Capítulo 2

Tereza Rossi, filha de Ricardo Rossi e Madalena Rossi. Mais um aliado do meu pai e ela mais vivia na minha casa do que na sua própria casa. Tereza era mais nova que eu um ano, linda com seus cabelos ruivos, franja e pequena sardas. Tereza é a melhor amiga que alguém poderia ter e eu tinha essa sorte.

- Ta bom Tessa, desculpa – falo e meus olhos vão para Gavino.

- Não me diga que está olhando para o Gavin? – ela pergunta.

- Gavin? – pergunto de onde será que minha amiga o conhecia.

- Sim. Gavino Ferrari, o filho de Tizziano - reviro os olhos.

- Eu sei de quem ele é filho Tereza – falo – só não sei de onde você conhece ele.

- Ora Lupe, todo mundo conhece Gavino – olha atenta – O filho mais cobiçado de Tizziano – continuo a olhar para minha amiga.

- Cobiçado é? – pergunto.

- Claro! Ele é lindo, não mais que o meu Felipo – ouço ela dizer.

Felipo Howard esse também não ficava para trás, bonito, bem sucedido como o pai e mais velho que a minha amiga. Felipo era filho de Dante e Fernanda Howard, ele era mais velho que Gavino dois anos, com seus 25 e minha amiga dizia ser apaixonada por ele porém Felipo já estava prometido para uma da meninas e se casaria em breve.

- Felipo só sabe da nossa existência por causa do pai que não sai da nossa casa – digo e ela revira os olhos – e comprometido e muito apaixonado pela noiva.

- Nossa Lupe, você não perder a oportunidade de me humilhar – dou risada.

- Só estou deixando claros os fatores – ele cruza os braços.

- Só para a sua informação, seu pai nunca que deixaria você chegar perto de Gavino – alfineta.

- E quem disse que eu quero? – pergunto.

- Você só se esqueceu que eu te conhece Guadalupe – ela completa.

- Está enganada, eu só nunca tinha visto ele em nenhum evento da Famiglia – falo e novamente olho para onde ele estar junto com alguns outros homens da sua idade e junto dele está Felipo.

- Acho bom, pois ele não é homem que se nega nada. E seu pai ficaria muito chateado de ter que matar o filho do subchefe dele – escuto e novamente reviro os olhos.

- Não é para tanto Tereza, eu não vou chegar perto dele – digo. Mas eu não sabia se isso realmente seria uma verdade.

- Filha – escuto minha mãe me chamar.

- Oi mãe – responde me virando para ela.

- Seu pai quer lhe apresentar para umas pessoas – ela diz e meu olhar vai para onde meu pai está.

E lá estava ele, na roda de pessoas onde eu não queria chegar.

- Tudo bem mamma – falo e Tereza me olha – volto logo Tessa – digo.

Caminho ao lado da minha mãe passo a passo, naquela noite eu usava um vestido azul e meus cabelos pretos escuro solto. Meu pai não me deixava ainda usava as roupas que eu gostava, mas pelo menos não era nada tão freira.

- Amor – ouço minha mãe tocar no braço do meu pai e ele se virar para nós.

- Gente para quem não conhece essa é a minha filha mais velha, Guadalupe Greco – meu pai diz me puxando para perto dele. Dou um sorriso fraco e nesse em instante vejo ele se aproximar.

- Gavino meu filho – ouço Tizziano dizer – quero que conheça essa bela jovem – continua e abaixo a vista sem conseguir olhar em seus olhos – Guadalupe a filha de Massimo – ergo a visto e Gavino mal se deu o trabalho de me olhar direito.

- Estou indo embora – ouço ele dizer.

- Não seja mal educado menino e cumprimenta a moça – Tizziano diz.

- Não é preciso Tizzi – digo o chamando pelo apelido que o chamava desde pequena.

Olho para os dois e nesse instante o olhar de Gavino se cruzou com o meu por um breve momento.

- Ah menina como você é doce – desvio o olhar para Tizziano – Gavino podia ser pelo menos um pouco igual a você.

- Minha filha é única Tizziano, ninguém será igual a ela – ouço meu pai dizer e novamente meu olhar se cruza com de Gavino.

