Aqui começa a história de Amanda Alencar e o filho da costureira “ ó bem dotado”
Para o desespero de Amanda, ela não teve mais notícias do seu bem dotado, pois nem o nome dele ela sabia, já que ele não falou achando que ela se lembrasse, e ela não perguntou, por não querer saber pois era mais um que ela só usava pra trepar. Mas não imaginou que iria ter bons momentos, e passar esse tempo justo com o filho da costureira.
Um mês se passou, e nada do bem dotado aparece no seu quarto ou dá notícias.
Ao ouvir o toque de mensagem chegando ela correu achando que fosse dele, apesar deles nem número terem sido trocados. Mas mesmo assim achou que ele poderia ter dado um jeito, feliz pegou o aparelho, mas ao olhar, viu que era mensagem da amiga de apartamento, que lhe enviou mensagem, dizendo que chegou uma carta pra ela de uma empresa muito famosa. Ela então deu permissão para a amiga abrir e ler a carta em voz alta, e no momento que ouviu que era uma carta de contratação e era para ela se apresentar no dia seguinte. Amanda soltou um grito de alegria, pois estaria de volta ao seu mundo. E dessa vez não iria dar mole de perder seu emprego de novo e também não vai gastar tudo que ganha com coisas fúteis, pois esses meses de dureza foi um aprendizado pra ela que só não piorou porque encontrou um bem dotado na sua vida.
Depois de sair do vídeo chamada com a amiga, arrumou suas coisas e desceu as escadas chamando a mãe que ao aparecer na sua frente, ficou surpresa em ver a filha com sua mala.
—Mamãe eu recebi uma proposta de emprego, mas preciso me apresentar na empresa amanhã, então, estou indo! Obrigada mamãe, por me hospedar e me aguentar com esse meu mau humor!
As duas se abraçaram e depois de se despedirem Amanda saiu pela porta dando tchau pra mãe, entrou no seu carro e seguiu para a cidade vizinha.
Ao chegar no seu antigo apartamento onde morava com uma amiga a anos, foi uma farra, as duas eram só alegria.
Beberam vinho, pediram pizza e falaram muito do bem dotado, onde a amiga lhe perguntou:
—Esse bem dotado não tem nome?
—Claro que tem, mas eu não sei, ou não me lembro — ela falou dando gargalhada, mas agora isso não importa, espero não o vê-lo mais. Apesar de ter gostado muito dele. Acho que se continuasse eu iria me apaixonar, ainda bem que ele sumiu, por conta própria — fala rindo se divertindo.
Na manhã seguinte Amanda se levantou bem cedo fez sua higiene se depilou pois desde que o bem dotado sumiu ela relaxou com si mesmo.
Já na empresa ao se apresentar, foi lhe dito que começaria imediatamente e que logo de cara iria participar de uma reunião, pois seu currículo era bom, e ela era qualificada justamente no cargo que a empresa estava precisava,
Na sala de reunião, sentou-se junto com os demais, à espera do dono da empresa, que foi dito, que ele já se encontrava na empresa e que logo estaria na sala de reuniões, todo o esperavam ansiosos, pois iriam discutindo sobre mais um projeto que iria se iniciar naquela mesma semana.
A porta se abriu e todos ficaram de pé, Amanda estava distraída escrevendo algo no seu bloco, ao levantar a cabeça e ver todos se levantados, se levantou às pressas, contudo, ao olhar na direção do homem que havia terminado de entrar, não acreditou no que estava à sua frente.
— Como pode, é, o bem dotado? O filho da costureira e o dono da empresa?
Ao terminar de falar, que pra ela estava sussurrando, muito acabaram ouvindo, mas antes de pedir desculpas sua visão ficou escura onde caiu desmaiada, todos tentaram socorrê-la, mas o chefe em passos largos logo chegou perto, pedindo para todos se afastarem, abaixou pegando-a nos seus braços fortes, e a carregou para sua sala. Depois de deitar-lá, pegou álcool e a fez cheirar. Assim que ela despertou vendo-o na sua frente, olhou ao redor e viu que estava em uma sala ampla com janelas de vidro do chão ao teto. A decoração era luxuosa para um filho de uma pobre costureira.
Sem dizer nada, tentou sentar-se, mas não conseguiu pois sua cabeça ainda estava zonza!
—Não faça esforço Você está com a pressão baixa!
— Você é médico por acaso? — Disse ela com hostilidade.
—Sim, quero dizer quase!
—Como assim quase, um médico e médico e pronto!
—Eu digo quase porque não peguei meu diploma de doutor, já que desisti e comecei a me dedicar a essa empresa. Que é a paixão da minha vida!
—Eu não quero saber da sua vida, eu vou embora, não quero trabalhar pro filho da costureira da minha mãe!
—Ah então, você é preconceituosa!
Não mais eu…ela tentou se levantar mais uma vez, mas assim que ficou de pé cambaleou, onde ele correu e a segurou, falando:
—É, acho que é melhor levá-la ao hospital!
