Cinco anos se passaram após a noite em que o rei Ethan, bêbado e drogado, tomou Lydia em seus braços e a violentou. Desse ato selvagem, uma gravidez surgiu, só que não foi uma simples gravidez. Lydia teve quatro filhos do rei, que infelizmente nunca foram registrados com o nome do pai, já que até o dia de hoje Lydia não sabe quem a possuiu naquela madrugada.
Por mais que não fosse do desejo de Lydia ser mãe tão jovem e principalmente daquela forma, a adorável moça amava de paixão os seus pequenos filhos. Eram a sua alegria e razão de viver, seus filhos eram as benções que vieram através de uma maldição. As crianças não sabem que são frutos de um ato violento, para elas Lydia sempre conta a história de que em uma noite magica eles foram postos na barriga dela e assim eles vieram ao mundo. Por serem pequenos demais para questionarem a ausência do pai, as crianças aceitam as histórias contadas por Lydia.
Ela nunca mais pisou no palácio após aquela noite e também nunca mais viu sua irmã. Após descobrir que estava grávida de quadrigêmeos Lydia aceitou qualquer tipo de emprego que surgira na época até o nascimento dos seus filhos, até que por fim, ela conseguiu uma vaga em um cassino por meio período, os horários são somente à noite, o que permite que Lydia cuide de seus filhos durante a manhã e à tarde.
Lydia mora com a sua mãe, Beatriz. Sua mãe sempre sonhara que a filha viveria uma vida mais luxuosa, que com a beleza de Lydia, a sua filha teria conseguido um marido da alta sociedade, porém, após os nascimentos das quatro crianças, Beatriz acha sua filha uma inútil, que só serve para trazer dinheiro para casa.
Antes de ir para o trabalho, Lydia dá janta para os seus quatro anjinhos e se despede deles com um beijo na bochecha de cada um deles.
— Se comportem meus amores, obedeçam a vovó e prometo que quando a mamãe voltar, irei dar mais beijinhos em vocês — Lydia declara com uma voz doce para os seus filhos.
— Não demola mamãe, ficamos semple com saudade de você — o filho mais velho de Lydia responde, a voz da pequena criança é adocicada e até mesmo macia ao seu ouvida. Lydia sente o seu coração apertar com a declaração do filho, ela queria poder ficar e colocar eles para dormir, mas precisava do emprego.
— Prometo que não irei demorar meu príncipe — ela declara sorridente, disfarçando a dor que sente no peito por deixá-los com Beatriz.
Ao sair de casa, Lydia tenta pensar positivo até o trabalho. Suas crianças são sua vida agora e elas são tão espertas, educadas e atenciosas, Lydia tenta se convencer de que está fazendo uma boa criação para os seus filhos.
O cassino fica no centro da cidade, é sempre muito bem lotado todos os dias, com turistas e jogadores da casa que sempre fazem apostas altas. A função da Lydia é recepcionar os clientes da área VIP, lhe entregando bebidas, mais fichas de jogos, sempre atender as necessidades dos clientes para que eles sempre continue gastando dinheiro com apostas.
Ao chegar no estabelecimento Lydia, sua colega de trabalho lhe informa que o seu chefe quer vê-la em seu escritório. Não querendo contrariar seu chefe que sempre deixa que ela saia mais cedo caso precise por causa dos seus filhos, Lydia parte em direção ao segundo andar do cassino, onde fica o escritório. Antes de entrar, ela bate na porta com delicadeza.
— Quem é? — uma voz grossa e estridente grita de dentro do escritório.
— Sou eu, chefe — Lydia se pronuncia, abrindo um pouco a porta antes de entrar.
— Querida, Lydia, entre, entre — seu chefe suaviza a voz ao fazer a ordem. Lydia obedece e fica de frente a mesa de seu chefe.
— O senhor mandou me chamar? — Lydia pergunta um pouco tímida.
