ELIZ HANT
Eu queria sentir raiva desses três, mas não conseguia. Meu corpo estava queimando de desejo naquele momento.
Eliel segurou minha mão e me conduziu até o andar de cima. A casa era enorme, bem moderna, com móveis claros e de bom gosto.
- Vocês são seguranças e têm uma casa dessas? Ser segurança paga tão bem assim?
A risada de Eliel ecoou pelo corredor. Ele me puxou para mais perto, abraçando minha cintura enquanto andávamos.
- Temos outras fontes de renda, amor. Podemos te dar a vida de luxo à qual está acostumada.
Ele disse, e eu adorava a proximidade dele. Apesar de me sentir uma anã, ele era muito alto e ainda musculoso. Eu, com meus um metro e cinquenta e seis, realmente me sentia pequena perto dele e de seus irmãos.
- Não quero que me deem nada. Só me deixem ir.
- Pare de dizer isso, Eliz. Nos dê uma chance.
Eliel abriu a porta de um quarto. Assim que entrei, percebi que a outra fonte de renda deles devia ser muito boa.
A cama king-size, com sua cabeceira estofada que se estendia pela parede, era o destaque do ambiente, cercada por luminárias pendentes que emanavam uma luz suave.
O piso de madeira contrastava perfeitamente com o tapete macio, enquanto o painel ripado, onde a TV estava embutida, adicionava um toque moderno.
Ao lado, o closet de portas de vidro iluminadas, uma poltrona de veludo próxima à janela panorâmica com cortinas automatizadas. Realmente, lindo e luxuoso. Eu me sentia em casa ali. Até parecia um pouco com meu quarto. Mas eles nunca entraram no meu quarto. Como saberiam?
- O banheiro é ali. Tem roupas para você no closet.
- Tem roupas para mim?
- Sim, compramos para você.
- Há quanto tempo estavam planejando me sequestrar?
Eliel soltou uma risada, me puxou e colou seu corpo no meu.
- Desde que colocamos os olhos em você, amor. Caso não nos desse atenção.
- Realmente são malucos.
- E você é toda desses malucos.
Eliel me beijou, e seu beijo suave me incendiou de novo. Eu os queria. Ah, como os queria... Mas, infelizmente, eu não podia fugir do meu casamento.
- Vou ajudar meus irmãos. Se precisar de algo, nos chame. E não tenha a ideia de tentar fugir. Há câmeras por todos os lados e está tudo trancado. Não tente nada que possa te machucar.
Ele avisou quando me soltou do beijo e saiu, me deixando sozinha no quarto.
Entrei no banheiro, admirando cada detalhe da decoração sofisticada. A água quente relaxou meus músculos tensos enquanto eu tentava assimilar tudo o que havia acontecido.
Ainda não acreditava que estava ali, sequestrada pelos três homens que faziam meu coração bater mais rápido do que deveria. Esdra, Enos e Eliel.
Cada um com sua personalidade única, mas igualmente perigosos para minha sanidade. E eu adorava que fossem assim.
Saí do banho enrolada na toalha macia e caminhei até o closet. Assim que abri as portas, fiquei paralisada.
O espaço era enorme, repleto de roupas organizadas perfeitamente. E tudo, absolutamente tudo, era do meu tamanho e seguia exatamente o meu gosto.
Meu coração acelerou. Como eles sabiam disso? Como podiam conhecer cada detalhe das minhas preferências?
Passei a mão pelos tecidos finos, hesitante. Escolhi um conjunto confortável, um short de algodão e uma blusa de manga curta, e me vesti, ainda intrigada com tudo aquilo.
Respirei fundo e decidi descer. Não adiantava me trancar ali e fingir que não estava presa com eles. Infelizmente, teria que arrumar um jeito de fugir e cumprir o que prometi.
Assim que cheguei ao andar de baixo, fui recebida pelo aroma delicioso da comida. O cheiro dos temperos se misturava ao do café recém-passado, criando um ambiente quase acolhedor. Se não fosse pelo fato de que eu estava sendo mantida ali contra a minha vontade. Bom, nem tanto contra a minha vontade.
Caminhei silenciosamente até a cozinha e parei na entrada, observando a cena à minha frente.
Esdra estava cortando legumes com precisão, sua expressão séria como sempre. Ele parecia completamente focado na tarefa, como se estivesse realizando uma missão importante.
