Capa do Romance A Garota de Vincenzo: Vingar Minha Traição Mafiosa

A Garota de Vincenzo: Vingar Minha Traição Mafiosa

9.1 / 10.0
Grávida de oito meses, descobri que meu casamento com o herdeiro da máfia era uma farsa cruel. Ao encontrar provas de sua vasectomia, percebi que fui usada em um jogo doentio para satisfazer sua irmã. Ele permitiu abusos contra mim e transformou minha gestação em uma aposta sádica. Diante da traição do homem que eu amava, decidi agir. Liguei para o único homem capaz de aterrorizá-lo e anunciei meu retorno. O império dele cairá, pois meu pai está vindo me buscar.

A Garota de Vincenzo: Vingar Minha Traição Mafiosa Capítulo 1

Eu estava grávida de oito meses do herdeiro do império criminoso do meu marido, o homem que eu idolatrava.

Até que encontrei o certificado de vasectomia dele, datado de um ano atrás — seis meses antes de ele me implorar por um filho.

Nosso casamento inteiro era uma mentira, um jogo cruel orquestrado para a irmã obsessiva dele. Eu o ouvi admitir que deixou seus homens abusarem de mim, transformando minha gravidez em uma aposta pública só para provar que podia construir um trono para mim e depois me ver queimar nele.

Meu amor, minha vida, meu filho — tudo não passava de um sacrifício ritual.

Mas eles se esqueceram de uma coisa sobre a mulher que planejavam destruir.

Enquanto tramavam minha humilhação final, fiz uma única ligação para o único homem que meu marido realmente teme.

"Pai", eu disse baixinho. "Estou pronta para voltar para casa."

Capítulo 1

Alina POV:

Descobri que meu casamento tinha acabado do mesmo jeito que descobri que minha vida era uma mentira: encontrando um pedaço de papel dobrado na mesa do meu marido.

Era um certificado de vasectomia.

Eu estava grávida de oito meses.

Era para ser uma vida perfeita. Eu era Alina Carbone, esposa de Marco Carbone, o Subchefe da família criminosa mais poderosa de São Paulo. Ele era um homem esculpido em sombras e violência, um rei em uma cidade que se curvava à sua vontade. Para o mundo, ele era um monstro. Para mim, ele era o homem que segurava meu rosto entre as mãos e me prometia a eternidade.

Eu o amava. Meu Deus, eu o amava com uma pureza que não pertencia ao mundo dele. Era um amor estúpido e imprudente, do tipo que te faz fugir do seu próprio nome, do seu próprio sangue, só para ficar com o homem que você acha que é o seu tudo.

Eu estava organizando o escritório dele em casa, um espaço de madeira escura com o cheiro fraco de charuto e uísque. Passei a mão pela minha barriga inchada, um lembrete constante e alegre da vida que crescia dentro de mim. Nosso filho. O futuro da família Carbone.

Uma gaveta trancada em sua pesada mesa de mogno sempre fora proibida. Mas a chave estava lá, escondida sob um mata-borrão. Eu a girei.

Dentro estava o certificado. Paciente: Marco Carbone. Procedimento: Vasectomia. A data era de um ano atrás. Seis meses antes de ele me implorar pela primeira vez por um filho.

O ar na sala congelou. Meu corpo se moveu antes que minha mente pudesse acompanhar. Eu precisava vê-lo. Precisava ouvi-lo explicar aquele pedaço de papel impossível e devastador.

Dirigi até sua sede no centro da cidade, um arranha-céu de vidro escuro que perfurava o céu na Faria Lima. Os seguranças conheciam meu rosto. Eles assentiram enquanto eu passava apressada, meus saltos batendo um ritmo de pânico no piso de mármore.

O escritório dele ficava no último andar. Quando alcancei as pesadas portas duplas, ouvi um som que me paralisou.

Risadas. Risadas altas e profundas. Era Marco e seu Capitão, Enzo.

"Ela está radiante", a voz de Enzo zombou, carregada de diversão. "Anda por aí como uma santa grávida, esfregando aquela barriga enorme. Totalmente sem noção."