— Sim, querida, sim — ele concorda apressado. — Eu preciso que você me faça um favor. É na realidade uma oportunidade para você fazer um valor extra. Você aceita?
— Claro! Claro que sim, chefe — Lydia concorda animada. Qualquer dinheiro que entra para ela é um alívio.
— Ótimo! — seu chefe anuncia alto e se levanta.
Ele vai até um armário que está atrás de Lydia e retira lá de dentro uma roupa provocativa que é composta por uma saia curta de couro preto e um cropped de renda branca quase transparente. O chefe dela entrega aquelas peças de roupas nas mãos de Lydia e depois vai até uma gaveta e pega uma máscara aveludada preta.
— Preciso que você vista isso e vá até a área exclusiva cuidar da recepção de outros clientes — ele ordena.
Lydia fica constrangida com as vestimentas que lhe são oferecidas e seu chefe nota a reação da moça.
— Você é uma das minhas mais belas funcionárias, Lydia. Sua dedicação com os clientes Vips é impecável.
— Obrigada, senhor — ela responde tímida.
— Com essa promoção, você recepcionando clientes mais importantes, eu irei aumentar o seu salário.
A moça reluta um pouco, pensando se deveria mesmo fazer aquilo, porém ela acaba por concordar, Lydia precisa do dinheiro por causa dos seus filhos, não é fácil ser mais de quatro crianças que em um piscar de olhos já crescem muito rápido.
— Tudo bem, senhor. Irei me trocar — ela concorda por fim.
— Ótimo, depois vá para o quinto andar e fique na recepção por favor — seu chefe comunica antes de Lydia sair.
A pobre Lydia veste as roupas sensuais com certo receio, ela sente que está praticamente nua usando aquelas peças pequenas e provocativas. O que lhe dá um mínimo de conforto é a máscara preta que ela coloca no rosto, conseguindo assim esconder sua vergonha de ter que se sujeitar aquilo.
No quinto andar, o rei Ethan e seu melhor amigo vão para o cassino para tratar de negócios com uma empresa secreta. O cassino é o melhor lugar para lidar sobre aquele assunto, porque o rei vai disfarçado, sem toda o preparo que empresas legitimas fazem quando possuem reunião com o rei do pais, no cassino o Ethan é apenas um homem rico como qualquer outro homem ali dentro.
Os dois são encaminhados para uma sala particular, o chefe de Lydia envia uma moça para entreter os seus clientes enquanto esperam para fechar negócios. A moça é nova no serviço e está nervosa, ela tenta agradar o rei Ethan trazendo bebidas para ele e seu melhor amigo, porém a pobre coitada deixa uma taça cair no chão perto dos pés do rei.
— Olha o que você fez, sua imbecil! — Ethan grita com a moça.
— Perdão, senhor! Eu posso limpar, me dê um minuto — a jovem mulher diz assustada, sua voz sai tremula e seus olhos estão arregalados.
— Vá embora, vagabunda! Não sabe servir uma bebida direito, provavelmente não saberá sequer limpar o chão. Suma da minha frente, agora! — o rei das as ordens com gritos.
A funcionaria mortificada obedece o comando do rei e vai direto até o seu chefe contar o ocorrido. O chefe da Lydia não querendo contrariar ainda mais a ira do seu mais novo cliente, decide mandar outra moça.
— Lydia, vá até a sala 12 e sirva os homens que estão lá dentro — o chefe de Lydia comanda enquanto a moça estava na entrada do quinto andar.
— Mas senhor, você só pediu para que eu os recepciona-se aqui, eu não...— Lydia tenta argumentar, mas o seu chefe lhe interrompe.
— Você é a melhor funcionaria que eu tenho para isso, Lydia. Por favor, obedeça.
— Tudo bem, senhor — Lydia concorda contrariada.
A jovem moça, antes de ir até a sala do rei Ethan, passa no bar e pega um champagne caro, quatro taças limpas e coloca tudo isso em uma bandeja e vai em direção à sala 12 onde o rei está.
