Capa do Romance A Dança do Predador

A Dança do Predador

9.4 / 10.0
Beatrice Winters, especialista em restauração, vê sua vida mudar ao conhecer o misterioso Lorenzo Blackwood. Na mansão do colecionador, ela descobre que não foi contratada apenas por seu talento, mas para ser o objeto de uma obsessão sombria. Lorenzo a enxerga como uma tela em branco, iniciando um jogo perigoso de sedução e poder. Entre segredos e toques intensos, Beatrice se vê presa em uma teia de crueldade e desejo, onde a paixão pode custar sua própria alma.

A Dança do Predador Capítulo 1

A mansão vitoriana Blackwood se ergue majestosa e imponente, suas paredes externas carregando o peso da decadência e da história. As janelas, emolduradas por cortinas pesadas, parecem olhos que observam o mundo exterior com desdém. Lorenzo Blackwood, um homem de beleza sombria e disfarçada, observa o mundo de seu escritório no último andar, cercado por uma coleção de arte perturbadora que reflete sua própria alma atormentada.

Seus olhos verdes, frios e calculistas, são um reflexo do que ele se tornou: um predador em um mundo de presas. Ele se recosta na cadeira de couro escuro, os dedos longos e bem cuidados cruzados sobre o peito, enquanto um leve sorriso se forma em seus lábios. A dor se tornou sua aliada, e a ambição, seu combustível.

"Mais um dia, mais uma oportunidade," ele pensa, olhando pela janela em direção ao horizonte cinzento de Boston. "O que mais posso conquistar hoje?"

Na mente de Lorenzo, as lembranças da infância dançam como sombras. Ele se recorda das noites em que seu pai, Augustus, transformava a casa em um palco de terror. O som de gritos e vidros quebrando ecoa em sua memória. A imagem de sua mãe, Eleanor, uma talentosa pianista que um dia iluminou a casa com suas melodias, agora apenas uma sombra de si mesma, assombra seu pensamento. 

"O amor é uma fraqueza mortal," ele se lembra de ter aprendido, enquanto observava sua mãe ser empurrada escada abaixo, seu pequeno corpo tremendo ao ver o sangue formar um halo escarlate ao redor de seus cabelos dourados. 

"É assim que se molda um homem," ele reflete, enquanto um criado entra na sala, interrompendo seu devaneio. O homem, um servidor de longa data chamado Thomas, ajusta a gravata e se aproxima cautelosamente.

"Senhor Blackwood, o senhor pediu para ser informado quando a restauradora de arte chegasse," Thomas diz, sua voz baixa e respeitosa.

"Sim, Thomas, e ela já chegou?" Lorenzo pergunta, seu tom quase indiferente, mas a expectativa brilha em seus olhos.

"Sim, senhor. Ela está na galeria principal, avaliando as obras," Thomas responde, os olhos desviando para o chão, evitando o contato visual. "Devo levá-la até aqui?"

"Não, deixe-a trabalhar. Quero vê-la em ação," Lorenzo diz, um sorriso sutil se formando em seus lábios. "Mas mantenha os olhos abertos. Não quero que nada perturbe a minha coleção."

Thomas assente, percebendo o ar de controle que emana de Lorenzo. Ele se retira, e Lorenzo volta sua atenção para a galeria, onde Beatrice Winters, a restauradora, está examinando suas pinturas. 

*"Uma alma luminosa," ele pensa, observando-a sem ser visto. "Como uma mariposa atraída pela chama."* O cabelo cor de cobre de Beatrice brilha sob a luz suave que entra pelas janelas, e Lorenzo sente um impulso sombrio de capturá-la, de moldá-la à sua imagem.

"Parece que a arte ainda tem seus defensores," ele murmura para si mesmo, enquanto a vê tocar delicadamente uma tela com as pontas dos dedos. "Mas eu sou o verdadeiro artista aqui, e ela será minha próxima obra-prima."

Lorenzo se levanta, movendo-se lentamente em direção à galeria. A cada passo, o desejo de controle e dominação cresce dentro dele. Ele sabe que Beatrice é diferente de suas outras funcionárias; há uma fragilidade e uma força nela que o atraem e o aterrorizam ao mesmo tempo.

Quando ele entra na galeria, Beatrice se vira, seus olhos âmbar se fixando nos dele. "Boa tarde, senhor Blackwood," ela diz, sua voz suave e melodiosa, como se estivesse tocando uma nota musical delicada.

"Beatrice," Lorenzo responde, sua voz baixa e sedutora. "Como está a avaliação das minhas obras? Espero que não esteja se decepcionando com o estado delas."

Ela esboça um sorriso tímido. "Na verdade, estou impressionada. Há uma beleza trágica aqui, mesmo nas pinturas desgastadas. Cada uma delas conta uma história."

"Histórias... sempre há histórias," Lorenzo murmura, sua mente girando em torno de uma ideia. "E eu sou o contador delas."

"Vou fazer o meu melhor para restaurá-las," Beatrice continua, a paixão em sua voz ressoando nas paredes da galeria. "Essas obras merecem uma segunda chance."

