Capa do Romance A Rainha Rejeitada do Rei Licantropo

A Rainha Rejeitada do Rei Licantropo

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Após cinco anos de isolamento, Alina retorna à sua matilha apenas para enfrentar um destino cruel. Ao reencontrar suas raízes, ela descobre que seu companheiro predestinado é Aaron Robertson, o temido e poderoso Rei dos Licantropos. No entanto, em vez de acolhimento, a jovem Ômega é alvo de traições e acusada de um crime que jamais cometeu. Subestimada por sua suposta fraqueza, ela acaba condenada à morte pelo próprio Rei, que se recusa a acreditar em sua inocência.

A Rainha Rejeitada do Rei Licantropo Capítulo 1

Ponto de Vista de Alina

Para salvar minha vida, corri pela floresta sombria.

Ao longe, pude ver outro território e, na tentativa de chegar lá, acelerei o passo. Porém, antes que eu pudesse chegar até lá, alguns lobos me barraram.

Quando senti o cheiro deles, logo soube que eram renegados.

"Por que todos os perigos estão surgindo para mim? Não há ninguém para me salvar agora, e não há como eu salvar minha vida."

Fiquei apavorada quando os lobos renegados começaram a rosnar para mim. Quem me salvaria?

Não havia ninguém no mundo que eu pudesse chamar de meu.

Os renegados podiam sentir meu cheiro, e foi por isso que vieram atrás de mim, sabendo que eu era uma ômega sem companheiro. Qualquer lobo macho poderia se sentir atraído por ômegas ou querer tê-las para si.

Pensando nisso, comecei a tremer de medo.

De repente, os renegados pararam de rosnar e deram um passo para trás, olhando para o que estava atrás de mim, e foi então que tive um pressentimento de que havia alguém ali.

Logo depois, senti o cheiro da pessoa de quem eu estava fugindo.

De repente, o homem acançou por trás de mim e foi até os renegados. Como ele estava de costas para mim, não pude ver seu rosto, mas mesmo o observando assim, qualquer um poderia perceber que ele tinha uma aura obscura.

Ele virou a cabeça lentamente para o lado e disse com sua voz profunda:

"Você se esforçou tanto para fugir, não foi? Mas sabe muito bem que não pode escapar de mim. Ninguém poderá te salvar da morte. Você tem que morrer. Quero ver você morrer brutalmente."

Minhas mãos começaram a tremer, minhas pernas a cambalear e minha respiração a ficar ofegante, e tudo o que eu conseguia sentir era medo.

Assim que ouviram essas palavras, os renegados começaram a rosnar para mim. Sabendo quem estava diante deles e que não conseguiriam escapar, eles não tentaram fugir, mas sim me atacar na esperança de que o homem se solidarizasse com eles, os perdoasse e os deixasse ir.

Ao ver o que eles estavam tentando fazer, o homem estreitou os olhos para os renegados.

"Não tenho tempo para brincar com vocês", ele disse com raiva para os renegados antes de se transformar imediatamente.

Quando o vi se transformar, fiquei com medo. Seu lobo era enorme, com um pelo cinza-escuro que não parecia sujo, mas sim puro.

Diante dele, os renegados pareciam tão pequenos...

Num piscar de olhos, ele matou todos os eles, mordendo seus pescoços e os dilacerando.

Quando o lobo se virou e me olhou com seus olhos vermelhos, caí no chão de medo.

Lentamente, o lobo se aproximou de mim, o sangue escorrendo de seus dentes.

Assustada, pressionei as palmas das mãos contra o rosto e fechei os olhos com toda a força.

De repente, o lobo cerrou os dentes e pulou em cima de mim.

"AAAA!!!!"

Gritei com todas as minhas forças.

"Alina, o que aconteceu com você?"

Quando uma voz me chamou e deu um tapinha no meu ombro, franzi a testa.

Ao abrir os olhos, olhei ao meu redor.

Eu estava no meu quarto!

Eu não estava na floresta?

Me sentei, dei um tapinha nas minhas bochechas e depois suspirei. Meu coração estava acelerado e meu corpo inteiro suava.

Nas últimas semanas, eu vinha tendo o mesmo sonho todos os dias. Era um pesadelo, mas que parecia muito real para mim.

"Alina? De novo o mesmo sonho?"

Quando olhei para o lado, vi Crystal, minha melhor amiga, sentada na beirada da cama.

Em resposta, acenei com a cabeça.

"Não se preocupe. É só um pesadelo", disse Crystal, dando um tapinha nas minhas costas. "Quer beber um pouco de água?"

"Hum."

Então, Crystal serviu e me entregou um copo de água.

Bebi o copo inteiro de uma só vez. Mesmo assim, ainda estava inquieta.

Olhando para minha melhor amiga, perguntei: "Quando você chegou aqui?"

"Enquanto você estava tendo pesadelos."

Suas palavras me fizeram rir.

Eu morava no dormitório, minha melhor amiga tinha um quarto bem em frente ao meu, e tínhamos as chaves dos quartos uma da outra.

Crystal e eu éramos amigas há dez anos, desde que nos conhecemos na escola primária, quando tínhamos dez anos. Depois, nós duas nos mudamos para o exterior para fazer o ensino superior.

"Alina, você não vai à casa da matilha há cinco anos. Mas me prometeu na semana passada que iria comigo amanhã na nossa matilha. Se esqueceu disso?", perguntou Crystal.