Ao entrar no aposento, Ethan observar a beleza de Lydia naquelas roupas sensuais. A moça possui cabelos pretos longos com as pontas onduladas que estão soltos, sua altura sem os saltos alto é mediana, ela possui seios fartos mas não muito grandes, os lábios de Lydia são carnudos e formam a letra U na parte superior do lábio, os seus olhos são de um verde esmeralda.
— Mais uma querendo nos agradar — Ethan comenta com desdém ao ver Lydia chegar perto dele.
— Isso é com os cumprimentos do meu chefe, senhores — Lydia anuncia, ignorando a provocação do rapaz.
— Espero que você seja melhor do que a outra moça sem neurônios que veio nos servir — Ethan provoca com humor. — Com certeza você é bem mais bonita do que ela.
Lydia revira os olhos e coloca a bandeja em cima da mesa de centro que se encontrava na frente do Rei. Ao se inclinar para baixo para servir os champagnes nas taças, Ethan observa com desejo a bunda arrebitada de Lydia.
— Gata, não precisa se oferecer tanto assim, eu te comeria sem problema algum — Ethan fala com a voz rouca e risonha.
Isso faz com que Lydia se vire para ele com uma taça na mão e derruba de proposito na roupa de Ethan.
— Você é muito babaca, sabia? — Lydia prolifera revoltada para o rapaz. Ethan se levanta surpreso com a ousadia da garota.
— Quem você pensa que é para fazer isso? — ele grita com ela.
— Alguém que com certeza não dormiria com você nem por um milhão de anos, seu idiota — Lydia grita de volta para ele.
— Olha aqui sua imbecil, você abaixe o tom para falar comigo. Eu posso fazer você ser mandada embora desse lugar em um estalo de dedos — Ethan ameaça enquanto de fato estala os dedos na frente de Lydia.
A garota joga os cabelos para trás, pronta para argumentar e discutir ainda mais com o homem parado na sua frente. Ao fazer esse movimento, o rei Ethan nota uma marca de nascença no pescoço da mulher que chama a sua atenção, é uma pinta no formato de um coração, é pequeno mas para Ethan é familiar aquela marca.
— Eu não me importo de perder meu emprego se isso significa que não irei mais ver essa sua cara de prepotente mimado e arrogante — Lydia prolifera revoltada, porém o rapaz já não está prestando atenção no que ela fala, seus olhos estão focados no pescoço da moça.
Lydia se sentia enfurecida com a arrogância do homem parado na sua frente, ela queria poder jogar mais do que a taça de champagne nele, queria poder dar um tabefe no rosto presunçoso que ele exibia ao olha-la como se ela fosse um pedaço de carne pronto para ser devorado.
O sentimento de Ethan naquele momento em relação a moça mascarada era de surpresa. Ele demorou alguns minutos para recordar da onde reconhecia aquela pinta no pescoço dela.
— Você tem um cheiro delicioso de lavanda — Ethan comenta em um murmuro malicioso.
Lydia pisca confusa para ele ao ouvir aquilo. A jovem agora acha o rapaz esquisito, além de babaca.
— O que você quer, afinal, hein? Comandar uma rede de prostituição de prazeres junto com o meu chefe? — ela o acusa e Ethan arrega-la os olhos.
A forma que Lydia o acusa, faz o rei Ethan recordar da noite que ele vem pagando o preço a cinco anos. A jovem senhorita que vive no castelo desfruindo dos bens e caprichos que o rei atende com afinco, porém que após aquela fatídica noite, o rapaz nunca mais viu a presença da moça. Por ele, estava perfeito aquele acordo arranjado, ela não revelaria o que ocorreu naquele aposento a imprensa e ele não iria importuna-la até que a jovem senhorita se sentisse segura novamente, isso tem levado cinco anos.