— Me solte, não, toque em mim!
—Calma Amanda!
—Calma, como calma! Como você pode sumir daquele jeito sem me avisar — falou sentando-se e colocando a mão na cabeça
—Você é um desgraçado gostoso! Mas ainda é um desgraçado, por que você sumiu daquele jeito?
—Amanda eu não tinha intenção de sumir, mas tivemos um problema aqui na empresa, então… naquele nosso último encontro, ao chegar em casa de manhã, eu recebi a notícia e vim imediatamente não deu pra te avisar, mas eu dei um jeito de trazê-la pra perto de mim, então você vai trabalhar conosco?
—Não, claro que não! Eu não posso, já pensou depois que todos souberem que eu me deitei com você, acho melhor você contratar outra pessoa, eu não vou trabalhar aqui pra você, isso não vai dar certo! —Eu vou querer te agarrar em qualquer lugar dessa empresa e me fartar nesse seu…O que você está falando aí baixinho, Amanda?
—Hã, nada, não estou falando nada…meu Deus, o que faço nem consigo ver esse heme na minha frente, que mesmo estando vestido, eu o vejo nú! — Ela fica sussurrando essas coisas baixinho, achando que ele não está ouvindo.
—Onde já se viu você meu chefe, eu não sei nem seu nome! Qual é seu nome mesmo?
—O que você não…como assim? Você costuma transar com caras sem nem saber o nome deles?
—Sim, porque assim fica mais fácil quando eles sumirem sem falar ou se despedir.
— Por que você não quer trabalhar na empresa? Não vai me dizer que é só porque eu viajei sem falar com você? Porque isso eu já esclareci!
—Não, claro que não, mas eu fiquei te esperando voltar, burra, como eu fui burra, aliás ainda estou sendo, já que estou aqui te dando satisfação da minha vida.
Depois de falar isso ela saiu o deixando desesperado pensando que a perdeu pra sempre.
Depois de um tempo sentado na sua confortável cadeira no escritório, pensando no mal estar de Amanda, e depois de fazer as contas, se levantou em um salto espantado, depois de pegar seus objetos pessoas, saiu da sala passando pela mesa da sua secretária, mandou que cancelasse a reunião e saiu apressado, já no estacionamento entrou no seu luxuoso carro e seguiu para o endereço que tinha descoberto logo que voltou da casa da mãe, já que mandou investigar toda vida de Amanda, desde o dia que saiu da cidade onde vivia com a mãe, até pouco mais de um mês ao retornar de volta à cidade natal, onde os dois nasceram e cresceram a um quarteirão de diferença. Onde na adolescência estudaram no mesmo colégio público, mesmo que ela não tenha reparado nele naquela época. Ele sempre reparou na beleza dela, pois sempre a achou linda e extrovertida, sendo a popular no colégio! Frequentaram o mesmo círculo de amizade e festinha no humilde clube da cidade.
Ele seguiu pela estrada pensando em todos os momentos que esteve no mesmo lugar que ela, se ficasse sabendo que ela iria, fazia de tudo pra estar também, mesmo que para admirá-la de longe, pois sempre a achou muita areia pro seu caminhão! Sem perceber chegou no endereço, tocou a campainha do apartamento, ansioso ficou esperando que ela abrisse.
Dentro do apartamento a amiga de Amanda ouviu a campainha e correu para atender já falando:
— De novo Amanda, você sempre esquece…ao abrir a porta sem olhar, se deparou com aquele homem lindo, parada à sua frente, onde ficou paralisada olhando-o hipnotizada.
Enquanto ele, quando viu que não era quem estava procurando, ficou sem jeito, perdeu todo o entusiasmo que veio pelo caminho, não parava de pensar na possibilidade do que estava pensando, veio planejando o que falar para Amanda.
Vendo que a moça não falou nada ele então falou:
— Bom dia, estou procurando Amanda!
— Olha, ela saiu pra ver um emprego e ainda não voltou, acho até que já ficou trabalhando!
—Não, ela não ficou, ela passou mal e por isso que estou aqui, estou preocupado com ela, posso entrar, e espera-la.
—Sim, sim, claro, entre!
Ele então entrou, olhando todo o cômodo vendo que é a cara dela, simples, mas bem alegre, com cores fortes na decoração, como ela sempre gosta de usar nas suas roupas.
Sentado no humilde sofá vermelho, esperou por um bom tempo, e nada dela chegar, nervoso, balançava as pernas e olhava pro céu através da porta da varanda.
Quase um hora se passou e nada de Amanda, até que o celular da amiga tocou em um cômodo no corredor, que ele imaginou ser um dos quartos, logo ouviu quando a moça falou:
—Ó meu Deus! Onde ela está?
Ele ficou em alerta, mas não ouviu mais nada, até que a moça, chegou na sala, ela estava mais branca que um papel, vendo-a assim ao chegar na sua frente ele se levantou assombrado, já perguntou:
—O que aconteceu? É com ela?
—Sim, ela está aqui perto em uma praça, ela não está se sentindo bem!
