Capítulo 2

Os olhos dourados me atraiam como imãs e não parecia ter ninguém a nossa volta. Só conseguia me concentrar nele. Os cabelos grandes e castanhos, as sobrancelhas cheias e arcadas, a barba selvagem e desgrenhada que contornava os lábios finos, que eu estava louca para beijar.

Isso porque eu estava concentrada no seu rosto, ainda estava em seus braços, mas conseguia ter uma ideia do que tinha por baixo das roupas, pois podia sentir toda a dureza de seus músculos.

— Não pretendo ir a lugar nenhum. — respondi me sentindo confiante para ser ousada, afinal eu tinha atraído a atenção do homem atraindo até ali em baixo.

— Como é seu nome? — ele perguntou, com os olhos ainda focados nos meus, como se não estivéssemos em uma balada, cercado por pessoas nos encarando, enquanto ele me segurava em seu colo.

— Tem certeza que quer ter essa conversa assim? Comigo nos seus braços?

A sobrancelha grossa se ergueu com diversão e seus lábios se ergueram de lado, um sorriso tão sacana que apenas o deixava ainda mais sexy.

— Você não pesa nada. — como se quisesse provar seu ponto, ele soltou o braço que segurava minhas costas e levou a mão até meu rosto, pegando uma mecha de cabelo e a prendendo atrás da orelha. — E o único jeito melhor de termos essa conversa, seria você sentada no meu colo. Mas estou tentando ser cavalheiro aqui.

Um suspiro escapou dos meus lábios e seu olhar foi atraído para ali, se desviando dos meus olhos pela primeira vez.

— Me chamam de Bri e talvez — me aproximei dele e deslizei minha mão direita do seu pescoço, entrando na sua jaqueta e sentindo o calor que o tomava, mesmo sobre o tecido. — O que precisamos é exatamente que você não seja um cavalheiro aqui.

Seus olhos adquiriram um brilho ainda mais selvagem, como os de um animal no que tinha acabado de conseguir a rendição de sua presa e eu pude sentir o tremor em seu peito quando ele pareceu rugir.

Ele soltou minhas pernas, agarrando minha bunda e me fazendo abrir as pernas e abraçar seu quadril. Sem se importar com ninguém a nossa volta ele começou a andar, e para ele as pessoas realmente abriam espaço.

Avistei Alice do lado do homem do começo da noite e ela me lançou um sorriso sacana, antes de acenar um tchauzinho.

Eu devia temer por minha vida, afinal estava com um desconhecido, em um lugar ainda mais estranho para mim. Mas por algum motivo esquisito eu não sentia medo.

Entramos em um corredor escuro e todo o barulho se aplacou um pouco, as luzes diminuíram e de repente um pouco eu me dei conta ainda mais do seu cheiro, seu calor. O cheiro de carvalho, terra e sol, era isso o que emanava dele e mesmo que parecesse estranho descrito dessa forma, não era como me sentia, parecia um perfume sedutor, misterioso e selvagem, assim como o dono.

Sem conseguir me segurar eu desci a cabeça até a curva de seu pescoço e inspirei direto de sua pele, suas mãos foram automáticas em apertar minha bunda, me forçando contra seu corpo.

— Já estamos chegando, Bri. — sua voz rouca enviou ondas de calor e desejo por meu corpo, se concentrando em baixo do meu ventre.

Não me importei com ele entrar em um elevador, me levando para ainda mais longe, apenas me concentrei em lamber sua pele quente, sentindo seus pelos se arrepiarem com meu contato e o tremor em seu peito reaparecer.

Mas quando as portas do elevador se abriram mostrando um corredor pouco iluminado, com algumas portas de madeira espalhadas, eu fiquei apreensiva pela primeira vez. Eu iria perder a virgindade com um desconhecido.

O homem me colocou no chão, deixando evidente nossa diferença de altura, eu precisava entortar o pescoço para conseguir olhar em seus olhos e mesmo com os saltos ele era uma cabeça maior do que eu.

— Se quiser desistir ainda está em tempo. — a voz grossa dele me atingiu me fazendo repensar minha escolha. — Meu nome é Parker, e aquele que estava lá em baixo com sua amiga é meu irmão, Peta, ela está em boas mãos.

— E eu? Estou em boas mãos Parker?

— Não vamos fazer nada que não queira, Bri.