"Por que eu iria querer voltar para a matilha? Meus pais não me amam. Nos últimos cinco anos, eles nunca tentaram entrar em contato comigo. Aposto que eles não ficarão felizes se eu for lá", respondi com um tom chateado.

"Mas você me prometeu na semana passada. E você é uma mulher de palavra, não é?", disse Crystal, tentando me convencer.

"Está bem, eu vou. Mas só por você, porque não quebro promessas."

"Essa é minha garota. Venha aqui, me deixe te abraçar."

"Não. Não me abrace. Estou toda suada", eu disse, saindo da cama.

"Sempre penso nos seus sonhos, Alina. O homem não vem sempre para te salvar nos seus sonhos?"

Pegando minhas roupas no armário, balancei a cabeça e respondi: "Não, ele sempre vem para me salvar, mas diz que é ele quem quer me matar. Ele afirma que tem o direito de me matar."

"Que estranho! Achei que ele fosse seu cavaleiro de armadura brilhante."

"Nunca me senti segura nos meus sonhos quando ele vinha me salvar. Era como se eu já soubesse que ele iria me matar. Na verdade, eu estava fugindo dele", expliquei o sonho para Crystal.

"Não se preocupe. Talvez você esteja muito estressada, e é por isso que fica sonhando com isso. O homem é só coisa da sua imaginação. Por que alguém tentaria te matar?", disse Crystal, e eu acenei com a cabeça.

Quando eu estava prestes a ir ao banheiro tomar banho, ela perguntou com entusiasmo:

"Mas como é o homem dos seus sonhos?"

Parando na porta, respondi:

"Ele irradiava uma aura sombria. E eu sempre via seu rosto de perfil. Ele era um homem muito bonito."

"Está falando de um inimigo imaginário bonito que quer te matar todas as noites no seu pesadelo?"

Em resposta, dei uma risadinha. "Sim."

Então, fui tomar banho.

Depois de tomar banho e vestir roupas confortáveis, saí do banheiro e, ao olhar em volta, percebi que Crystal não estava mais no meu quarto.

Após secar meu cabelo, o prendi num rabo de cavalo alto e me olhei no espelho. Embora eu tivesse vinte anos, todos que me viam achavam que eu era uma garota de dezesseis ou dezoito, dizendo que eu parecia muito jovem para minha idade.

Saindo do meu quarto, bati na porta de Crystal, que rapidamente a abriu e olhou para mim, dizendo: "Vamos."

Acenando com a cabeça, eu disse: "Vamos, estamos atrasadas por causa do meu pesadelo irritante."

"Não, não é assim. Não se preocupe. Se corrermos, podemos chegar à aula rapidinho. Embora eu não seja uma lobisomem como você e não possa me comparar à sua força, posso tentar", disse Crystal.

Olhando nos olhos verdes de Crystal, pensei em como ela não era uma lobisomem como eu, mas sim uma bruxa, filha de uma bruxa muito poderosa. Sua mãe foi a bruxa real da nossa matilha, então em breve, Crystal também seria, assim como sua mãe.

Cinco anos atrás, Crystal perdeu a mãe, que a amava muito mas faleceu cedo demais, sem que ela nem pudesse se despedir.

"E daí se você não é uma lobisomem?", eu disse. "Nós lobisomens temos força física, enquanto as bruxas têm a coisa mais poderosa, que é seu poder mental. Você pode fazer qualquer coisa com suas habilidades."

Enquanto conversávamos e caminhávamos pelo corredor, vimos de repente algumas garotas se aglomerando em volta de alguém.

"Esse homem está chamando a atenção todos os dias", disse Crystal, com o olhar atraído pela multidão.

"Sim, ele é o crush nacional daqui", respondi com uma risada.

"Alina, ouvi dizer que ele é um Alfa de sangue puro. Você também é uma lobisomem. Quer que eu apresente vocês dois?", perguntou Crystal, balançando as sobrancelhas.

"Ah, por favor, não, obrigada", respondi, olhando para a multidão. Foi então que vi o homem que minha melhor amiga acabara de descrever como um Alfa de sangue puro.

Ele não era outro senão Rick Miller, uma figura popular na universidade. As pessoas diziam que ele não queria ser o Alfa líder da sua matilha, então veio para cá e começou a estudar com outras criaturas. Aqui, todos eram livres para namorar quem quisessem, sem limites ou regras de ter o mesmo nível ou status.

Dando um tapinha no meu ombro, Crystal perguntou: "O que houve? Se apaixonou à primeira vista?"

Em resposta à sua pergunta, dei uma risada. "Não, não sou como você. Você é quem se apaixona à primeira vista. Mas você nunca me disse quem ele é. Você até vai à casa da matilha a cada três meses para ver seu príncipe encantado, não é?"

Lembrei-me do dia, quatro anos atrás, em que Crystal voltou das férias e me contou sobre o homem por quem se apaixonou. Naquela época, eu não acreditei nela, mas ela continuou indo à casa da matilha a cada três meses para vê-lo, como se estivesse obcecada por ele.

"Shhh. Não fale sobre ele aqui. E ele não é nenhum príncipe encantado", sussurrou Crystal para mim.

"Sério? Então quem ele é?", perguntei brincando. Achei que Crystal ignoraria minha pergunta novamente, mas desta vez, ela me respondeu num tom mais baixo, embora eu a ouvisse claramente.

"Ele é o Rei Licantropo."

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