Eliel mexia algo na panela enquanto cantava uma melodia baixa, um sorriso satisfeito nos lábios. Já Enos, inclinado sobre a mesa, montava pratos com uma concentração que me fez sorrir sem querer. Eles pareciam tão... naturais juntos, como se cozinhar lado a lado fosse algo que sempre haviam feito.
- Vai ficar aí nos espiando ou vai se juntar a nós?
A voz de Eliel me puxou de volta à realidade. Ele se virou com aquele sorriso travesso e me encarou como se soubesse exatamente o que eu estava pensando.
- Eu só estava sentindo o cheiro da comida. - Murmurei, cruzando os braços numa tentativa de parecer indiferente.
- Espero que esteja com fome, porque fizemos algo especial para você. - Disse Enos, me lançando um olhar intenso que me fez desviar o olhar, já ficando excitada de novo.
- Especial? - franzi a testa, desconfiada.
- Sim. - Respondeu Esdra, finalmente levantando os olhos para mim. - Sabemos que você gosta de comidas bem temperadas e nada muito industrializado, então preparamos algo de acordo com o seu gosto.
Meu coração falhou uma batida. Mais uma vez, eles demonstravam saber sobre mim mais do que deveriam. Isso deveria me assustar, mas, em vez disso, senti um calor incômodo se espalhar pelo meu peito.
- Vocês parecem saber muitas coisas sobre mim. - Disse devagar, observando suas reações.
Eliel riu e se aproximou, apoiando-se no balcão, me olhando nos olhos.
- Claro que sabemos, baixinha abusada. Você acha que íamos sequestrar uma mulher sem conhecer cada detalhe dela?
Arqueei uma sobrancelha, irritada com o tom casual dele.
- Costumam fazer isso com frequência? Sequestrar mulheres?
- Talvez. - Eliel disse, com seu tom de deboche.
Cruzei os braços, determinada a não mostrar que senti ciúmes, mesmo sabendo que ele estava me provocando.
- E por quanto tempo pretendem me manter aqui?
Enos se aproximou, e sua proximidade me fez prender a respiração.
- Até você entender que pertence a nós.
Minha garganta secou. Eu deveria gritar, protestar, lutar. Mas, no fundo, uma parte de mim se perguntava por quanto tempo conseguiria resistir a eles. Eu sabia que pertencia a eles, só não podia admitir.
ESDRA:
O cheiro dos temperos se misturava ao aroma dos legumes frescos que eu cortava. Eu nunca me importei com essas coisas, nunca fui de agradar ninguém.
Mas ali estava eu, como um tolo, preparando a salada favorita de Eliz, cozinhando os legumes no ponto certo, cuidando para que tudo ficasse do jeito que ela gostava.
Meus dedos firmes seguram a faca enquanto as lembranças inundaram minha mente.
O primeiro momento em que coloquei os olhos nela. Lembrei-me da primeira vez que a vi, anos atrás, quando eu, Eliel e Enos começamos a trabalhar como seguranças para Caroline, irmã de Eliz.
Naquela época, já a achava linda. Seu corpo perfeito, suas curvas marcantes, aquele jeito petulante e desafiador que só fazia com que eu quisesse domá-la. Mas Eliz não era uma mulher para ser domada, e foi exatamente isso que me prendeu a ela.
No começo, achei que fosse apenas uma atração física, nós já havíamos dividido mulheres antes, eu e meus irmãos. Era uma diversão, nada sério. Mas Eliz... Eliz era diferente.
Ela nos conquistou sem esforço, a forma como falava, como defendia sua irmã.
Quando Caroline ficou doente, Eliz cortou os cabelos para apoiar a irmã. Lembro exatamente do momento em que a vi de cabelo curto pela primeira vez.
Ali, tive certeza absoluta: Eliz era a mulher mais incrível do mundo. E se era incrível, só podia ser nossa. Não havia outro destino possível.
Não aceitava que um maldito casamento de conveniência a tirasse de nós.
Eliz veio até nós e começou a nos ajudar com o jantar. Sem dizer nada, passou a se mover entre nós, procurando o que fazer, mas só me deixava mais excitado essa proximidade, esse cheiro gostoso que só ela tinha. Eu estava louco por ela e não abriria mão.
O jantar foi num clima surpreendentemente amigável. Eliz ainda estava irritada com a gente, mas havia algo diferente em seu comportamento.
Ela estava mais solta, rindo das brincadeiras de Eliel e Enos, provocando-os com comentários sobre a comida.