— Você não precisava vir até aqui, minha doce dama para tentar dormir comigo mais uma vez. Era só ter me chamado no castelo e eu teria atendido o seu pedido, como todos os outros — Ethan provoca com um sorriso malicioso no rosto.
Para Ethan estava claro que a moça a sua frente era a mesma que agora vivia no palácio. Porém o rei não conseguia entender como ela conseguira encontra-lo ali para fazer aquilo e ainda mais, não entendia o porquê ela teria vindo até ali para provoca-lo e tentar dormir com ele de novo. Será que a jovem senhorita possuía o perdão em seu coração e estava pronta para ser dominada por ele de novo? Não o surpreenderia, todas que já dormiram com ele, sempre queriam repetir o ato, com essa, mesmo tendo sido totalmente errado a forma como ficaram, iria querer fazer do jeito certo alguma hora.
Ethan tenta segurar o braço de Lydia, querendo força-la a se sentar junto com eles. A jovem por sua vez se desvencilha das mãos de Ethan antes mesmo que ele pudesse tentar algo mais bruto, após a noite que ainda assombra os sonhos de Lydia a jovem moça nunca mais deixou ser tocada por ninguém e não iria começar a deixar a ser tocada agora, principalmente por homem louco e bruto como aquele que estava à sua frente.
— Não toque em mim, senhor — ela pede com a voz mais branda. — Se vocês me permitem, irei deixá-los sozinhos agora, preciso cuidar dos outros clientes que estão nessa andar.
— Você tem sim minha permissão para ir embora, cara dama — o rei responde com sarcasmo. — Mas não esqueça do que eu lhe disse... se quisesse dormir novamente comigo, era só ter me esperar no palácio. Esse lugar não é apropriado para damas refinadas como você.
Lydia fica com a testa franzida por de trás da máscara, sem entender absolutamente nada do que o rei estava falando. O seu corpo ficara rígido com a proposta de dormir com ele, só que isso nunca aconteceria em um milhão de anos. A jovem Lydia achava o rei muito grosso e prepotente, não entenderia como alguma mulher gostaria de dormir com o ser como ele.
— Tenha uma boa noite, senhores — ela responde por fim, ignorando a proposta indecente e confusa do rei.
Nem dado cinco minutos após a saída de Lydia da sala do rei, o jovem resolve ir embora as pressas. Ele quer ter certeza que a mulher sensual que estava ali dentro com ele, é a mesma que vive agora no castelo, cheia de caprichos e luxo.
— Vem, caro amigo, vamos voltar para o palácio — o rei ordena enquanto se levanta. — Preciso retirar essa roupa estragada e tenho uma bela jovem esperando para ser dominada por mim.
Seu melhor amigo concorda com um aceno de cabeça e acompanha as pressas do rei para voltar ao palácio. Na mente de Ethan, a mulher que estava no cassino estava fazendo um joguinho com ele, talvez por vingança, talvez para seduzi-lo com poder e segredos, porém não funcionaria nada disso com ele. Ethan era o rei e nunca participaria de esquemas e joguinhos de uma simples plebeia que vive de favor em seu castelo.
Não demora muito para que o Rei chegue ao palácio, ele se desvencilha de forma educada, mas rápida do seu melhor amigo e parte para a ala mais reservada do palácio, onde a jovem dama fica a maior parte do tempo durante o dia, bem longe do caminho do rei. Isso não era um problema até a noite de hoje.
Ao chegar nos aposentos da moça, o rei bate na porta com a sua mão pesada, isso faz com que Jennifer tenha um sobressalto de susto ao ouvir o baque na porta. Ninguém nunca veio a essa hora falar com ela no castelo.
— Sim, pois não? — Jennifer responde sem abrir a porta, receosa com o que está acontecendo.
— Sou eu, o Rei. Abra a porta! Estou impressionado de foi possível você chegar rápido assim de volta aos aposentos após nosso encontro, cara dama — Ethan responde com a voz estridente.