- Já posso ir agora? – Gavino pergunta ao pai mas sem tirar os olhos de mim

- Vá menino – Tizziano.

Então ele se afasta do grupo e vejo meu pai resmungar.

- Esse garoto ainda vai ter dar muita dor de cabeça.

- Já estou tomando as devida providências – Tizziano diz.

- Já posso voltar a ficar com Tereza? – pergunto olhando para meu pai e minha mãe.

- Vá minha filha – sorrio para os dois e me afasto.

Claro que uma pivetinha como eu não chamaria atenção de Gavino Ferrari, mas que nossa breve trocada de olhares mexeu com algo dentro de mim.

Capítulo 3

26 anos…

Meu pai já estava me treinando há alguns anos para quando chegar o devido momento de ocupar seu lugar como subchefe de Massimo Greco eu estivesse a altura. E devido há isso eu acompanhava ele sempre na casa dos Greco, mas nunca tinha reparada na filha deles, até um dia que a garota subiu da academia que tinha na casa, toda suada, com roupas coladas marcando suas curvas. A menina se tornou um mulher linda, não podia negar. Guadalupe Greco era a protegida do seu pai, a menina dos olhos dele.

Eu já tinha avisto em algum evento antes quando meu pai exigia minha presença e ela sempre andava com a menina de cabelo de fogo dos Rossi. Mas uma coisa eu sabia que nunca se mexia com nenhuma das meninas da Famiglia, podíamos fazer o que quiséssemos fora, nas boates, mas com elas não.

Sou um homem preste a completa 26 anos e já comi mais mulher que meu pai se duvidar, mas jamais mexeria com uma da Famiglia.

- Gavino? – ouço meu pai me tirar de transe – Está viajando menino?

- Desculpa – peço.

- Olha você tire seus olhos da menina do Greco, ele te mataria se você chegasse perto dela – reviro os olhos.

- Eu lá tenho cara de babá pai? – pergunto – Eu gosto de mulheres e quentes – finalizo. Não que Guadalupe não fosse atraente, mas era da Famiglia.

- Eu acho bom viu menino – termina e prossegue o caminho até o escritório de Massimo.

Eu ficava ali mais observando mesmo e de vez em quando Massimo procurava minha opinião como se quisesse me incentivar a segui aquele passo e eu gostava dele, apesar de ser tão protetor. Seu filho do médio Noah já estava sendo inserido na máfia e o menino era esperto e com certeza seria conhecido igual o pai.

Ouvimos uma batida na porta o que fez todos ficarem atentos.

- Entre! – ouço Massimo falar.

- Com licença pai – ouvimos a voz da filha dele e aos poucos adentrar a sala.

Nossos olhares se encontram e percebo quando ela fica vermelha e desvia os olhos, ela morde a parte inferior dos lábios, tímida e linda.

- Diga minha raridade – Massimo diz.

- É.. – ela gagueja – É.. – ela engole em seco – Eu queria a sua permissão para ir ao shopping com Tessa – por fim diz.

- Vá com cuidado e não der perdidos nos seguranças de novo – ele diz e vejo ela ficar mais vermelha.

- Você sabe que não precisa falar essas coisas – ela diz e nossos olhos se encontram fazendo a bela desviar rapidamente.

Saber que eu podia ser o motivo daquela sua timidez me fez sorrir de lado.

- Só não fazer mais – ele brinca com ela – pode ir e chame a Tereza para vim jantar conosco.

- Ta, tá, pai – ela diz e começa a caminhar até a porta.

- Esses jovens de hoje em dia – Massimo diz.

- Sua filha é uma doçura – ouço meu pai dizer.

- Só de imaginar que de agora em diante eu terei que escolher seu marido ou surgir com o assunto para que lá escolha já fico nervoso – escuto atento.

- Ainda bem que você sempre deixou claro sobre a sua filha e que ela não seria uma moeda de troca – meu pai complementa.

- Não, Guadalupe vai ter o poder de escolha e ela escolheu estudar por enquanto.

- Gavino estudou muito também, mas hoje só me dá dor de cabeça – os dois me olham.

- Eu estou aqui – ele me rir.

E assim seguiu nosso dia na casa sem eu ver mais a preciosidade do Greco.

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