- Sabe, estou surpresa. - Ela disse, pegando mais um pedaço da salada. - Eu jamais imaginaria que vocês saberiam cozinhar tão bem.
Eliel sorriu de lado, orgulhoso, pegando mais salada e levando até a boca de Eliz, que aceitou sorrindo.
- Acha que vivemos só de armas e brigas, baixinha abusada?
- Acho. - Ela respondeu provocativa, bebendo um gole de vinho.
Eu a observava com atenção, gravando cada detalhe dela naquele momento. As bochechas coradas pelo vinho, os lábios úmidos e brilhantes, os olhos atentos, como se estivesse tentando entender cada um de nós.
Ela não dizia isso em voz alta, mas gostava de estar ali conosco, onde era o seu lugar. Percebia nos pequenos gestos. Na forma como relaxava os ombros, no jeito que sorria sem perceber. Ela era tão linda, tão perfeita, tão nossa.
- E enquanto me manterem aqui, vão cozinhar para mim. - Ela disse com aquele sorriso lindo.
- Cozinho sempre que quiser, Eliz. - Falei, olhando-a. - Desde que fique aqui, conosco.
O sorriso dela se alargou por mais de um segundo, seus olhos brilharam.
- Isso é chantagem emocional. - Resmungou, espetando um pedaço de tomate com o garfo.
- É um aviso. - Eu corrigi. - Você já é nossa, Eliz. Não adianta lutar contra isso.
Ela ergueu o olhar, os olhos brilhando em desafio.
- Eu nunca fui de ninguém.
Me inclinei sobre a mesa, aproximando-me dela.
- Nunca foi, porque não nos conhecia. Agora que conhece, tem a quem pertencer.
O silêncio caiu sobre a mesa. Eliz não desviou o olhar e soube que havia conseguido atingi-la. Ela apenas sorriu e seguimos a nossa refeição.
Mais tarde, enquanto lavava os pratos, senti um olhar sobre mim. Não precisei me virar para saber quem era.
- Por que ainda está acordada? - perguntei, sem interromper o que fazia.
- Não consigo dormir. - Ela disse. Percebi que sua voz estava mais suave, menos afiada do que antes.
Sequei as mãos no pano e me virei para encará-la.
- Está pensando no casamento? - perguntei, indo direto ao ponto.
- Isso não importa mais, não é? - ela sorriu, mas havia algo triste no fundo daquele sorriso. - Vocês já estragaram tudo.
Me aproximei dela, parando tão perto que nossos corpos quase se tocavam.
- Estragar seria deixar você se casar com um homem que não te ama.
- Ele gosta de mim. E é só um casamento de contrato. - Ela argumentou.
Eliz ficou em silêncio por um momento, e eu apenas a olhei, admirando aquela que nos queria, mas não admitia.
- E vocês acham que me amam?
Ergui a mão, segurando o queixo dela com firmeza, mas sem força.
- Nós temos certeza.
Ela riu baixinho, não escondendo a satisfação em ouvir isso.
- Vocês são completamente loucos.
- Por você? Com certeza.
Consegui sentir o calor do corpo dela, o cheiro adocicado da pele. Ela me enlouquecia.
Me inclinei um pouco mais, os lábios quase tocando os dela, quando a voz de Eliel ecoou do corredor.
- Ah, qual é! Se for para agarrar a nossa mulher, faz isso onde eu possa ver também.
Eliel se aproximou de nós, junto com Enos, e logo nossa marrentinha estava entre nós, no seu lugar de direito, no único lugar onde devia ficar.
- Por que vocês têm que ser tão gostosos? - ela resmungou, se colocando nas pontas dos pés, esticando os braços até meu pescoço, me puxando para me inclinar até sua boca. E eu não hesitei por um minuto. Eu queria seu beijo, eu queria tudo dela, tudo para mim.
Quando nosso beijo aconteceu, a levantei nos braços. Enos atrás dela, começou a beijar seu pescoço e pequenos gemidos escaparam de nossa marrentinha.
- Você é tão mais adorável, se entregando assim para nós, baixinha abusada.
- Não estou me entregando... - Ela puxou Eliel para um beijo. Ele não se fez de rogado, beijou nossa marrenta com paixão. - Estou aproveitando o momento.
Ela agora beijava Enos. Encaixei sua cintura em cima do meu pau, esfregando nela, fazendo-a sentir toda a extensão. Ela gemeu mais, pressionando o quadril contra o meu, buscando roçar sua boceta em mim. Agora fui eu quem soltou um gemido.