Jennifer se encolhe assustada ao ouvir a voz do rei. Ele nunca a procurou até aquele momento, sua vida no castelo era uma benção, um sonho de princesa. A mulher ia a bailes de galã, festas privativas, conhecera muitos rapazes que dariam bons partidos se algum dia ela precisasse sair do castelo. O acordo entre ela e o rei significava para Jennifer que ela nunca mais precisaria lidar com o jovem Ethan.
Tentando pensar rápido com a situação à sua frente, Jennifer apaga a maioria das luzes de seu quarto, busca em meio as suas gavetas uma escarpe escura e coloca sobre o rosto para que o rei não reconheça que ela não é a mesma mulher a qual ele violentou anos atrás.
— Só um instante meu rei — ela responde com a voz embargada. — Não estou com vestimentas apropriadas para recebe-lo.
A resposta de Jennifer faz com que o rei confirme suas suspeitas sobre ela, já que ele imagina que a jovem moça atrás daquela porta é a mesma do cassino e as roupas que aquela utilizava, eram muito provocativas.
— Não precisa se fazer de tímida agora, minha dama — o rei se pronuncia, colocando a mão na maçaneta para abrir a porta.
Entretanto, Jennifer é mais rápida e passa o trinco para trancar antes que o rei consiga entrar. Aquilo deixa Ethan irritado e ele tenta forçar sua entrada mais uma vez no quarto.
— Eu ordeno que me obedeça. Abra essa porta! — ele diz alterado, aumentando o tom da sua voz.
Jennifer se apoia contra a porta e a destranca, a moça deixa a porta entre aberta e deixa tampado metade do rosto e deixa a cabeça abaixada. Com a escuridão do quarto, seu disfarce é fácil de ser mantido com certa segurança.
— Perdão, meu rei — ela fala com a voz doce e simples, tentando mais uma vez se passar por Lydia na delicadeza e gentileza. — Meu rosto está horrível, estou com alguma doença de pele que não quero que o senhor veja, serei repulsiva para ti meu doce e amado rei. Peço perdão por tal situação, não quero ser uma atroz a ti nessa noite tão bela e majestosa como o senhor.
Ethan encara o rosto na escuridão, os traços finos do nariz e os lábios carnudos que o jovem rei conseguira ver no cassino, são similares com os que ele vê pela sombra projetada das luzes de fora do quarto. O rei sabe que a moça está a mentir sobre a sua aparência e acha aquilo engraçado, pensando que a jovem dama que se encontra agora a sua frente está a fazer um joguinho de desejo e sedução para cima dele. Faz tempo que o rei não se sente entretido assim por uma mulher e permite que o falso pretexto continue, afinal, ele não quer engatilhar o trauma de cinco anos atrás na pobre donzela.
— Entendo, minha querida — ele responde com a voz carregada de sarcasmo, seus olhos se estreitam pelo corpo da jovem que está usando um roupão. — Quando se sentires melhor, irei vê-la novamente.
— Perfeito, meu rei — Jennifer responde, seu coração está palpitando rápido dentro de seu corpo, fazendo com que a moça quase fique sem folego. — Há uma coisa que eu gostaria de pedir permissão para o senhor, meu doce rei.
Um sorriso malicioso surge nos lábios do rei ao ouvir a voz da Jennifer.
— O que você quiser, será seu minha dama — ele diz com a voz sedutora.
— Descobri no dia de hoje que minha mãe está muito doente — Jennifer mente, da sua voz há um tom de choro preso e até mesmo em seus olhos há lagrimas prontas para caírem. — Faz tantos anos que eu a não a vejo. Gostaria de poder sair do castelo com a sua autorização majestade e ir cuidar da minha pobre mãe doente. Sou a única filha que ela tem, meu senhor.