Os seus olhos grudaram nos meus e aquele fogo voltou a se alastrar por meu corpo. O que tinha naquele homem que me atraia direto para seus braços? Que me fazia querer esquecer de tudo e me jogar em seus braços?

Fiquei na ponta dos pés, aproximando nossos rostos e acabei com o espaço entre nossas bocas. Nossos lábios se tocaram com carinho em um segundo e algo como reconhecimento me atingiu. Não resisti e fechei meus punhos em sua jaqueta o puxando para mim, suas mãos envolveram minha cintura e ele me ergueu novamente em seu colo.

— Me mostre que estou em boas mãos. — sussurrei contra seus lábios, antes de voltar a deslizar minha língua contra a sua.

Parker me levou para um dos quartos e eu ouvi a porta se batendo atrás de nós e uma chave girando, mas não me importei, tudo o que eu tinha em mente agora era sua boca e o que ele podia fazer com ela.

Senti quando suas mãos desceram por minhas costas, alcançando meu quadril, ele apertou minha bunda me prensando contra sua ereção, que começava a dar sinal de vida, e eu gemi contra seus lábios quando suas mãos apertaram com força minha pele nua.

Ele me soltou na cama, seu peso se mantendo sobre meu corpo apenas por um segundo, antes que ele se afastasse. Os olhos brilhando para minha imagem esparramada em sua cama, então ele puxou a jaqueta, livrando seu corpo de todo o couro e me dando a visão de uma regata apertada contra cada pedaço de seu corpo musculoso.

Mas não demorou para que ela fosse arrancada por cima da cabeça, bagunçando ainda mais aqueles cabelos. Eu me perdi quando meus olhos desceram pelo abdômen definido, cheio de gominhos intrincados, mostrando o quanto ele se exercitava.

Estava tão concentrada nele se movendo com maestria, em como os bíceps se flexionavam, parecendo ainda maiores, que me esqueci de que ele estava tirando a calça jeans. Só me dei conta quando o tecido caiu no chão atraindo minha atenção para agora as pernas torneadas e a box preta contrastando com seu corpo.

O volume que ele exibia ali me fez engolir em seco, eu não precisava ver sem nada para saber que ele era enorme, em todos os sentidos da palavra.

— Assustada? — Parker questionou com algum divertimento na voz e eu me forcei a erguer os olhos até os deles.

O sorriso sacana estava ainda maior, ele sabia o quão sexy e dominante era e se orgulhava disso.

— Eu preciso ficar assustada? Quer dizer, obviamente você pode me partir em duas...

— Posso! — ele me interrompeu sorrindo largo e me dando uma visão larga de suas presas protuberantes. — Mas tenho coisas mais interessantes para fazer com você essa noite. Como por exemplo sentir seu gosto.

Suspirei com suas palavras e precisei apertar uma perna contra a outra, para conter o pulsar que se instalou no meio delas, mas só aumentou quando ele caminhou em minha direção, com o olhar predatório.

O homem enorme se abaixou na minha frente e ele colocou as mãos grandes em meus joelhos, abrindo minhas pernas sem aviso prévio. Arfei com sua brutalidade, mas ao invés de me intimidar ele só deixou minha calcinha mais molhada.

Ele tratou de me livrar das minhas sandálias, antes de subir as mãos quentes e calejadas por minhas coxas nuas até chegar ao botão do meu short. Inclinei o quadril em sua direção deixando que ele abrisse o short e o puxasse para fora do meu corpo.

— Vermelho combina mesmo com você. — ele declarou ao ver a calcinha de renda vermelho sangue abraçando minhas curvas.

Eu sorri, mas não tive tempo de dizer nada antes que sua barba se esfregasse entre minhas pernas, raspando em minha pele e me deixando ainda mais ansiosa com o que viria.

— Parker... — gemi seu nome, quando ele enterrou o nariz em minha intimidade, inalando com força meu cheiro e me deixando ainda mais louca de desejo.

— Arranca essa blusa, quero ver seu corpo completo! — soou como um rugido e eu não esperei mais um segundo para tirar a regata, ficando apenas de sutiã e calcinha na sua frente. — A própria deusa da luxuria.

Suas mãos agarram minha calcinha e ele puxou a renda, fazendo o tecido se rasgar como se fosse papel. Minha surpresa se transformou em gemido quando ele enfiou o rosto entre minhas pernas e me lambeu de baixo para cima.