As mãos de Eliel foram direto em seus seios. Ele levantou a blusa dela, revelando aquelas delícias para nós. Enos se inclinou e lhe tomou um seio na boca. Fiz o mesmo com o outro, chupando-a com vontade, ouvindo os gritos deliciosos de prazer dela. Eliel deslizou sua mão até a boceta dela, dedilhando por cima do short de pano mole. Ela se entregou totalmente a nós.
- Melhor você ir dormir, baixinha. - Enos disse, sua voz tranquila. - Amanhã teremos um longo dia.
- O quê?
Eliz nos olhou confusa, com os olhos brilhando pelo desejo. Eu a coloquei no chão. Meu pau e o dos meus irmãos quase explodiram nas calças, em reclamação do ato interrompido.
- Vai dormir. Só vai sentir nossos paus nessa boceta gostosa quando admitir que é a nós que ama. - Enos disse.
O olhar dela estava confuso e raivoso ao mesmo tempo. Ela desferiu um soco na altura do peito de cada um de nós.
- Idiotas!
- Marrentinha, linda. - Falei, me inclinando e beijando de leve sua boca.
- A baixinha abusada mais gostosa do mundo. - Eliel também a beijou.
- Nossa, linda garota. - Enos também a beijou.
- Babacas. Não sou de vocês.
Ela empinou seu nariz arrebitado e saiu andando, rebolando aquela bunda enorme e deliciosa. Meu pau quase saltou das calças, indo sozinho à procura daquela que me deixou cheio de desejo, louco para provar aquela delícia quente entre suas pernas.
ENOS
A manhã começou como qualquer outra, mas meu corpo já anunciava que seria um inferno. Acordei com o pau duro e nem precisei me perguntar o motivo. Era Eliz, nossa linda e deliciosa Eliz.
A presença dela me consumia de um jeito absurdo: o cheiro, a voz, o jeito como ela nos desafiava com aquele olhar feroz e irritado. Eu a queria. Não, nós a queríamos.
Levantei-me, fui direto para o banheiro e tomei um banho frio. Não ajudou muito, mas pelo menos me fez respirar melhor.
Meus irmãos e eu havíamos combinado que daríamos tempo para ela aceitar a situação, mas paciência nunca foi exatamente o meu forte. E quanto mais ela resistia, mais isso me deixava doido.
Eu a queria e não conseguia negar, ainda mais com a forma como ela se entregava às nossas carícias. Seus gemidos me alucinavam, seu corpo, caralho, aquele corpo, me deixava louco. Cheio de curvas gostosas, sua bunda parecia pedir para ser estapeada por mim. Pronto, estava duro de novo, porra.
Assim que terminei, vesti um short e uma regata e fui para a academia da mansão. Precisava gastar energia ou acabaria enfiando Eliz contra a parede e mostrando a ela que fugir não era mais uma opção.
Estava no meio do treino quando o celular vibrou no banco ao lado. Suspirei, já imaginando que não seria nada de bom. Atendi, e a voz do chefe soou séria do outro lado.
- Temos uma missão. O filho do governador está encrencado no exterior. Pegou a mulher errada e foi parar na prisão. O governador quer que vocês o tirem de lá antes que ele acabe morto.
Revirei os olhos. Era sempre assim. Meu trabalho oficial era ser segurança, mas meu real serviço envolvia capturar bandidos, resgatar reféns e resolver merdas que a polícia não conseguia, ou não queria, resolver. Só que, dessa vez, eu não estava disposto a ir. Nenhum de nós estava.
- Não vai rolar.
- Como assim, Falcão? Isso veio direto do alto escalão!
Ele me chamou pelo apelido que me deram, pelo meu serviço se assemelhar ao de um falcão, olhos atentos a tudo e um bote preciso. Não que eu fosse convencido, mas era assim mesmo, em serviço.
- Estamos ocupados.
- Não existe essa de ocupado. Precisamos de vocês e vocês atendem. - Ele disse sério.
- Não somos mais militares, nem agentes, nem policiais. Fazemos isso pelo dinheiro, e agora não estamos dispostos. Não manda mais em nós, capitão. E por hoje a resposta é não.
- Se o moleque morrer, vocês serão os culpados. Ele se envolveu com a mulher de um dos chefes do quartel mexicano.