Jennifer reza para qualquer deus que exista para que o rei acredita em suas mentiras e permita que ela saia. Seus olhos continuam mirando o chão, não querendo arriscar que o rei perceba as falsas semelhanças que existem entre ela e Lydia, cinco anos se passaram, porém Jennifer não sabe que o rei quase não se recorda de nada daquela noite e o resto de Lydia no dia seguinte, é um borrão agora para o rei. Somente a pintinha de coração e o cheiro de lavanda, se mantem firme nas memórias do rei.
Ethan ri com a tentativa de Jennifer de escapulir do castelo com mais liberdade. O rei sabe que ela está a mentir, porém, ele acredita que é para que ela possa continuar seus joguinhos de sedução e por causa disso, ele permite que a façanha se mantenha.
— Claro minha senhorita, você deve cuidar de sua mãe, é seu dever como filha leal e dedicada que é. Tens minha permissão para ir visita-la, cuide bem de sua mãe e quando ela melhorar, volte para o castelo imediatamente — Ethan ordena.
— Obrigada, Vossa Majestade — Jennifer agradece aliviada.
Após a saída de Ethan do cassino, Lydia consegue continuar seu trabalho com os outros clientes mais exclusivos sem qualquer incidente. A jovem mulher porém, não consegue retirar da sua cabeça a discussão que teve com o rei, após o seu sangue ter esfriado e a irritação ter passado, Lydia fica chocada ao notar que ela havia brigado com o rei. Nem mesmo em seus tempos de castelo, quando trabalhava no palácio, ela havia conhecido o rei pessoalmente ou sequer falado com ele, quem diria ter brigado com ele.
— Meu Deus! Eu joguei champagne no rei! — Lydia comenta abismada consigo mesma.
— O que você disse querida? — uma colega de Lydia pergunta confusa.
— Nada, querida, nada — Lydia se apressa a responder com uma risada nervosa saindo no final.
Ao chegar em casa após ter finalizado mais um expediente, Lydia é bombardeada por sua mãe com críticas sobre o estado da casa.
— Lydia, olha essa pilha de louça na pia. Seus filhos fizeram tanta bagunça hoje que não consegui fazer nada nessa casa. Você precisa ser mais empenhada nos serviços dessa casa, essas crianças e vocês não servem para nada — Beatriz prolifera suas palavras duras enquanto assiste sua novela, ela nem sequer olha para a Lydia ao chegar. — O dinheiro daquele lugar pecaminoso mal está cobrindo os custos de vocês todos morarem sob o meu teto. Já se faz cinco anos, você precisa fazer algo de útil nessa vida.
— Tá bem, mamãe. Pode deixar — Lydia responde sem discutir, ignorando todas as palavras acidas que sua mão despeja sobre ela.
A muito tempo Lydia não rebate os xingamentos e opressões de sua mãe, não gosta de gerar um ambiente toxico e briguento para os seus filhos. Infelizmente não há outro lugar que ela possa morar e sua mãe é a única pessoa que cuida de seus filhos sem cobrar por isso, Lydia paga praticamente todas as despesas da casa, já que segundo a sua mãe, ter seis pessoas naquela casa é principalmente por culpa de Lydia.
A jovem mãe sobe as escadas com o cansaço sob os seus ombros, mas se prepara para verificar seus filhos que já estão na cama. Sempre que Lydia volta do trabalho, a primeira coisa que a mamãe coruja faz é dar um beijo de boa noite em seus filhos, mesmo que a Beatriz já tenha colocado as crianças na cama, sempre tinha algum filho dela ainda acordado quando ela chegava pronto para ser acolhido e afagado pelos braços calorosos e macios de Lydia. Dessa vez era seu filho mais velho.
— Mamãe! — seu filho grita ao ver Lydia chegar no quarto.
— Shhh! — Lydia faz o som e coloca o dedo na frente da própria boca. — Precisamos falar baixinho agora, meu príncipe.
— Disculpa mamãe — ele diz com a voz sonolenta e agora baixinha.
Ao se sentar na cama de seu filho, Lydia fica tensa ao notar algo no seu filho mais velho.