Cai de costas na cama deixando que ele agarrasse minhas pernas, jogando-as sobre seus ombros e me invadisse com aquela língua deliciosa. Parker espalhou minha excitação por todo lugar, me lambuzando ainda mais e me fazendo perder a cabeça.

Agarrei sua cabelereira selvagem, quer era a única coisa que eu tinha visão na posição que estava. Involuntariamente meus quadris se ergueram indo de encontro a sua boca, querendo mais.

Os pequenos murmúrios que ele soltava se mesclando com meus gemidos, estavam ficando cada vez mais longe e a pulsação do meu sangue explodia em meus ouvidos, embaralhando meus sentidos.

Sexo oral deveria ser tão bom assim? Gritei tentando afundar minha bunda na cama e fugir de sua boca punitiva, que sugava e me lambia como se eu fosse sua refeição favorita, mas ele me segurou no lugar com uma mão e com a outra começou a me tocar.

Minha mente girou com prazer quando senti o dedo largo em minha entrada e me forcei a erguer a cabeça para vê-lo. Seu dedo deslizou entre minhas dobras, entrando no meu canal encharcado e nós dois soltamos um gemido juntos. Seus olhos encontraram os meus, mais escuros agora, perturbadores e sensuais. Como podia?

Ele retirou o dedo e voltou em uma lentidão torturante, não desviando o olhar do meu enquanto eu gemia, perdida em todas as sensações que ele estava despertando em meu corpo.

Quando sua boca voltou para o meu sexo eu me joguei novamente na cama, me fodendo com seu dedo, me alargando cada vez mais, enquanto sua língua me deixava ainda mais molhada.

A sensação se espalhou por meu corpo e eu sabia que ia gozar como nunca antes na minha vida, podia ser virgem mais já tinha me tocado e nada se comparava a ter aquele homem enfiado entre minhas pernas, determinado a me fazer gozar gritando seu nome. E foi o que eu fiz.

— Parker! — gritei me agarrando aos lençóis com força, meu corpo se esticando como se fosse se quebrar.

— Goza pra mim, Bri! — seu rugido me fez gozar, um milhão de pontos estrelados surgiu atrás das minhas pálpebras, enquanto meus olhos rolavam nas orbitas.

Tive a vaga noção de gemer alto de mais, mas não quis saber, tudo o que eu sentia nesse momento era a sensação mil vezes mais intensa, enquanto ele tomava tudo de mim, me tocando até que eu estivesse estremecendo em sua boca.

Senti as mãos grandes me segurarem e me erguerem no colchão macio, meus pensamentos aéreos voltaram ao normal quando senti o peso de seu corpo nu contra o meu e os lábios descendo por meu pescoço.

Abri os olhos e me permiti um minuto admirando as costas largas do homem, quando finalmente o toquei seus olhos se ergueram até os meus, me encarando com intensidade. Naquele momento eu confiava nele totalmente, completamente.

Poderia ser estúpido, mas foi como me senti, como se algo no fundo do meu ser gritasse por ele, rasgando todas as barreiras do meu ser, quebrando todos os muros que ergui em minha volta, clamando que ele me fizesse sua.

Puxei seu rosto tomando sua boca na minha, nossas línguas se enroscaram na dança sensual de antes, mas agora havia meu gosto em seus lábios. Abri ainda mais minhas pernas, enroscando-as em volta dele e abrigando seu quadril.

Arfei contra seus lábios quando senti a ereção dura como pedra de encontro a minha boceta, como se soubesse em que eu estava concentrada ele se esfregou contra minha intimidade, espalhando meu gozo em sua extensão.

Agarrei suas costas fincando as unhas em suas omoplatas e ele deslizou sua glande em minha entrada, me alargando e me fazendo gemer. Não sei se Parker sentiu minha resistência, mas retirou seu pau e voltou um segundo despois, como se testasse minha abertura. Ele se afastou erguendo o corpo e eu tombei a cabeça contra os travesseiros, o sentindo ir mais fundo.

Nossas respirações se tornaram cada vez mais desesperadas e eu abri os olhos para vê-lo arremeter o quadril de encontro ao meu, enterrando seu pau enorme dentro de mim. A dor cortante se espalhou, fazendo meu corpo travar, senti como se fogo em brasa tivesse entrado em mim, me rasgando em duas.