- E o que temos com isso? O moleque é um merda que não sossega o pau no meio das calças e nós seremos culpados? Que se foda. Até a próxima, capitão.
Desliguei antes que ele tentasse argumentar. Meu foco era Eliz agora. Estávamos ali por ela. Fizemos e planejamos tudo por ela, e nada nos deterá.
E foi exatamente nesse instante que ela apareceu. Me virei e dei de cara com a visão do inferno, ou melhor, do paraíso.
Eliz estava ali, parada na porta, com um sorrisinho provocador nos lábios. Usava apenas a parte de cima de um baby doll transparente e uma calcinha de renda que mal cobria a delícia que ela escondia entre as pernas. Meu coração disparou e meu pau endureceu num segundo.
Ela estava me provocando. Sabia exatamente o efeito que causava. E, porra, eu estava prestes a perder o controle.
- Algum problema, Enos? - ela perguntou, cruzando os braços, o que apenas destacava ainda mais seus seios sob o tecido fino.
Fechei os olhos por um segundo, tentando me recompor.
- Você tá brincando com fogo, Eliz. Andando assim pela casa, porra.
- Vocês me sequestraram e esperam que eu me comporte como uma mocinha recatada?
Me aproximei devagar, cada músculo do meu corpo tenso. Eu sabia que ela queria me provocar, que queria testar os limites. Mas eu já estava no meu limite havia dias. Na verdade, há anos, desde que a conheci. E eu precisava dela.
- Eu esperava que você tivesse juízo. - Murmurei, a voz mais grave do que o normal.
Ela ergueu o queixo, com aquele sorriso lindo formado nos lábios grossos e avermelhados, tão convidativos.
- E eu esperava que vocês fossem me soltar. Parece que estamos todos decepcionados.
Minha mão se fechou ao lado do corpo. Eu podia agarrá-la agora, jogá-la contra a parede e fazê-la entender que ela já era nossa. Mas eu queria mais. Queria que ela se entregasse, que parasse de lutar contra o que era inevitável.
- Você pode fingir o quanto quiser, Eliz. Mas sei que gosta.
Ela arregalou os olhos, fingindo indignação.
- Gosto?
Avancei mais um passo, ficando perto o suficiente para sentir o calor do corpo dela. Meu olhar desceu por suas curvas, pela pele exposta, pela forma como os mamilos estavam rígidos sob o tecido.
- Gosta do perigo, de provocar, do que eu estava prestes a fazer com você agora.
Eliz engoliu em seco. Passei a ponta dos dedos por seu braço, subindo até seu ombro. Sua respiração vacilou. Subi até a boca, desenhando seus lábios com os dedos.
- Você está tremendo? - provoquei.
- De raiva. - Ela retrucou, mas sua voz não saiu tão firme quanto queria.
- Claro, acredito muito. - Falei zombeteiramente.
Ela tentou dar um passo para trás, mas minhas mãos foram mais rápidas, segurando sua cintura e puxando-a contra mim. Ela arfou ao sentir minha ereção pressionando sua barriga.
- Quer continuar fingindo? - sussurrei em seu ouvido.
Eliz tentou se afastar, mas eu não deixei. Deslizei os lábios por seu pescoço, sentindo sua pele quente e cheirosa. Ela prendeu a respiração.
- Você é nossa, Eliz. Só precisa aceitar isso.
Ela soltou um gemido baixo, quase imperceptível, e então... me empurrou.
- Eu não sou de ninguém.
Seus olhos estavam brilhando, mas eu via o desejo escondido ali. Eu via a forma como seu corpo reagia, mesmo que ela quisesse negar. Soltei um riso rouco.
- Veremos.
Ela bufou e saiu pisando duro, sem perceber que Esdra e Eliel estavam na porta, observando tudo. Eliel sorriu, divertido.
- E aí? Como foi a provocação dela?
Esdra cruzou os braços.
- Ela está jogando. Mas logo vai perceber que não tem como ganhar. - Falei convicto.
Passei a mão pelos cabelos, tentando recuperar o fôlego.
- Ela pode tentar resistir o quanto quiser. Mas no fim, vai ser nossa. - Esdra disse, categórico.
E, dessa vez, não havia dúvida alguma sobre isso.
ELIZ HANT
Subi de volta para meu quarto e tomei um banho frio. Ficar perto daqueles três era uma tortura: eu os queria, e resistir estava se tornando impossível.
