Capa do Romance A Amiga Da Minha Filha ( Duologia Homens Mais Velhos)

A Amiga Da Minha Filha ( Duologia Homens Mais Velhos)

9.1 / 10.0
Ricardo e Gabriela vivem um desejo proibido e avassalador. Ele é o pai da melhor amiga dela, uma barreira moral que não impede a forte atração física e o sentimento que floresce entre ambos. Gabriela deseja intensamente o toque de Ricardo, enquanto ele se vê fascinado pelas curvas e pela beleza da jovem. Em meio ao conflito de lealdade e à paixão mútua, os dois enfrentam o dilema de estarem perdidamente apaixonados, desafiando as convenções por esse amor intenso.

A Amiga Da Minha Filha ( Duologia Homens Mais Velhos) Capítulo 1

Gabriela

Ai, meu Deus, não acredito que ele chegou de viagem hoje! Meu coração deu até um pulo de alegria ao ouvir da boca da minha melhor amiga que seu pai tinha voltado de viagem. Era um sonho.

OK, OK! Eu tinha um problema sério: eu era apaixonada por ele. Pena que ele nunca me olhou como eu sou — uma mulher, e não uma criança, como ele sempre me chamava.

— Vejo que ficou feliz em saber que meu pai voltou de viagem — minha melhor amiga brinca. Ela sabia que eu tinha a maior queda pelo seu pai.

— Mi, você sabe que eu sou apaixonada por ele! — eu a lembro. Nunca escondi da minha amiga o que sentia.

— Eu sei disso! — ela ri.

Graças a Deus nunca brigamos.

Desde que nos conhecemos na escola, ficamos melhores amigas. Ela era doidinha e combinava comigo. Eu era grande em todo o tamanho. Às vezes, eu achava que Ricardo nunca iria me olhar por ser gordinha. Além disso, como aos 22 anos eu era virgem?

— Ah, Mi, você sabe que seu pai nunca olharia pra mim! — comento, chateada. Eu andava meio sensível e não tinha ideia do que estava acontecendo comigo, talvez fosse a dita da TPM chegando, aff.

— Por que não? — ela me olha enquanto eu procuro o que vestir para a nossa noite das garotas. Uma vez por semana, nos dávamos o luxo de sair para colocarmos o papo em dia. Às vezes, íamos ao shopping assistir a um bom filme.

— Mi, olha o meu tamanho! — chamo sua atenção para o meu corpo e viro de costas para ela, pego uma calça jeans e uma bata e, para combinar, uma bota.

— OK! Estou olhando, e não estou vendo nada de errado! — ela me diz, dando de ombros quando a olho.

— Mi, eu sou gordinha! — lembro-a. Nunca tive problemas por me aceitar assim. Desde nova sempre tive curvas, e me aceitava do jeito que eu era.

Minha família sempre achou que eu deveria fazer dieta e tudo, e quando eu estava ficando de saco cheio, fiz 20 anos e resolvi sair de casa e morar no meu apartamento.

Meus pais eram ricos e viviam só no luxo. Como era sua única filha, eles achavam que eu não era perfeita. Quando eu tinha 18 anos, meu pai me deu um carro e minha mãe, um apartamento. Acho que de alguma forma eles pensavam que eu tinha que ser recompensada pela forma como me tratavam.

Para eles, o dinheiro era mais importante do que eu. E foi assim que consegui sair daquele ambiente hostil e luxuoso. Já estava de saco cheio de ouvir que eu tinha que emagrecer e encontrar um marido.

— Eu sei disso! — ela diz, e me olha estranho. — Acho que você precisa sair e conhecer novas pessoas.

— Então você me entende? — questiono-a. — Sempre saímos juntas, e você sabe que os homens não me olham.

— Não te entendo! — Michelle solta, e eu olho para ela. Eu mesma não me entendia.

— O que você não entende?

— Minha amiga, você é linda e merece um homem maravilhoso, mesmo não sendo meu pai — dou risada com as qualidades que ela vai me dizendo.

— Nossa, pra que todo esse elogio? — brinco, porém fico emocionada com a forma como ela fala de mim. — Mas você sabe que o único homem que eu quero não me vê como eu sou!

— Estou querendo te mostrar que qualquer homem ficaria a fim de você. Até mesmo o meu pai veria a mulher que você é. Agora, que tal se você desse uma arrumada nessas roupas de freiras que tem?! — ela diz, e me puxa para o espelho grande do meu quarto.

Fico chocada com o que ela diz e respondo:

— Mi, amiga, você não vê que eu ando tendo problemas com isso? — mostro o meu corpo e olho para Michelle, que tinha um corpão de dar inveja em qualquer mulher. Inclusive eu às vezes tinha um pouco de inveja.

— Sabe, eu tenho inveja de você! — ela solta, e fico pasma com a revelação.

— Como assim, tem inveja de mim?

— Você, minha amiga, é linda do jeito que é. Você é tão perfeita em tudo e tão resolvida em sua vida. Desde que saiu da casa dos seus pais, sempre teve metas do que queria fazer. Você até mesmo é muito corajosa em falar que gosta do meu pai pra mim — ela brinca.

— Isso é verdade! — brinco. — Desde que eu o conheci, ele não sai da minha cabeça — confesso. — Você está me dizendo tudo isso por qual motivo?

— Você conhece o melhor amigo do meu pai? — ela solta. É claro que eu conheço. Concordo, e Michelle diz: — Quando eu tinha 15 anos, eu me apaixonei pelo William. Fiquei com muita inveja e ao mesmo tempo com o meu corpo dolorido de desejo ao ver o que ele estava fazendo com aquela puta da namorada dele — ela me confessa, toda corada.

— Mi, eu já tinha percebido que você tinha uma queda por ele. Mas não sabia que era desde a adolescência que você era apaixonada.

— Sim! Eu sou apaixonada por ele! Pena que ele nunca iria olhar pra mim!

— Por que não? — pergunto, chocada.

— Ele me vê como criança! Só que ao mesmo tempo reparo que seu olhar quente me devorando está sempre em mim, e quando ele vê que eu percebo, muda de atitudes.

— Minha amiga, esses nossos homens só estão fazendo a gente sofrer — digo, pesarosa.

— Eu é que o diga! Agora, vamos parar de lamentar. E eu acabei de ter uma ideia, quer ouvir?

— O quê? — pergunto, mais curiosa ainda.

— Que tal a gente chamar o Fábio e irmos dançar e beber pra caramba, e depois voltamos de carro pra sua casa e dormimos aqui? — ela diz, toda na expectativa.

— Por que não? A gente merece, e assim quem sabe não conhecemos outros carinhas?! — brinco, resolvendo que estava na hora de começar a esquecer esse amor que eu sentia por Ricardo e a minha amiga por William.

— Verdade! Vamos nos divertir! — ela diz, excitada e pegando o celular, ligando e falando. Eu olho para a roupa que tinha pegado e devolvo para o seu lugar, e volto a olhar nos cabides. Logo me chama atenção um vestido branco, não de noiva, mas decotado para o verão, e, como eu tinha atributos, era melhor usar ao meu favor.

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