— Porra! Porque tão apertada? — ele rosnou contra minha pele e deslizou os lábios por meu pescoço, me arrancando um suspiro.

Eu tinha seguido o conselho de Alice de não contar que era virgem, segundo ela homens mais velhos fogem de garotas virgens e eu queria um homem experiente no assunto.

— Você que é enorme. Avisei que me partiria em duas. — soltei com a voz sôfrega, tentando esquecer o tamanho enorme enfiado dentro de mim.

— Me deixa compensar pra você. — ele disse com um sorriso na voz, mas eu não abri meus olhos, temia que ele visse ali lágrimas não derramadas. — Só relaxe.

Uma de suas mãos se embrenhou em meus cabelos, os afastando delicadamente ele segurou minha nuca, deixando meu pescoço exposto para seu bel prazer. Os dentes rasparam em minha garganta e então deram lugar aos lábios, ele beijou minha pele com fome, sem cuidado em marcar a pele, lambendo um caminho até o lóbulo da minha orelha, então me mordeu ali me arrancando um suspiro de prazer.

Antes que eu pudesse me acostumar com aquilo ele desceu a cabeça até alcançar meu sutiã, com as mãos impacientes ele partiu as alças me assustando com a brutalidade. Não se podia usar lingerie com ele por perto?

Meu pensamento se perdeu quando seus lábios se fecharam em volta do mamilo e ele o sugou com força, sua mão direita se ocupou do outro, apertando e girando o mamilo duro entre os dedos. Eu gemi sem conseguir me conter e já podia sentir novamente a umidade se espalhando.

Parker ergueu os olhos me encarando quando soltou o mamilo entumecido e partiu para fazer o mesmo com o outro, senti o pulsar lá em baixo e ele rosnou arranhando os dentes no mamilo sensível. Involuntariamente rebolei com seu pau dentro de mim, sentindo o prazer voltar como fogo puro correndo em minhas veias.

Ele entendeu o sinal verde e voltou a arremeter dentro de mim, nos arrancando um gemido, apertei minhas pernas em volta dele e deixei que fosse mais fundo, mais rápido. Como precisávamos naquele momento.

Seu corpo quente cobria cada centímetro do meu e mesmo assim eu sentia uma fome dentro de mim querendo mais. Agarrei seus cabelos e o beijei, colocando tudo de mim ali, meu desejo, o calor, a fome, a minha alma que clamava por ele.

Tive a vaga noção de um barulho alto do lado de fora, mas nada importava agora, no mundo só existia nós dois e aquele momento de entrega, de conexão!

Soltei seus lábios quando a sensação cresceu dentro de mim novamente, subindo por meu ventre, se expandindo tanto que eu tinha medo de que pudesse morrer ali em seus braços. Uni nossas testas e com o olhar preso um no outro chamamos nossos nomes como uma prece.

— Parker!

— Bri!

Nosso mundo se espatifou junto, em sincronia, senti ele cresce se derramando dentro de mim enquanto eu pulsava ao seu redor. Ouvi em algum lugar um trovão assustador assolar a terra, quase como se o céu estivesse se partindo ao meio ou a terra estivesse se abrindo.

Todas as luzes se apagaram e por um momento todo o barulho do mundo pareceu se calar, só havia nossas respirações e nossos batimentos cárdicos descompassados.

Capítulo 3

Acordei sentindo todo meu corpo reclamar de todo “exercício” que fiz na noite passada, mas eu não estava reclamando, tinha sido uma noite maravilhosa. Não, maravilhosa não chegava aos pés, era pouco para descrever tudo o que Parker tinha me feito sentir.

Me mexi na cama e senti a dor incomoda entre minhas pernas, me lembrando do homem enorme que eu tive dentro de mim na noite passada. Como se isso não fosse lembrete suficiente Parker apertou um braço em minha cintura, me puxando mais para perto de seu corpo.

Eu tinha perdido as contas de quantas vezes ele tinha me feito explodir em um orgasmo intenso. O homem era mesmo insaciável e Alice estava totalmente certa quando disse que ali eu encontraria a pessoa perfeita.

Balancei minha bunda, aproveitando o calor do seu corpo e senti sua ereção se moldar entre minhas pernas.