Minha mão congelou, a centímetros da maçaneta.

Então veio a voz de Marco. A voz do meu marido. Estava oca, tingida com um desprezo tão profundo que pareceu um golpe físico.

"Quanto mais alto ela sobe, maior é a queda", disse ele, seu tom plano e entediado. "Deixe-a aproveitar. É o ato final."

"Ainda não entendo o 'porquê' de tudo isso, Marco", disse Enzo, o som de gelo tilintando em um copo. "Essa obra-prima de crueldade de nove meses. Casar com ela, o garoto... é muito teatro."

Marco ficou em silêncio por um momento. Quando falou novamente, sua voz estava diferente. Mais suave. Quase devocional. "Este não era o meu plano, Enzo. Foi o meu juramento. A Helena."

Meu coração parou. Helena, sua irmã adotiva. A garota cuja fotografia ele mantinha ao lado da cama, aquela que ele dizia ser apenas uma memória querida da irmã que seu pai cruel havia mandado embora.

"Meu pai a mandou embora porque viu o quão próximos éramos", continuou Marco, sua voz carregada de uma amargura antiga. "E enquanto ela estava lá, passou por um inferno. Espancada, usada por bandidos de rua. Isso quebrou algo nela. E todo aquele tempo, ela imaginava que eu estava seguindo em frente, esquecendo-a."

Ele soltou uma respiração curta e áspera. "Então eu conheci a Alina. Cometi o erro de mandar uma foto dela para a Helena, tentando mostrar que não tinha encontrado ninguém importante, apenas um tapa-buraco. Mas a Helena... ela viu a semelhança. Ela viu um fantasma usando seu rosto, vivendo a vida que foi roubada dela. A esposa do Subchefe. A dona da mansão. Ela chamou a Alina de substituta. Um insulto ambulante."

Senti o sangue sumir do meu rosto. Meus olhos. Ele sempre me disse que se apaixonou pelos meus olhos. Eram os olhos de Helena.

"Então ela propôs um teste", a voz de Marco baixou para um sussurro venenoso, como se citasse uma escritura. "'Quero que você prove sua lealdade, Marco', ela me disse. 'Quero que pegue essa substituta, essa garota que tem o meu rosto, e quero que construa um trono para ela só para poder vê-la queimar nele. Faça-a se sentir uma rainha, e então quero que deixe seus homens a transformarem em uma vadia. Prove para mim que ela não passa de um recipiente. Só então acreditarei que você ainda é meu.'"

A sala se dissolveu em um zumbido nos meus ouvidos. Isso não era apenas uma traição. Era um sacrifício ritual. Eu era a oferenda.

"E a aposta?", perguntou Enzo, sua voz um assobio baixo de compreensão crescente.

"A aposta é o registro público da minha devoção", disse Marco friamente. "Uma declaração de que esta criança, esta suposta linhagem, significa menos para mim do que a paz de espírito de Helena. Cada homem que aposta dinheiro dizendo que o herdeiro não é meu é mais um prego no caixão dela, mais uma flor aos pés de Helena."

"Caramba", sussurrou Enzo. "Então, quando eu... você sabe..."

"Você foi o primeiro instrumento do meu juramento", Marco completou por ele. "Exatamente como ela exigiu. O primeiro a profanar a substituta."

A dor era uma mão gigante espremendo meus pulmões. Mas então, algo mais surgiu das ruínas do meu coração. Era frio. Era afiado. Era o sangue Moretti que eu tanto tentei esquecer.

Eles haviam construído uma mentira dentro de mim. Este bebê, meu filho, era a vitória deles feita em carne. Uma corrente que eles usariam para me possuir para sempre.

E eu não os deixaria vencer.

Minha mão, milagrosamente firme, tirou meu celular da bolsa. Meu polegar rolou pelos meus contatos, passando pelos amigos que fiz nesta vida falsa, até um número que eu não discava há três anos. Um número que eu fora proibida de esquecer.

Minha voz não tremeu quando a chamada foi completada.

"Pai", eu disse baixinho. "Sou eu, Alina. Estou pronta para voltar para casa."

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