"E você também, Beatrice," Lorenzo diz, um tom de predador em suas palavras. "Você merece um lugar especial na minha coleção."

Ela o observa, intrigada, sem perceber as camadas de manipulação em suas palavras. É apenas um elogio," ela pensa, mas algo na intensidade dos olhos dele a faz hesitar.

Lorenzo se aproxima mais, sua presença dominante preenchendo o espaço entre eles. "Você tem um talento raro. Não é apenas uma restauradora de arte, é uma artista por direito próprio. Eu vejo isso em você."

"Obrigada, senhor Blackwood. Isso significa muito vindo de você," Beatrice responde, um rubor de orgulho subindo em suas bochechas.

"Mas, por favor, não se esqueça de que na arte, assim como na vida, há sempre um custo," ele conclui, a frieza em sua voz fazendo com que um arrepio percorra a coluna de Beatrice. 

Lorenzo se afasta, observando-a com um sorriso satisfeito. "Sim, Beatrice. Você será minha próxima presa. E eu vou saborear cada momento dessa caça."

Na mente de Lorenzo, um plano começa a se formar. Ele sabe que Beatrice é a combinação perfeita de beleza e vulnerabilidade, e ele está prestes a torná-la parte de seu mundo sombrio. Com cada interação, ele vai lentamente tecendo uma rede de manipulação ao seu redor.

"Thomas!" Lorenzo chama, e o criado aparece rapidamente. "Certifique-se de que Beatrice tenha tudo o que precisa para seu trabalho. Quero que ela se sinta... confortável aqui."

"Sim, senhor," Thomas responde, notando a intensidade nos olhos de Lorenzo. "Cuidarei disso imediatamente."

Enquanto Lorenzo observa Thomas se afastar, sua mente se enche de pensamentos sombrios."Ela não sabe o que a aguarda. Vou fazer dela uma verdadeira obra de arte."

O dia avança, e Lorenzo passa o tempo planejando suas próximas jogadas. Ele a observa de longe, enquanto ela se dedica à restauração, perdida em seu trabalho. Cada toque, cada movimento dela, é uma dança que Lorenzo quer controlar.

"Ela é tão ingênua," ele pensa, um sorriso cruel se formando em seus lábios. "Ela acredita que está aqui para salvar a arte, mas na verdade, é ela quem estará sendo salva... ou destruída."

Conforme o crepúsculo se aproxima, a luz do dia se transforma em sombras profundas, refletindo o que se passa na mente de Lorenzo. Ele se recosta em sua cadeira, satisfeito com o primeiro passo de seu plano. "A caça começou," ele pensa.

Enquanto isso, Beatrice se perde na beleza das pinturas, sem perceber que a verdadeira arte que Lorenzo está prestes a criar é a de sua própria destruição. E assim, na mansão Blackwood, o jogo de sedução e manipulação se desenrola, com um predador e sua presa dançando em uma valsa sombria, onde as sombras são mais profundas do que os olhos podem ver.