— Se continuar se sacudindo assim, vou me esquecer que está dolorida e deslizar dentro dessa boceta apertada e quente. — a voz rouca, quase como um rosnado, enviou uma onda de calor subindo por minha espinha e se espalhando por meu corpo todo.

— Você não se cansa nunca?

— Só um louco se cansaria de algo tão bom assim. — sua mão larga deslizou por meu quadril, me arrepiando e me incendiando na mesma medida. — São tantas coisas que eu ainda quero fazer com você.

Eu suspirei quando seus dedos grossos se enfiaram entre minhas pernas e ele me fez abri-las, até que pudesse sentir minha intimidade. Não consegui conter o gemido quando ele enfiou um dedo entre minhas dobras e rosnou em meu pescoço, ao descobrir que eu estava molhada.

— O que por exemplo? — minha voz não era nada mais que um sussurro.

Antes que eu pudesse prever Parker me girou com agilidade e rapidez, até que eu estivesse montada em seu colo.

A luz do sol entrava pelas janelas e eu tinha certeza que ele via melhor todo meu corpo, mas não me importei. Não liguei se meu cabelo parecia um ninho de passarinhos cor de fogo, das minhas sardas que se espalhavam por meu busto, não liguei se eu estava com a cara amassada ou pior.

Só o que importava era ele ali, me olhando com a mesma intensidade da noite passada, o mesmo desejo estampado em seus olhos.

— Fazer é mais prazeroso do que falar. — seus dedos se enrroscaram em meus cabelos com brutalidade e ele me puxou para baixo, tomando minha boca com fúria.

Sua mão livre desceu por minhas costas, alcançando meu bumbum e ele não se fez de rogado ao deslizar os dedos em cima do meu buraco intocado, rodeando meu anel apertado, fazendo saltar em surpresa por ser tocada ali.

Mas ele apenas sorriu, sem deixar de me beijar e continuou até encontrar minha boceta. Um dedo deslizou para entre minhas dobras e foi inevitável não rebolar em cima dele, quando me penetrou com o dedo largo. Involuntariamente eu esfreguei meu clitóris contra sua ereção dura.

Ele continuou com o vai e vem em minha entrada, me fodendo com seu dedo enquanto sua língua fodia minha boca. Meus sentidos só captavam ele, seu corpo, seus músculos, seu cheiro, seu calor.

— Parker... — gemi contra seus lábios e ele puxou minha cabeça para trás, segurando meus cabelos com força.

— Vai gozar na minha mão, antes que eu enterre dentro de você. — ele acrescentou outro dedo dentro de mim e eu fechei meus olhos, voltando a rebolar.

Eu queria mais, queria seu pau me alargando, fazendo meus olhos revirarem e meu cérebro virar gelatina com um orgasmo intenso.

Parker soltou meus cabelos e eu deixei minha cabeça tombar seu ombro, sua mão segurou minha bunda, separando as bandas e lhe dando mais espaço para ele socar mais rápido seus dedos, me deixando ainda mais louca e esperando ansiosa o momento que ele entraria dentro de mim.

Gritei e agarrei seus peito com as unhas, arranhando sua pele bronzeada e sentindo ele se arrepiar.

— Olhe nos meus olhos, quero ver você perdendo os sentidos enquanto te faço gozar em meus dedos.

Ergui o rosto estremecendo com os dedos impiedosos, ergui meu tronco e encarei as íris douradas e balancei o quadril para a frente e para a trás, esfregando meu clitóris contra seu pau.

Meu ventre estremeceu e senti meu canal se apertar em volta dos dois dedos e segurou minha bunda me impulsionando para a frente com mais rapidez.

— Eu... Ahhhh eu vou...

Não consegui terminar a sentença sem antes explodir em um orgasmo, meu sexo pulsava enquanto seus dedos e seu pau prolongavam meu prazer.

Minha testa tombou sobre seu peito, minha respiração estava descompassada e meu coração parecia galopar no peito.

Senti quando deslizou os dedos para fora e sua cabeça se esfregou em minha fenda, se lambuzando com meu gozo.

Mas um estrondo na porta nos fez saltar no mesmo instante.

— Bri! Precisamos ir embora agora! Sai daí já.

Meu coração voltou a bater normal quando reconheci a voz da doida.

— Quem é essa?