Vesti um vestido branco de alças finas, leve, sem sutiã, não dava para usar com ele mesmo, e calcei chinelos da mesma cor. Impressionante como até o número que eu calçava eles sabiam. Ajeitei os cabelos e desci.
O aroma do café já dominava o ambiente, forte e delicioso.
Levei um susto quando fui erguida por trás. Não ouvi ninguém se aproximar. Ouvi a risada de Eliel:
- Minha baixinha abusada, linda. - Ele disse, beijando meu pescoço e rosto várias vezes. Sorri sem querer.
- Parem de me levantar toda hora. Sou pesada. - Reclamei, vendo os três se entreolharem.
- Você não é pesada. E mesmo que fosse, somos fortes o suficiente para levantar a nossa garota. - Respondeu Esdra.
- Sou pesada, sim. Não sou magrinha como as garotas com quem devem estar acostumados a sair.
- Estamos acostumados a sair com você. Há anos você nos enrola. Você é perfeita para nós. Cada curva, cada parte do seu corpo é perfeito. - Eliel falou, apertando minha bunda com suas mãos enormes.
Acabei sorrindo para ele e o beijei de leve. Aquele safado me beijou com paixão, levantando meu vestido e exibindo minha bunda para os irmãos. Ouvi os gemidos deles, enquanto Eliel me arrasou com seu beijo delicioso. Todos eles tinham um beijo que me deixava louca, impossível não ficar molhada.
- Quer nos dar nosso café da manhã, amor?
Senti Enos encostar seu corpo no meu, encaixando seu pau já duro na minha bunda.
- Quero dar, vocês querem comer?
Indaguei provocativa, sentindo minha calcinha ser rasgada de novo por Enos.
- O que tem contra calcinhas, Enos?
- Quando elas estão atrapalhando algo que quero mais que qualquer coisa neste mundo, tenho tudo contra.
Ele falou, levando a mão até o centro das minhas pernas, me fazendo gemer alto.
- Diz que nos quer, baixinha. Por favor, acaba com nossa tortura. - Eliel implorou.
- Eu quero vocês, quero muito.
Confessei quando Esdra se aproximou pela minha lateral, me tomando em um delicioso beijo.
- Então diz que é nossa. - Enos pediu, me dedilhando com uma habilidade que me fez contorcer em seus dedos.
- Sou de vocês. Merda, sou de vocês.
O gemido que os três deixaram escapar me deixou ainda mais excitada.
- Porra, Eliz, como esperamos para ouvir isso.
Enos se ajoelhou e sua boca encontrou minha boceta, me fazendo cravar as unhas nas costas de Eliel, que sorriu.
- Está gostando, gatinha selvagem? Está gostando da boca do meu irmão na sua boceta?
Ele dizia, me segurando e abrindo bem minha bunda para que Enos continuasse me enlouquecendo com a língua voraz.
- Estou adorando...
Beijei Esdra, que levou a mão até meu seio, brincando com o mamilo já duro.
- Vamos para o quarto, amor. Vamos te foder e não espere gentileza, você nos enrolou por anos. Vamos te foder com toda a vontade acumulada que estamos sentindo.
Esdra falou categórico, como sempre. Um frio percorreu minha espinha, mas não era por algo ruim, era pelo tesão e pela expectativa de ser macetada por esses três. Talvez, eu nem sobrevivesse, mas iria morrer feliz. Morrer pelos paus dos meus tratores gostosos.
Fui levada para o andar de cima. Não me sentia bem com Eliel me carregando, sei que sou pesada. Meu ex fazia questão de deixar bem claro isso. Não tinha autoestima baixa, mas sabia das minhas limitações e do meu corpo.
Praticamente fui jogada na cama enquanto os três tiravam as roupas, com uma pressa impressionante.
Assim que ficaram nus, a cama foi tomada por aqueles três gigantes.
Eliel sorriu para mim. Seu rosto, seus ângulos e as lindas covinhas nas laterais eram um convite irresistível ao pecado. Seus cabelos levemente ondulados, caindo sobre a testa e quase alcançando os olhos, lhe davam um ar de garoto levado. Tão lindo.
- Estou muito ansioso para foder sua boceta, amor.
Eliel puxou minhas pernas sem nenhum cuidado, abrindo-as o máximo que pôde.
- Porra, que boceta linda do caralho. - Ele falou, olhando direto para o centro.
- E deliciosa, simplesmente deliciosa.
