— Boa tarde, Sou Maycon Corppin — ele diz, e a sua voz faz com que o meu corpo inteiro se arrepiasse.
— O filho do Sr. Corppin, certo? — Ele assente. — Vou avisá-lo de
que está aqui. — Ligo para sala do Sr. Corppin, que autoriza sua entrada.
— Pode entrar, ele já está te aguardando. — Ele sai sem ao menos olhar para mim ou dizer um “obrigado”. Já começamos bem!
Alguns minutos se passam quando sou chamada para entrar na sala. Caminho até lá, minhas mãos suam por causa do nervosismo, abro a porta e entro.
— Maycon, esta é...
— É a minha secretária, não é mesmo? — Antes que seu pai terminasse, ele responde. Abre um sorriso malicioso, o tom de desdém era perceptível em sua voz.
Ele está achando o que, hein?
— Sim, ela será sua secretária. O nome dela é Diana Williams. Ela irá te auxiliar em tudo aqui, vai ser seu braço direito. Qualquer dúvida, pergunte a ela. — Faço um breve aceno com a cabeça e saio da sala. Pelo visto, as coisas não vão ser tão boas como eu imaginei.
Recolho meus pertences para ir embora, meu expediente já havia acabado. Fiz uma pequena despedida para o Sr. Corppin e ele apresentou a todos o mais novo chefe. As mulheres da empresa ficaram loucas. Ele nem é tudo isso. Adrya foi a que mais se atirou nele e ele gostou. Eles não pararam um minuto sequer de trocarem olhares, e ela estava toda risonha. Credo, dava até ânsia de vômito só de pensar. Ela é uma moça muito bonita, diferente de mim, que tenho a pele pálida, ela é morena; tem os cabelos negros e olhos castanhos claros; suas curvas são perfeitas. Ela não é de se jogar fora.
Saio dos meus devaneios e chamo o elevador. Enquanto aguardo, ouço o barulho de sapatos no chão, viro para verificar quem é, e lá está ele, o deus grego/galinha. Talvez ele seja um pouco bonito ou muito bonito. Percebo quão elegante ele é, e charmoso. As portas do elevador se abrem, enquanto ele me dá um sorriso daqueles de tirar o fôlego. Era bonito, mas não cairia
nessa. Ele me aponta o elevador e eu apresso os passos para entrar, fico no canto do elevador quieta para que ele não falasse comigo. A temperatura estava quente, o calor era palpável. Será que eu estou pegando fogo? Começo a me abanar tentando amenizar o calor.
— É isso o que causo nas mulheres... — ele diz.
— Do que você está falando?
— Nada, querida. — Ele me dá uma piscadela.
As portas do elevador se abriram e eu, mais apressada do que entrei, saio, aceno para ele em despedida e vou em direção ao meu carro.
— Ei! — ouço ele me chamar.
— Oi? — respondo sem olhar para trás.
— Vou sair para comer, gostaria de ir comigo?
— Hum, não. Obrigada! Quem sabe da próxima? — Corra do diabo como se corre da cruz, meu subconsciente gritava para mim. Se o ditado era assim? Eu não sei, mas caiu muito bem. Ele me olha estranho, não o entendo muito e nem faço questão.
— Vamos lá, aproveitamos para conversar sobre a empresa e você me passa o que devo saber. Vamos? Meu pai disse que você me ajudaria. —Foi golpe baixo, usar isso para me convencer.
— Ok, eu vou. Mas é pelo seu pai e não posso demorar muito, tenho um compromisso.
— Isso aí garota, vamos lá.
— Onde iremos?
— Venha comigo, peço ao Claiton para deixar o seu carro em casa.
— Não acho que seja necessário, posso ir nele e nos encontramos lá.
— Você é sempre tão chata? Larga disso e vamos logo, "tenho compromisso ”— zomba de mim. Não tem nem 5 minutos que estamos conversando e ele já me irrita tanto. Vou como uma criança birrenta batendo os pés, deixo minhas chaves e meu endereço na portaria com o seu “capacho”. Entro em seu carro, um Porsche vermelho com bancos de couro, o aroma é bem agradável, tem o leve cheiro do seu perfume. O caminho foi longo e silencioso. O carro para em frente à um restaurante bem elegante, de fachada dourada e branca. O Hall de entrada tinha alguns sofás e uma mesinha com uma variedades de bebidas. Passamos por um largo corredor, chegando a um vasto salão com várias mesas e som ambiente, deixando o local mais leve. Está bastante lotado com pessoas muito bem arrumadas. Não estou com roupas adequadas para este lugar. O restaurante tem um toque rústico que combina muito bem com os móveis, tem várias janelas de vidro que davam para ver a paisagem linda de Chicago. Maycon está na minha frente, indo em direção a uma mesa. Ele puxa a cadeira para que eu sente, faço um aceno com a cabeça em sinal de agradecimento, e ele se senta à minha frente. Me olha nos olhos e dá um sorriso de canto.