— Alice, minha amiga. — respondi desanimada e senti o vazio quando empurrei suas mãos para longe. — Já vou maluca! — gritei para a porta e comecei a buscar minhas roupas pelo quarto.

Minha calcinha tinha sido destruída, apanhei o shorts jeans no chão do quarto e quando dei a volta no lugar achei o trapo preto, que até a noite passada era um sutian lindo.

Ergui minhas peças destruídas e joguei na cara do descarado. Ele me observava deitado na cama, os braços atrás da cabeça e seus longos cabelos espalhados pelo travesseiro. Tudo nele gritava selvagem, seu corpo todo esculpido com músculos, os pelos, as marcas de cicatrizes, até mesmo a ereção que ele ainda exibia sem nenhum pudor.

Como eu queria voltar para a cama e me perder naquele corpo de novo.

— Porra. — eu vi seu pau mexer como se tivesse vida própria. — Se continuar me olhando desse jeito eu vou te tomar aí mesmo, em pé contra essa parede. E não pense que vou me importar se sua amiga, meu irmão, ou a cidade toda vai ouvir você gritar meu nome enquanto goza.

— Vou parar de te olhar, mesmo que seja tentadora a proposta, eu preciso ir.

Me virei de costas para a cama e comecei me sacudir enquanto subia o shorts por minhas pernas.

— Você não facilita a vida de um homem! — Parker disse entre dentes e a próxima coisa que senti foi sua palma batendo em minha bunda e me arrancar o ar com o choque. — Espera aqui.

Ele abriu uma porta na lateral do quarto, porta que eu nem tinha reparado na noite passada, mas pudera, noite passada eu estava ocupada com coisas mais interessantes.

E então voltou dois minutos depois com uma jaqueta e uma cueca box. O encarei confusa quando ele me estendeu as peças de roupa.

— Não conseguiria deixar você sair daqui, sabendo que não está usando nada por baixo desse shorts curto e essa regata toda rasgada.

Eu deveria rir dele, mas aceitei que estivesse preocupado com o que eu revelaria. Então me limitei a sorrir e colocar a box enorme e depois o shorts, então vesti a regata e a jaqueta de couro que ele tinha me dado.

Nem precisava dizer que seu cheiro me cercou quando fechei a jaqueta, seria difícil não pensar em outra coisa que não ele.

— Obrigado! — fiquei na ponta dos pés, tentando inutilmente alcançar sua altura, mas ele me ajudou me erguendo e deixando nossos rostos na mesma altura.

— Você ficou ainda melhor com minha roupa. Só perde para você nua.

Mordi meu lábio involuntariamente e ele não perdeu tempo em beijar minha boca, sugando meus lábios, deslizando sua língua contra a minha, me tomando com força. Eu me apertei contra ele e suas mãos me impulsionaram para cima, abraçando meu corpo e colocando minhas pernas abertas em volta do seu quadril.

— Bri! Eu não estou brincando. Merda garota a gente precisa ir! — os gritos de Alice e suas batidas incessantes o fizeram me colocar no chão relutantemente.

— Vá, antes que eu mate sua amiga.

Eu ri da sua cara de frustração e eu podia entender, com a ereção dura como pedra e ser deixado na mão assim deveria ser realmente frustrante.

Corri para a porta e acenei para ele ao girar a maçaneta, recebi apenas um aceno com a cabeça e sai finalmente daquele quarto.

Seria estranho dizer que todo o mundo pareceu voltar a vida? Porque foi assim que me senti quando fechei a porta atrás de mim.

— Posso saber o motivo de tanto desespero?

— Minha mãe ligou, a gente tem que correr pra casa. Seu padrasto avisou que está chegando de viagem antes do tempo. Sabe a briga que vai ser de ele descobrir que você saiu.

Ela não precisava dizer, eu sabia bem a dor de cabeça que eu teria se ele descobrisse.

William nunca gostou que eu tivesse liberdade e depois que minha mãe morreu as coisas pioraram.

Minha obrigação era ir de casa para a escola e da escola para a casa, depois que terminei o ensino médio tentei arrumar um emprego ou coisa assim, mas ele negou, dizendo que eu não precisava disso. Ele trabalhava e ainda tínhamos as economias da minha mãe.

Ele não era uma má pessoa, só não queria que acontecesse comigo o que víamos acontecer com várias garotas ao redor do país.

