília, respondi que quero justamente uma dessas suites Pois ela vai ficar no mesmo quarto que eu.

— E acho bom você manter a sua língua dentro da boca, não é para contar nada Maria Cecília, ela vai começar a trabalhar amanhã, e você vai auxiliar direitinho está me ouvindo.

Maya gosta quando falo em um dominador sobre ela, caminhou em minha direção, se ajoelhou aos meus pés, quando ela tocou no botão da minha calça segurei na sua mão e ordenei que se retirasse da minha sala.

— Desculpe, pensei que quisesse se aliviar.

— Saia, agora.

Maya saiu da sala, sentei na minha cadeira Assim que abrir o computador tinha alguns e-mails pessoal.

E um deles era de um Ceo português, Nicolas Reis, respondi o E-mail.

Continuei o meu trabalho, já se passava das 19:00 horas, quando encerrei o dia, assim que saí da sala a Maya ainda estava trabalhando e pediu carona.

Não recusei porque sei que o horário da noite é bem complicado para as mulheres andarem sozinhas na cidade, durante o trajeto até o seu apartamento, passamos na frente de um prédio eu vi a Maria Cecília conversando com um homem.

Na hora meu sangue ferveu, não demonstrei minha ira, acredito que a Maya não percebeu e também não viu a Cecília .

Deixamos ela na frente do seu prédio, insistiu e me fazer um convite para subir, agradeci, assim que o motorista retomou a viagem pedi para que me levasse direto para sede.

Durante o caminho entrei no sistema da empresa peguei a ficha da Maria Cecília que estava no RH e já mandei para os meus investigadores.

Quero saber tudo da vida dela até quantas vezes por dia ela vai ao banheiro, Parece que Maria Cecília com seu jeitinho tímido inocente arrematou o meu coração.

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