—De novo — ele fala espantado.
—Como assim de novo? O que o senhor quer dizer com isso?
—Ela desmaiou na empresa, mas vamos, onde é essa praça?
— Sim vamos, eu vou lhe mostrar o caminho!
Ao chegarem já avistaram-a sentada em um banco, assim que estacionou, ele saiu correndo, ao se aproximar já foi falando:
—Então sua teimosa, agora vamos ao hospital!
—Não precisa eu só estou enjoada, preciso ir pra casa me deitar, estou com muito sono.
Ao ouvi-la falar dos sintomas, ele ficou ainda mais desconfiado, então, perguntou:
—Amanda, quando foi seu último período?
Ao ouvi-lo, o olhou com as sobrancelhas levantada pronta para iniciar mais uma discussão, mas então, se lembrou da primeira vez que transaram e que ele lhe perguntou se tomava pílula, onde ela mentiu que sim! Espantada o olhou.
— Não te interessa, aliás o que você está fazendo aqui? —Ela perguntou olhando pra amiga, que levantou as mãos em rendição falando:
—Não olha pra mim assim, eu não tenho nada a ver com isso! Ele estava lá no apartamento quando me ligaram, aliás quem é ele Amanda?
— Ele é o filho da costureira da minha mãe!
—Há! Amiga, você quer me dizer, que ele é ò bem dotado? — Falou a amiga espantada.
—Como assim, você falou de mim pra ela? — Falou ele olhando-a com uma sobrancelha levantada.
— Claro, ela é minha melhor amiga! E o que você estava fazendo no meu apartamento, huh? — Ela fala olhando-o séria, onde ele respondeu:
—Então, assim que você saiu daquele jeito do meu escritório, eu me lembrei de alguns detalhes do nosso primeiro encontro, e quis te perguntar quais são as chances de você…nenhuma eu não estou, eu não posso estar — ela já falou chorando.
A amiga então perguntou:
—De que vocês estão falando?
Mas nenhum dos dois dá atenção a ela, ele pergunta novamente a Amanda:
—Quando foi que seu período veio pela última vez?
— Eu não sei, acho que…acha que, o que Amanda?
—Ai meu Deus — a amiga, fala levando a mão na boca.
—Meu Deus, digo eu, que estou muito ferrada! — Disse Amanda em voz alta.
—O que você quer dizer com está muito ferrada, Amanda?
Você não quer me dizer que…não, não mesmo, vire essa boca pra lá, eu não quero ser…ela coloca a mão na cabeça, ele fica olhando-a com cara feliz, pois a anos sonha com ela, e assim que sua mãe falou em uma conversa por telefone, que ela estava de volta à cidade, e que iria com a mãe em sua casa, ele ficou tão surpreso que viajou imediatamente, decidindo conquistá-la e tê-la em seus braços pelo menos uma vez, que além de conseguir, a engravidou de primeira, agora sim ela vai ser sua pra sempre.
Ele desperta dos seus pensamentos com os ela reclamando, que pode está grávida dele.
—Não, eu não posso, eu não posso, aí meu Deus o que eu fiz?
—Você? —Ele fala olhando-a e rindo com deboche.
—Vamos, eu vou te levar ao hospital!
—Não, eu não quero ir.
—Mas você precisa fazer exame para confirmar!
—Não, eu não quero ter certeza de nada do que não quero, por que você não usou camisinha, não sabe o que é isso?
—E você sabe o que é prevenção?
Mesmo porque usar camisinha no nosso caso não ia adiantar muito porque não ia ter o suficiente, já que você nunca se saciava! — Ele falou piscando pra ela que fica mais brava.
— Você está muito engraçadinho, e respondendo sua pergunta; claro que sei, afinal eu sempre transei, e ninguém nunca me engravidou! E logo você, ò filho da costureira, meu Deus, o que minha mãe vai falar quando souber! Eu preciso ir embora resolver isso
—O que! Você quer dizer em resolver isso?
Você não está pensando em…claro que estou, não me ouviu falar que não quero ser mãe, olha pra mim, nem sei seu nome! E vê se eu tenho cara de ser mãe de alguém, eu gosto de trabalhar e curtir, jamais a vida, não quero me prender a um ser que depender de cuidados vinte quatro horas por dia, sete dias na semana, 365 dias do ano, isso dependendo do ano bissexto. Não, não mesmo, estou fora, não quero! — Ela fala seguindo para seu carro, mas ele segura no seu pulso e fala:
— Ok, já que não sabe, o meu nome é problema! Eu me chamo Adriel, acho que o sobrenome você deve saber por causa da costureira da sua mãe! Mas se não, é Rodrigues! Então, agora vamos?
Eu dirijo você não vai dirigir neste estado!
—Que estado?
Eu estou bem!
—Não, não está, você está passando mal! Vamos no meu carro, a sua amiga leva o seu! — Ele fala olhando para a amiga que até agora está embasbacada, com a possibilidade da amiga está grávida.