Enos se inclinou até minha boceta, antes que Eliel fizesse qualquer coisa. O estalo da sua boca sendo arrancada das minhas pernas foi alto, quando Eliel o puxou pelo pé, fazendo-o cair da cama.
- Larga a mão de ser fominha. Já provou, agora é minha vez.
Ele disse, e Esdra se pôs entre minhas pernas. Eliel grunhiu.
- Agora é minha vez.
Disse, antes de tomar-me com a boca. Meu gemido saiu alto, e sua língua voraz explorava meu clitóris com mestria. Meu corpo estremecia. Sentia-me queimar de tanto desejo.
- Porra, que boceta gostosa.
Esdra falou, e logo voltou a me chupar. Sua língua me explorava com uma avidez sensacional. Aquilo era gostoso demais.
- Essa bocetinha linda vai estar bem cansada pela manhã. - Eliel disse, tocando meu clitóris.
- Pela manhã? Ainda é de manhã... - Falei, num gemido. Eles riram com malícia.
- Não vai sair mais dessa cama por hoje, meu amor. - Enos determinou.
- Vou precisar comer. - Brinquei com a voz rouca de tanto que gemia.
- Vai estar bem alimentada de pau e porra.
Enos disse sorrindo com aquele ar de malícia que ele tinha. Sempre safado, tentando me tocar, tirar minha roupa. Até tinha medo do que ele faria quando estivesse dentro de mim, sedento do jeito que estava. Me sentia até um pouco temerosa.
Ele veio e já rasgou meu vestido. Como podia não ter nenhuma paciência para tirar ao invés de rasgar?
- Enos, amei esse vestido. - Protestei, segurando os cabelos de Esdra e puxando-o para o centro das minhas pernas, cada vez mais.
- Compro quantos vestidos você quiser, meu amor, mas nenhum pano vai me separar de você hoje.
ELIEL:
Era extremamente delicioso estar com nossa baixinha. Caralho, tanto tempo apenas correndo atrás dessa gostosa. Agora, finalmente, iríamos fodê-la, torná-la nossa.
- Esdra, já ficou tempo demais aí, porra. Me deixa provar nossa boceta também. - Reclamei, ao ver meu irmão até revirar os olhos, apreciando aquela delícia.
- Nossa? - Eliz repetiu, me olhando. Lancei lhe um sorriso e beijei sua boca.
- Nossa. Você é nossa. Sua boceta é nossa, essa bunda linda é nossa. Tudo é nosso.
Falei, levando minha boca até um dos seus seios. Tão deliciosos que passaria o dia mamando aquelas delícias.
- Agora é sua vez de provar meu pau, amor. - Disse Enos, colocando-se perto do rosto da nossa baixinha.
Ela arregalou um pouco os olhos ao se deparar com o pau de Enos tão próximo. Acho que o tamanho a assustou. Tínhamos paus relativamente grandes. Pelo menos eu achava o meu grande, não sabia dos meus irmãos, mas não me importava. Apesar de termos quase o mesmo tamanho.
- E isso cabe na boca de alguém? - ela indagou.
Enos sorriu, passando o pau pelos lábios dela, que soltou um gemido por um momento.
- Vai caber na sua, amor. - Ele disse.
Ela ainda parecia apreensiva. Enos segurou seus cabelos, levantando um pouco sua cabeça.
- Abre a boca, minha linda.
Ele ordenou e Eliz obedeceu. Ele novamente passou a cabeça do pau em seus lábios.
- Use essa língua saborosa para lamber meu pau, minha gostosa.
Eliz colocou a língua para fora, passando levemente pela cabeça do pau de Enos. Ela é gostosa pra caralho. Eu mal via a hora de ser o próximo, de ter o meu pau em sua garganta.
Sem aguentar mais, segurei a cintura de Eliz, puxando-a para o meu lado, fazendo Esdra soltá-la. Coloquei-me entre suas pernas. Ele resmungou, mas ninguém me tiraria dali, de entre aquelas pernas. Não mesmo.
- Idiota.
Ele continuou a resmungar, mas não me importei. Só aquele sabor me interessava. Só aquela boceta ensopada que eu queria.
- Porra, baixinha, tão saborosa.