— Quanto tempo está na empresa? — pergunta ao se acomodar na cadeira, me fitando por alguns segundos.
— Creio que a uns 8 anos.
— É um bom tempo de experiência, me fale um pouco sobre você.
— Sobre mim? Não tenho muito o que falar. E afinal, eu estou numa entrevista?
— Sim, sobre você. Me fale o pouco que tem, e não, não estamos em uma entrevista. Apenas gostaria de conhecer um pouco da pessoa que vai passar tanto tempo ao meu lado. — Ele dá um sorriso sacana.
Os sorrisos dele me causam algo entre as pernas que não sei explicar, é muito estranho e excitante.
— Fiz faculdade de arquitetura, mas muita coisa aconteceu na minha vida e não pude exercer. Perdi meus pais bem nova, então tive que trabalhar cedo.
— Lamento muito por isso.
— Obrigada, mas não precisa.
O garçom chega a nossa mesa para anotar nosso pedido.
— Para mim, um camarão de saquê com molho de limão e uma garrafa de bourbon. Tudo bem para você o bourbon? — Maycon pergunta.
— Sim, gosto. — Olho o cardápio e faço o meu pedido. — Quero um linguine salteado com camarão e gengibre, por favor. — O garçom anota o pedido e sai.
— Tenho uma curiosidade — dispara.
— Pelo visto, você tem várias, pode dizer. — Me seguro para não revirar os olhos.
— Você não tem namorado? — Fico desconfortável com sua pergunta, tiro o pigarro da garganta e respondo.
— Não, não tenho, apenas uns casos por fora, nada demais.
Ele fica em silêncio, apenas me observando. Ficamos sustentando o olhar um do outro até que o garçom chega em nossa mesa, quebrando o clima. Endireito na cadeira, meu prato parece estar ótimo e de fato está. Saboreio cada pedacinho que está na minha boca. Pego-o me observando, sinto meu rosto esquentando de vergonha, não vejo a hora de ir embora. Comemos nossas refeições em silêncio, o clima está um pouco estranho,
então tento puxar conversa.
— Não vai falar nada sobre você também?
— O que quer saber?
— Algo relevante. — Espero uma resposta, mas seus olhos saem de mim para uma moça morena, alta, de peitos grandes e corpo curvilíneo. Ela joga os cabelos para o lado e para o outro. Se fosse uma “eu” da vida, estaria de torcicolo ou os cabelos estariam iguais a para-raios. Maycon olha para ela e lança um sorriso malicioso. É sério que ele dá esse sorriso a todas? Não acredito que vou passar por isso. Ela se aproxima da nossa mesa e ele olha fixo para seu decote.
— Oi senhorita, o que faz por aqui sozinha?
— Estou em busca de algo para comer, e pelo visto, já encontrei. — Ela me olha de lado e sorri.
— Com toda certeza, encontrou. — Ele se levanta e beija a mão da Srta. Peitões. Mexe em sua carteira, tira uma quantia e joga na mesa e põe outra em minha mão. — Aqui está o dinheiro para o táxi.
Fico estatelada olhando para ele, sem acreditar no que ele está fazendo.
Uma raiva cresce em mim, pego o seu dinheiro e jogo na mesa.
— Muito obrigada, mas não quero. Se me der licença. — Saio em passos largos, fervendo de raiva.
Estendo a mão ao trânsito e um Táxi para, entro rápido e vou murmurando de lá até em casa. Ele me devia ao menos respeito, falou que me levaria para casa e queria me deixar lá sozinha? Ele é um grande otário. Chego em casa mais calma, tomo um banho bem demorado. Tinha marcado com Jullia de sairmos para as compras hoje, as 19:30. Eu ainda tenho tempo.
Estamos no shopping, contei o acontecido de mais cedo a Ju e ela o odiou assim como eu. O pior dessa
história toda é que eu teria que aturá-lo por bastante tempo. Fui ao salão e fiz um corte no cabelo, combinou bastante comigo e com meus cabelos loiros; fiz as sobrancelhas, depilação por completo, unhas e minhas massagens para manter o corpo em dia. Estou me sentindo muito bem agora, compro algumas roupas novas e mais algumas coisas que estava precisando.