— Vamos logo então.

Passamos pelos corredores silenciosos e parecia igual a noite passada. Quando passamos pelo salão eu encarei o lugar agora vazio e sem vida, as luzes estavam apagadas e tudo o que tinha eram os trabalhadores limpando para o show da noite.

Chegamos na rua e o carro de Alice estava magicamente ali na frente, escorado nele estava Peta, como se fosse o dono do mundo.

Olhando agora na luz do dia ele parecia ainda mais com o irmão, a diferença maior era que enquanto Parker tinha os cabelos até o peito, os de Peta desciam até a cintura.

E os olhos, eu tinha passado a noite com o homem de olhos dourados mais intenso, enquanto os dele ali na nossa frente eram de um tom claro, quase cinza.

— Se divertiu ontem a noite? — seu sorriso era amigável e eu apenas retribui deixando minhas bochechas queimarem.

— Tanto quanto vocês. — retruquei dando risada, peguei as chaves da sua mão e me joguei no banco do carona.

Me encolhi dentro da jaqueta enorme e afundei o nariz no couro, sentindo seu perfume, enquanto encarava pelo retrovisor os dois se despedirem.

A conversa deles parecia ser mais empolgante que se beijarem em despedida, os dois cochichavam e eu me obriguei a colocar a cabeça para fora e gritar com ela.

— Menos conversa e mais ação! Precisamos chegar em casa logo.

Alice estava de costas para mim, mas eu vi ela sacudir a cabeça, Peta se ergueu por seu ombro e abriu um sorriso sacana como da noite passada, antes de puxá-la pelo braço e lhe tascar um beijo.

Por um segundo Alice pareceu chocada de mais, pois seu corpo ficou duro, mas bastou ele enfiar os dedos e seu cabelo para ela corresponder.

Me virei para dentro do carro e deixei que eles terminassem o que começaram, mas não demorou para a porta ao lado se abrir e Alice se jogar atrás do volante.

— Pronta pra correr nessa estrada como se sua vida dependesse disso?

Qualquer outra pessoa acharia ela louca e ela era na verdade, mas eu já estava acostumada desde sempre com essa loucura.

— Prontissima!

A viagem de volta foi tranquila e apesar de ser dia, não pegamos trânsito.

Cheguei em casa e subi as escadas correndo, torcendo para ter dado tempo suficiente para que ele não tivesse chegado ainda.

Seu trabalho na estrada geralmente durava uma semana, raramente ele chegava de surpresa como hoje. Mas para o meu azar William estava me esperando sentado em sua poltrona na sala.

— Onde diabos você e aquela menina se meteram? — sua voz demonstrou tudo o que ele estava sentindo.

Raiva, frustração, desapontamento, foi tudo o que senti.

— Will eu...

— Não ouse mentir pra mim, Bridget! Diga onde você e aquela má influência dos infernos te levou.

Eu engoli em seco, ele nunca gostou de Alice, sempre disse o quanto ela era má influência. Mas nunca tinha a chamado assim.

Me senti em um impasse sem saber o que dizer, se eu falasse a verdade seria o próprio pandemônio em casa. Mas se eu mentisse ele poderia descobrir a verdade.

— Nós fomos até uma boate na cidade. — contei meia verdade, ele não podia saber que fomos na cidade ao lado, talvez seria de mais para a cabeça dele. — E dormimos na casa de uma amiga da Alice.

Will me rondou, como se não acreditasse em minhas palavras e talvez ele não devesse mesmo, eu não costumava mentir para ele, mas essa era uma ocasião necessária.

— E essa roupa é da sua amiga? — podia jurar que ele tinha até mesmo cheirado meus cabelos, quando terminou sua volta.

— Ela me...

— Já vi que vamos ter que nos mudar o mais de pressa possível! Não posso...

— O que? — eu finalmente voltei a mim e gritei.

Ele não podia fazer isso, não tinha o direito de me tirar daqui e me arrastar pra onde eu não conhecesse ninguém.

Não podia viver presa só porque ele queria me proteger!

— É isso mesmo que ouviu! — ele pegou o óculos e o livro velho que lia e voltou a se sentar em sua poltrona. — Estava adiando isso para seu próprio bem, mas já vi que não posso continuar com essa demora, mais um pouco e essa bruxa vai matar você!

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A bruxa e o Alfa

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