Meu corpo se arrepiou com o contato que eu tanto esperava. Seu sabor invadiu minha boca como uma onda de prazer indescritível. Eu imaginava que seria a mais gostosa que já tinha provado na vida, mas não tanto. Porra, é deliciosa. Viciante. Eu não conseguiria mais ficar sem. Nunca mais ela se afastaria de nós. Agora que eu conhecia seu sabor, ela seria apenas nossa. E eu juro que mataria qualquer filho da puta que sequer ousasse imaginar aquele sabor perfeito.
- Eliel...
Seu gemido entrou nos meus ouvidos como uma música gostosa. Levei meus dedos até sua entrada. Eles deslizaram para dentro, sentindo sua carne se abrir.
- Caralho, está esmagando meus dedos... Imagina o meu pau. - Falei, alucinado de prazer, enquanto estocava tudo dentro da minha gostosa. Eliz gemeu alto.
- Se concentre no meu pau, minha linda. - Disse Enos, puxando-a para abocanhar seu pau. Eliz tentou engolir o máximo que pôde, e meu irmão gemeu, alucinado.
Voltei a me concentrar em sua delícia. Eu precisava sentir seu gozo, precisava sentir seu líquido na minha boca. Retirei meus dedos ensopados, chupei seu mel deles e levei minha boca até sua boceta.
Não demorou muito até que seu mel escorresse pela minha boca, fazendo-me gemer de satisfação. Caralho, ela é muito gostosa mesmo.
- Vou te foder, minha baixinha abusada.
Avisei, levantando meu corpo e me encaixando entre suas pernas. Eu precisava sentir meu pau abrindo aquela carne apertada, ou iria enlouquecer.
- O que está esperando, meu gostoso? - Eliz gemeu, me deixando louco.
Coloquei meu pau em sua entrada, deslizei a cabeça do clitóris até sua abertura, ouvindo os gemidos abafados dela pelo pau de Enos.
- Quer meu pau, baixinha?
Ela assentiu e Enos sorriu, tirando seu pau da boca dela.
- Responda, minha linha. Responda meu irmão.
Ela apenas sorriu. Esdra deu um tapa naquela bunda linda.
- Vamos, sua marrentinha. Você pode ser a abusada que for conosco, mas aqui na nossa cama, nós mandamos em você. Será sempre nossa putinha obediente.
Esdra falou. Eliz ainda gemia, e eu continuei a deslizar meu pau, forçando um pouco a entrada e depois subindo até seu clitóris.
- Não sou obediente. - Ela nos olhou desafiadoramente.
Esdra deu outro tapa em sua bunda.
- Vai aprender a ser, meu amor.
Ele então segurou os tornozelos de Eliz, abrindo suas pernas, quase levando-as até os lados do próprio rosto, e aquela visão quase me fazia gozar.
- Não vou pedir nada.
Que audaciosa, essa nossa baixinha. Estoquei apenas a cabeça do meu pau em sua boceta. Era uma tortura, para mim, fazer isso. Queria fodê-la de verdade, mas ela precisava de uma pequena lição.
- Se não pedir, não vai ter, amor.
Falei levando meus dedos até seu clitóris, dedilhando com suavidade.
- Quer? - Estoquei novamente a ponta da cabeça na sua entrada. Ela gritou de prazer.
- Quero!
- Então peça, amor. Peça, para mim, te foder.
Eliz levou as mãos até a minha cintura e tentou me puxar, querendo que meu pau entrasse. Enos segurou seus braços, colocando-os acima de sua cabeça, prendendo-a.
- Vamos, sua marrenta. Peça pelo pau de Eliel. - Enos disse.
- Você quer, amor? É só pedir.
Continuei a passar a cabeça por toda a extensão da sua boceta. Eliz estava pegando fogo ali embaixo, mas, como sempre, continuava sendo marrenta, totalmente louca.
- Podem parar, posso muito bem me tocar.
Ela nos provocou, Esdra beijou a sua boca, mordiscando levemente.
- Deixa ser marrentinha. Só peça e terá o pau do meu irmão fodendo essa boceta gostosa.
- Não vou pedir.
Não aguentei mais aquela tortura. Meu pau ansiava por ela, e acabei me enterrando de uma vez dentro dela. Eliz gritou, e nossos gemidos se misturaram. Caralho, era a melhor sensação do mundo aquela boceta quente esmagando meu pau.
- Como você é gostosa, Eliz. Porra, que delícia.
Meu gemido saía rouco e falhado. Nunca tinha sentido tanto prazer ao penetrar; ainda nem tinha começado a foder e já estava prestes a gozar. Porra, como ela podia ser tão gostosa?