Continuar lendo

A Dança do Predador de Conteúdo

Ch. 1 Ch. 2 Ch. 3
Ch. 4
Ch. 5
Ch. 6
Ch. 7
Ch. 8
Ch. 9
Ch. 10
Ch. 11
all

Você pode gostar

Novos lançamentos de romances

Capa do Romance A Infiel I
8.1
Aprisionada em um matrimônio por conveniência com um magnata, Lígia busca escapar da amargura de sua rotina sem afeto. Durante uma viagem, ela se entrega a uma noite de paixão com um desconhecido atraente. Contudo, o que parecia ser apenas um alívio momentâneo revela-se uma armadilha do destino. Ela logo descobre que esse encontro foi meticulosamente planejado, desencadeando consequências profundas que transformarão sua existência de forma irreversível.
Capa do Romance Amor Sem Medidas
9.2
Laura Andrade é uma mulher generosa que prioriza o bem-estar de seus entes queridos acima de qualquer ambição pessoal. Sua vida muda ao cruzar o caminho de Álvaro Meirelles, um herdeiro bilionário que, apesar da fortuna, anseia por uma conexão genuína e profunda. O encontro inesperado entre esses mundos opostos desperta uma paixão intensa, mas o casal precisará enfrentar segredos e barreiras sociais para provar que o amor pode superar qualquer desafio imposto.
Capa do Romance Casamento de Dor, Destino de Vingança
9.3
Luana renasce diante de Pedro, o homem que a torturou e matou seus filhos em outra vida. Culpada injustamente pela morte de Sofia, ela agora enfrenta o carrasco que também retornou ao passado. Presa em um porão após ser humilhada pelo marido e sua cúmplice, Luana descobre que Sofia também reencarnou. Usando o poder de um amuleto tribal, ela resiste à escuridão até que Lucas, seu verdadeiro protetor, surge para resgatá-la e dar início à sua vingança implacável.
Capa do Romance FOGO e PAIXÁO
9.2
Alice viu sua vida mudar após uma noite intensa em Las Vegas com Bianca e Lucy. Entre festas e cassinos, ela acabou se casando impulsivamente com um desconhecido de olhos verdes marcantes. Após uma proposta inusitada dele, ela foge, mas o destino é cruel: a morte súbita de seus pais a deixa na miséria. Prestes a perder o próprio lar, a jovem mimada encara a ruína total. Agora, sua única saída para não terminar nas ruas é aceitar o acordo daquele homem misterioso.
Capa do Romance Noivado Rompido, Fuga para Berlim
9.7
Viajei a Londres para celebrar nosso noivado, mas encontrei meu namorado priorizando sua melhor amiga, Bianca. Após ser abandonada no aniversário, decidi fugir para Berlim. Contudo, Gabriel me perseguiu, usando minha mãe para me chantagear e tentando me dopar para me sequestrar. Quando eu estava prestes a desfalecer, Henrique Medeiros, o influente tio de Bianca e meu professor, me amparou. Ele confrontou Gabriel e reivindicou minha proteção, mudando meu destino.
Capa do Romance Pecadora
9.4
Eu ri, deitada ao lado da minha irmã, ambas apertadas na minha cama de solteiro, como costumávamos fazer nas manhãs de domingo. Era engraçado como Rebeca sempre me fazia sentir livre e solta como normalmente eu não era. Eu sempre tinha sido tímida e quieta; ela, extrovertida e espalhafatosa. - Você​ri?​-​Ela​me​empurrou​com​o​ombro, pressionando-me contra a parede. Empurrei-a de volta, e ela quase caiu. Gargalhamos. Então ela envolveu minha cintura com um braço e ergueu o rosto, olhando para mim e dizendo, inesperadamente: - Estou grávida. Gelei, muda. Virei minha cabeça sobre o travesseiro e busquei os olhos dela, pensando ser mais uma brincadeira. Mas ela estava séria. Deixou a cabeça cair no meu travesseiro e ficamos nos encarando. Senti medo por ela. Minha irmã é quase dois anos mais velha do que eu, mas ainda assim tinha só dezoito anos. Ameacei chorar, mas me segurei. Murmurei, angustiada: - Meu Deus... - Deus não tem nada a ver com isso, Isabel. Ou talvez tenha... - Ela deu de ombros. - Você vai ser titia. - Rebeca, você sabe que isso vai ser uma tragédia aqui em casa. - Eu me ergui e me sentei, tensa. - Papai e mamãe... - Vão querer me matar. Ou melhor, me casar - brincou ela, de novo. Ela se sentou também, passando a mão pelo cabelo curto, na altura do pescoço, em cachos desconexos. Era totalmente diferente do meu, que passava da cintura, como fora o dela um dia, antes de se revoltar e cortar tudo, episódio que quase lhe custara uma surra do nosso pai. - Casar com quem? Quem é o pai do bebê? - Como vou saber, Isa? - debochou ela. - Pode ser qualquer um dos dez ou vinte com quem transei nos últimos tempos. - Ah, Rebeca! - Segurei suas mãos, nervosa. Não concordava com muitas das loucuras dela, mas, no fundo, eu a entendia. E me preocupava, por sua causa e por nossos pais. - Você faz isso só para confrontar os dois! - Faço porque quero! Sou livre! Sou maior de idade e trabalho. Vou contar a eles sobre a gravidez, alugar um quarto e sair daqui. Vou me livrar dessa loucura toda! - Não é loucura. - Tentei justificar. - Papai é pastor e... - Loucura! - repetiu, irritada. - Opressão! É isso o que ele faz com essa igreja que ele criou. Isso não é religião, Isabel. Deus não é essa infelicidade toda que somos obrigadas a suportar. Conheço muita, muita gente cristã que está longe de viver oprimida como nós. Uma parte de mim pensava como ela. Mas, criada desde pequena de maneira rígida, eu tinha medo daqueles pensamentos. Temia também pela salvação da minha irmã, que eu amava mais do que tudo. - Escute... - Coloquei a mão em seu rosto, com carinho e preocupação. - Não precisa dessa revolta toda. Você se machuca e magoa nossos pais, Rebeca. Pode falar o que quiser sem... - Falar o que quero? Desde quando? Não me faça rir, Isa! - Ela suspirou, mas não se afastou. - Sabe que eles não aceitam! É aquela religião maldita deles. - Não diga isso - briguei com ela. - É a nossa religião!

Dramas Curtos Populares

Capítulos
Leia agora
Compartilhar
Minishorts Logo
Leia web novels, ficção online e histórias românticas em alta no MiniShorts. Descubra romances de bilionários, fantasia de lobisomens, drama e novelas de fantasia, além de conteúdos selecionados de dramas curtos inspirados nas tendências de narrativa mais populares.
MiniShorts YouTube
PRODUTOS E SERVIÇOS
Sobre nós
support@minishorts.com
©2026 MiniShorts Todos os direitos reservados. CHASINGTOP HK LIMITED