Deixo Jullia em casa e vou para minha. No caminho, meu telefone toca, olho e é o Diego, meu ficante de quase nunca. Ficamos quando ele está na cidade, o que é bem raro. Ele é moreno claro, alto, cabelos castanhos e olhos verdes, seu corpo definido era de enlouquecer qualquer uma.
— Oi.
— Oi Di, está em casa?
— Estou indo pra lá agora, por quê?
— Estou aqui na frente do seu prédio, vim a cidade de última hora.
Algum problema se eu te esperar?
— Não, problema algum, estou a duas quadras daí.
— Ok.
Alguns minutos depois, chego no meu prédio e lá está ele; de terno cinza, com seus cabelos muito bem penteados, encostado em seu carro de pernas cruzadas. Diego é um grande empresário e nunca tem tempo para romances, a vida dele é muito corrida. Os portões se abrem, eu entro, e ele logo atrás em seu Audi Q7 cinza. Estaciono e ele faz o mesmo ao meu lado. Saio do carro me sentindo super bem, ele vem em minha direção e me analisa com seus olhos verdes claros.
— Uau, querida! O que eu perdi por aqui? Você está linda, amei seu novo corte de cabelo. — Ele passa a mãos nos fios.
— Só queria mudar um pouco, fui fazer algumas compras e aproveitei para ir ao salão.
— Abro o porta-malas e tiro as sacolas.
— Fez bem, minha garota. Trouxe um bom vinho para tomarmos e a comida que você ama, do Wikis.
— Que bom, estou faminta.
Ele me ajuda com as sacolas e leva para o elevador. Enquanto subíamos, conversávamos sobre o que tínhamos feito ultimamente, ele, como
sempre, comprando ações, fazendo contratos; e eu, estou na mesma o que não é novidade. Deixo as sacolas no quarto, e volto a cozinha, Diego está sentado em um dos bancos que tem na ilha central, já com duas taças prontamente cheias. Ele me entrega uma enquanto ligo o som, uma música calma e agradável. Pego talheres e pratos para podermos comer.
Batemos um bom papo, enquanto tomávamos uma garrafa de vinho quase toda. O clima começa a esquentar, ele acaricia as minhas costas, me fazendo arrepiar por inteira. Passo minhas unhas em seu peito ainda coberto pela blusa, vou desabotoando botão por botão enquanto ele me beija, um beijo quente e saboroso. Sinto o gosto de desejo nele, o que me deixa excitada.
Ele passa suas mãos em meu corpo, descendo para minha bunda e dá um bom aperto. Sobe para minha blusa passando os polegares em meu decote e depois desfaz os botões, fazendo meus peitos saltarem duros e pesados para fora. Ele beija o meu pescoço e desce para meus seios, que o recebem com alegria. Ele chupa gostoso, roçando sua língua no bico, enquanto com a outra mão massageia meu outro seio.
Eu já estava inteiramente pronta para ele. Sinto seu membro rígido em baixo de mim, deixando minhas pernas moles. Diego para o que está fazendo e me segura com força, para me levar ao quarto. Me joga na cama e tira seus sapatos, logo em seguida, sua calça, e já posso ver sua rigidez na cueca, pedindo por mim. Termino de tirar minha blusa, meu jeans e minha lingerie.ico completamente nua sob seu olhar.
Ele se aproxima de mim e dobra minhas pernas, para que possam ficar no alto. Lentamente, se aproxima do meu sexo enquanto me encara. Já posso sentir sua respiração próxima de mim e então, sinto sua língua percorrer meu sexo fazendo voltas em meu clitóris. Ele me penetra dois dedos enquanto movimenta sua língua. Meu corpo se perde em meio à tantas sensações, estremeço por inteira em volta de sua boca. Ele se arrasta para perto de mim, e antes que eu recuperasse meu fôlego, ele me penetra com força, arrancando de mim um gemido alto. Seus movimentos é constante, sem vacilar em momento algum. Ele aperta meus seios e geme.
— Estava com saudades de você, não tem mulher melhor. — Dá um beliscão de leve em meu seio, vibro de tesão. Ele me vira de costas e me põe de quatro, em seguida, me penetra com mais força ainda em um vai e vem ritmado. Sinto meu ventre se contrair e sinto vontade de que esta sensação se prolongue por mais tempo. Porém, ele faz com que eu goze ainda mais rápido e dessa vez, ele também. Caio na cama com ele ao meu lado, acariciando os meus cabelos.
— Você está maravilhosa, como sempre. — Me elogia com carinho.
— Você também. — Sorrio torto em forma de agradecimento.
— Vamos tomar um banho?
Aceno com a cabeça, levanto-me e vamos ao banheiro tomar uma ducha vaporosa.
Capítulo 4
cordo com o despertador aos berros em meu ouvido. Mas que coisa chata, em!?
Diego dormia tranquilamente ao meu lado, seu rosto sereno mostra o quão bonito ele é. Levanto ainda sonolenta e vou ao banheiro para meus cuidados matinais, visto um vestido justo ao corpo na cor vinho, com decote em 'V' sem manga, que desce até a altura do joelho, me dando um ar sexy. Coloco meu sapato alto preto de solado vermelho, faço uma maquiagem bem feita e, para completar, um batom vermelho fosco.
Me olho no espelho pela última vez e quase não me reconheço, aquela mulher era excepcionalmente linda e a muito tempo não me via assim, apesar de sempre me arrumar. Creio que o corte de cabelo me caiu bem, muito bem. Volto ao quarto e encontro Diego totalmente arrumado, seu cabelo impecavelmente no lugar com sua postura de homem importante.
— Bom dia meu bem, você está linda. — Ele sorri e me dá um selinho.
— Bom dia, obrigada. Dormiu bem?
— Melhor que nunca, e você?
— Muito bem, vou fazer algo para comermos. — Sorrio.
— Estou um pouco atrasado e eu queria levá-la ao trabalho. — Ele acaricia minhas costas.
— Então vou pegar minha bolsa, tomo café na empresa.
— Ok.
Pego minha bolsa e saímos do apartamento. Fizemos o percurso do meu trabalho conversando sobre diversas coisas. Ele para o carro na frente do meu trabalho e abre a porta para mim, me ajudando a sair, colando seu corpo no meu.
— Até logo.
— Até logo. — Sorrio. Ele me dá um beijo calmo e depois desgruda de mim. Caminha até seu carro e solta um beijo no ar.
Fico na calçada como uma adolescente apaixonada, esperando que ele sumisse do meu campo de visão. Não que eu estivesse apaixonada por ele, mas ele era fácil de se apegar, era um homem incrível.
Entro na empresa e vou para o elevador. Ao chegar lá todos que entravam me olhavam diferente, os homens principalmente, e ainda me lançam aqueles sorrisos sacanas. As portas se abrem na presidência e eu saio. Cheila já aguardava os meus comandos. Peço a ela para enviar a relação do dia para meu iPod e arrumar a sala de reunião para daqui a 2 horas. Ela prontamente segue o meu pedido. Maycon, ou melhor dizendo... Sr. Corppin já está em sua sala analisando os contratos. Bato de leve na porta e tento ser o
mais profissional possível para não transparecer a minha raiva.
— Bom dia, Sr. Corppin. — Dou um sorriso breve.
— Bom dia, Srta. Williams. — Lança um sorriso que acabou com todos os problemas mal resolvidos da noite anterior, me olhando dos pés a cabeça com desejo. Coro na hora, ele parece se divertir com meu desconforto.
— Está cor lhe cai muito bem —diz..
— Hum... Obrigada.
— E então? O que faz eu ter sua presença ilustre na minha sala? — Já tinha até esquecido do que eu iria fazer ali.
— Vim saber se quer que eu passe sua agenda por e-mail ou posso falar o que está marcado para hoje?
— Pode sentar, estou ouvindo... — Ele apoia sua cabeça entre as mãos, com os cotovelos apoiados na mesa.
— Ok. Agora pela manhã, teremos uma reunião com os desenvolvedores de projetos digitais. Pela tarde, faremos uma visita a uma das filiais de um prestador de serviço da Marketing Corporation, e depois, mais uma reunião.
— Quanta coisa em, vamos ao trabalho — diz, nada animado.
— Se o senhor quiser, posso enviar toda a agenda do mês para o seu e- mail só para ficar a par dos compromissos agendados. E, a cada dia, lhe repasso a agenda para se lembrar. Vai ser mais prático, eu acho…
— Por mim, tudo bem, é uma ótima ideia.
— Certo, vou fazer isso imediatamente, com licença. — Lhe dou as costas para voltar a minha mesa.